A poluição do ar é muito pior do que pensávamos

Dos anos 70 até ao início do século XXI, a luta contra os combustíveis fósseis foi uma luta contra a poluição, especialmente a poluição do ar.
Nas décadas seguintes, a atenção desviou-se para o aquecimento global e os combustíveis fósseis foram maioritariamente recontextualizados como um problema climático.
As provas são, neste momento, suficientemente claras para que se possa afirmar de forma inequívoca: Valeria a pena libertarmo-nos dos combustíveis fósseis mesmo que o aquecimento global não existisse.

Estamos a fazer o suficiente para impedir a extinção humana?

A probabilidade de a humanidade se extinguir num futuro próximo é baixa — mas não é nula. E, a menos que nos preparemos de imediato, podemos acabar por fazer com que uma catástrofe à qual conseguiríamos sobreviver se torne numa que garanta a desgraça para todos nós.
Esse é o argumento principal de End Times: A Brief Guide to the End of the World [Fim dos tempos: um breve guia para o fim do mundo], um novo livro de Bryan Walsh, detalhado, aterrorizador, mas, em última análise, esperançoso.

É por isto que não conseguimos controlar a pandemia

Em Março, escrevi dois artigos sobre a pandemia emergente do coronavírus que foram lidos por muitos, “Por que se deve agir de imediato”, seguido de “O Martelo e a Dança”, que apelava para o uso de um “martelo” (medidas exigentes para parar o vírus) seguido de uma “dança” (acções inteligentes, mas menos agressivas, para evitar que a pandemia regressasse).
Todas estas acções ajudaram a abrandar a propagação do vírus. Mas, como o mundo falhou, não dançando da maneira certa, tem enfrentado ressurgimentos da pandemia. Estive a examinar os fracassos — e o que é necessário ser feito da próxima vez.

O Precipício: Riscos Existenciais e o Futuro da Humanidade

Neste livro oportuno, Toby Ord defende que há uma probabilidade em seis de que a humanidade irá sofrer uma catástrofe existencial nos próximos 100 anos, e que minimizar esse risco deve ser uma das maiores prioridades a nível global. Vivemos numa época de elevado risco existencial, devido a tecnologias tão poderosas como as armas nucleares, a biotecnologia e a inteligência artificial. Ord chama a esta época “o Precipício”. É uma época insustentável: a humanidade não pode continuar a jogar à roleta russa. A menos que em breve alcancemos um nível muito mais elevado de segurança existencial, iremos destruir-nos.

GPT-3, a explicação: Esta nova linguagem de IA é impressionante, engraçada — e de grande importância

No mês passado, o OpenAI, o laboratório de investigação de inteligência artificial fundado por Elon Musk, anunciou a chegada da versão mais recente de um sistema de IA com capacidade de imitar a linguagem humana, um modelo chamado GPT-3.
É possível que tenha visto alguns títulos de notícias a considerá-lo um grande passo em frente, ou até mesmo assustador.
Passei os últimos dias a examinar o GPT-3 com mais profundidade e a interagir com este. Estou aqui para lhe dizer: o sensacionalismo justifica-se.