A importância do futuro distante

Ainda que sejamos instintivamente compelidos a ajudar aqueles cujo sofrimento conseguimos ver imediatamente ou que visualizamos claramente, a desconsideração por indivíduos que ainda não nasceram, mas que nossas ações ainda assim irão afetar, parece ser tão equivocada quanto a desconsideração por indivíduos que vivem distantes de nós. Todos aqueles que estão ao nosso alcance merecem nossa consideração, independentemente de estarem ou não vivos ao mesmo tempo que nós.

Futebolistas Filantrópicos: O Quadro Completo

O jogador de futebol do Manchester United, Juan Mata, apareceu nas manchetes quando prometeu doar 1% de seu rendimento para a caridade. Tem sido considerado “o cara mais legal do futebol” o que pode bem ser verdade. Estima-se que o salário de Mata seja cerca de 7 milhões de Libras por ano, o que, a ser exato, faria com que sua doação fosse de 70 000 Libras por ano. Certamente uma bênção para os cofres de caridade.

Quer fazer a diferença? Considere o Altruísmo Eficaz

Recolher o lixo seria incrível. Fazer voluntariado no lar de idosos na rua de baixo seria ainda melhor. Mas de todas as formas possíveis de se fazer a diferença, qual será a melhor? E como saber se é a melhor? Ou seja, como garantir que não se faz apenas a diferença, mas a maior diferença que se pode fazer? E se quer fazer o bem com a sua carreira, qual a melhor carreira que pode escolher em termos de impacto social?

Ajudar como uma obrigação e/ou como uma oportunidade? (1 de 3)

Há uma variação entre ver o altruísmo eficaz como uma oportunidade ou uma obrigação de ajudar. No censo de 2015 34% consideravam-no como uma oportunidade, 21% como uma obrigação e 42% como ambos. Nessa série de três artigos vamos explorar mais a fundo algumas características das noções de obrigação e da oportunidade em vista da doação e ajuda de terceiros. Nos dois primeiros artigos vamos nos concentrar nas noções de obrigação e oportunidade, respectivamente. As conclusões reunidas nessas etapas fomentarão a reflexão final sobre encarar o altruísmo como uma obrigação e/ou oportunidade.