Como se preparar para ficar em casa (guia de 1 pág. p/ impressão)

Imagine que, daqui a duas semanas, o país está praticamente em quarentena. Apenas as mercearias e as farmácias permanecem abertas e há limites para quantas pessoas podem estar lá dentro de uma só vez. As outras lojas estão fechadas e muitos serviços de entrega foram encerrados.
Caso isso lhe pareça terrível, trata-se de uma descrição daquilo que se passa em Itália, actualmente, face à pandemia do coronavírus. Portanto, esta não é uma altura para entrarmos em pânico, mas sim para nos prepararmos…

Se puder ficar em casa agora, tornará as coisas mais seguras para as pessoas que não podem

O surto de coronavírus está a piorar, o que está acontecer nos outros países mostra-nos que em breve ainda ficará pior, e os especialistas em saúde pública começaram a pedir às pessoas que pratiquem o distanciamento social — mais isolamento uns dos outros, uma maior permanência em casa por uns dias, muito menos contacto físico com o mundo.
Será que tudo isto vale a pena?

Resumo sobre o coronavírus (trabalho em curso)

O coronavírus é significativamente pior que a gripe, mas não é o apocalipse zombie. Não há necessidade de entrar em pânico, mas provavelmente faz sentido preparar-se. Isso afectará o dia-a-dia dos países ocidentais. Você e a sua família provavelmente enfrentarão riscos pessoais de doença até ao final do ano. Pode preparar-se do seguinte modo:…

Jonathan Quick, especialista em epidemias: “O pior cenário para o coronavírus é provável”

A epidemia de Covid-19 parece estar prestes a tornar-se uma pandemia. Quais são os cenários no melhor e no pior dos casos?
No melhor dos casos a deflagração chinesa é controlada, as “chamas” menores que vimos acender em outros países são extintas, há pouca ou nenhuma propagação para novos países ou continentes e a epidemia desaparece. No pior dos casos o surto torna-se global e a doença torna-se endémica, o que significa que circulará permanentemente na população humana.

Notícias positivas, negativas e/ ou informativas?

A grande maioria das notícias que circulam são negativas. Um dos fatores dessa desproporção é que a comunicação se aproveita da nossa tendência a dar mais saliência ao que é negativo.

Em vista dessa desproporção, também já se tornou padrão reagir contra essa tendência ao divulgar notícias positivas. Na sequência apresento uma breve análise dos problemas de se focalizar em notícias negativas ou de se especializar em notícias positivas.

Será que este é o século mais importante da história da humanidade?

O século XXI é o século mais importante da história da humanidade.

Pelo menos é o que diz um certo número de pensadores. O argumento deles é simples: existem enormes desafios que temos de superar este século para termos sequer um futuro, tornando este no século com as maiores consequências de todos até agora. Além disso, uma solução para esses desafios provavelmente significaria um futuro mais distante da destruição eminente — o que também torna este século mais crucial do que os séculos futuros.

Desperdício Astronómico: O Custo de Oportunidade da Demora do Desenvolvimento Tecnológico

Com tecnologia muito avançada, poderia sustentar-se uma população muito grande de pessoas que viveriam felizes na região acessível do universo. Por cada ano que o desenvolvimento de tais tecnologias e a colonização do universo são adiados, há, portanto, um custo de oportunidade: um bem potencial, vidas dignas de serem vividas, não está a ser realizado. Dadas algumas suposições plausíveis, esse custo é extremamente grande. No entanto, a lição para os utilitaristas não é a de que devemos maximizar o ritmo do desenvolvimento tecnológico, mas sim que devemos maximizar a sua segurança, ou seja, a probabilidade de que a colonização eventualmente ocorra.