Quer fazer o bem? Veja como escolher uma área em que se possa concentrar

Se você quiser fazer a diferença em sua carreira, um dos pontos de partida é perguntar-se quais são os problemas globais que mais precisam de atenção. Você deveria trabalhar em educação, mudanças climáticas, pobreza ou outra coisa?

O conselho comum é fazer o que mais lhe interessa… O problema com essa abordagem é que você pode se deparar com uma área que não é suficientemente ampla, importante ou na qual seja fácil de progredir.

Domar os monstros do amanhã

O filósofo Nick Bostrom acredita que é perfeitamente possível que a inteligência artificial (IA) possa levar à extinção do Homo sapiens . Em seu best-seller de 2014, Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies, Bostrom retrata um cenário sombrio no qual os pesquisadores criam uma máquina capaz de se aperfeiçoar a si mesma progressivamente. Em algum momento, ela aprende a ganhar dinheiro com transações on-line e começa a comprar bens e serviços no mundo real. Usando DNA encomendado por correio, cria nanossistemas simples que, por sua vez, criam sistemas mais complexos, dando-lhe cada vez mais capacidade de moldar o mundo.

Altruísmo Extremo

Devemos deixar de gastar em luxos, para que possamos salvar mais outra vida, dando até o ponto em que nos iríamos tornar tão pobres como aqueles que estamos ajudando?

Meu exemplo de salvar a criança se afogando ecoa no título do recente livro de Larissa MacFarquhar, Strangers Drowning (Estranhos se afogando – Br. A Vida Pelos Outros). A essência do livro é uma série de perfis de pessoas que vivem de acordo com um padrão moral altamente exigente. Vale bem a pena dar uma olhada em algumas das pessoas que MacFarquhar descreve no seu livro.

A psicologia do especismo: como privilegiamos certos animais em vez de outros

Nosso relacionamento com os animais é complexo. Há alguns animais que tratamos bem, cuidamos deles como animais de estimação, damo-lhes nomes e levamo-los ao veterinário quando estão doentes. Outros, em contraste, parecem não merecer esse estatuto privilegiado; são usados como objetos para consumo humano, no comércio, em experiências como sujeitos involuntários, como equipamentos industriais ou como fontes de entretenimento. Cães valem mais do que porcos, cavalos mais do que vacas, gatos mais do que ratos e, de longe, a espécie mais digna de todas é a nossa. Filósofas e filósofos têm-se referido a esse fenômeno de discriminar indivíduos com base na sua pertença a uma espécie como especismo (Singer, 1975). Algumas pessoas têm argumentado que o especismo é uma forma de preconceito análoga ao racismo ou ao sexismo.