“Quanto doar” é uma questão pragmática 

Embora os altruístas eficazes falem muito sobre princípios, penso que esta é essencialmente uma questão pragmática. Para mim, a escala dos problemas do mundo é esmagadora; ninguém tem dinheiro suficiente para eliminar a pobreza, as doenças ou os riscos de nos extinguirmos. Isto não quer dizer que os donativos não sejam importantes — há muitas opções excelentes para melhorar o mundo — mas não há-de haver um ponto em que eu fique satisfeito e diga “Pronto! Já está feito”. Isto dá um forte incentivo intelectual para doar até ao ponto em que doar mais começaria a diminuir o meu impacto altruísta…

Como parar a IA? [Breves do AE]

Num momento em que podemos interagir com uma IA que ouve, fala e vê como se fosse uma pessoa (ex. da Apple, da Google e da OpenAI), podendo em muitos casos tornar-se viciante e até substituir o contacto humano (especialmente preocupante em crianças e jovens), num momento em que a IA pode estar a ver tudo o que fazemos no nosso computador, não deveríamos estar mais preocupados com os criadores e difusores da IA e em como controlar o que estes criam e difundem? […] E no momento em que se perceba que já se foi longe demais, será realmente possível parar?