A defesa do Longotermismo Forte

Se a saga da humanidade fosse um romance, ainda estaríamos na primeira página.
Normalmente, a atenção que prestamos a este facto é pouca e insuficiente. As discussões políticas estão centradas no aqui e agora, concentrando-se no último escândalo ou nas próximas eleições. Quando uma pessoa erudita assume uma perspectiva de “longo-termo”, fala sobre os próximos 5 a 10 anos. Essencialmente nunca pensamos em como as nossas acções de hoje podem influenciar a civilização daqui a centenas de milhares de anos.

Serão as alterações climáticas a maior ameaça que a humanidade enfrenta actualmente?

Poderão as alterações climáticas conduzir ao fim da civilização?
Em todo o mundo, mais de metade dos jovens se preocupa que, como resultado das alterações climáticas, a humanidade esteja condenada. Sentem-se zangados, impotentes, e — acima de tudo — com medo daquilo que o futuro lhes possa reservar.
Pensamos que a salvaguarda das gerações futuras é uma prioridade moral fundamental, e deveria ser uma consideração crucial na priorização dos problemas nos quais se deve trabalhar.

“Longo-Termismo” vs. “Riscos Existenciais”

Tenho notado que a expressão “longo-termismo” está a ocupar uma parte crescente da “imagem de marca” da comunidade no que respeita ao exterior. Por exemplo, o Fundo do Futuro a Longo Termo, o Future Fund do FTX (“apoiamos projectos ambiciosos para melhorar as perspectivas da humanidade a longo termo”) e o lançamento iminente do What We Owe The Future (“making the case for long-termism”) [O Que Devemos ao Futuro (“em defesa do longo-termismo”)].