Não há conflito entre os direitos humanos e os dos animais

Se você se preocupa com os direitos dos animais, inevitavelmente vai se deparar com um monte de perguntas do tipo: e-quanto-a-isso? [Whataboutism] E quanto aos sem-teto [Pt. sem-abrigo]? Ou o racismo? Ou o sexismo? Por que você está perdendo seu tempo com galinhas quando tantos seres humanos estão sofrendo? […] preocupar-se com os animais, dada a angústia vivida por tantas pessoas, pode parecer, na melhor das hipóteses, prioridades equivocadas e, na pior das hipóteses, um insulto insensível às necessidades da comunidade humana.

Senciência nos invertebrados: um recurso empírico útil

A Rethink Priorities fez a revisão da literatura científica relevante para a senciência dos invertebrados. Esses dados foram compilados em um banco de dados facilmente classificável, que permitirá às organizações de bem-estar animal avaliar melhor a probabilidade de (várias espécies de) invertebrados terem capacidade de ter experiências validadas.

As empresas vão honrar o seu compromisso tornando-se livres de gaiolas?

Os defensores da causa animal garantiram compromissos de mais de 300 empresas de alimentos nos EUA para eliminar as gaiolas em bateria para mais de 240 milhões de galinhas em suas cadeias de fornecimento até 2025 (e mais de 800 compromissos de companhias não americanas).
O Washington Post em 2016 declarou uma “vitória para o movimento do bem-estar animal”, observando que até mesmo os produtores de ovos pensam que um “futuro livre de gaiolas é um fato consumado”.
Mas isso só se aplica se as empresas honrarem os seus compromissos.

Biologia do bem-estar

A biologia do bem-estar é uma proposta de um campo de pesquisa dedicado ao estudo do bem-estar dos animais em geral e centrado especialmente em animais em seus ecossistemas naturais. O campo da biologia do bem-estar iria informar as medidas destinadas a ajudar os animais e as políticas de gestão ambiental, e proporcionar a esta causa a atenção e o reconhecimento que necessita.

O problema da substituição por animais pequenos

O problema da substituição por animais pequenos é a preocupação de que certas mudanças na dieta que visam causar menos danos ao mundo possam, de fato, causar mais danos — especificamente, mudanças que resultam de se comer animais pequenos em vez de animais grandes. Por exemplo, quando muitas pessoas consideram os problemas com a pecuária industrial, o que frequentemente sobressai é a carne vermelha, especificamente as vacas. Infelizmente, se essa pessoa aumenta o consumo de frango ou peixe, mesmo que moderadamente, isso pode ser uma má opção ética.

A carne cultivada pode salvar o planeta?

Mesmo que o mundo passasse para uma fonte de energia totalmente limpa e usasse essa energia limpa para carregar uma frota totalmente elétrica de carros, transportes públicos e de cargas, uma importante fonte de emissões de gases de efeito estufa continuaria a crescer: a carne.

A indústria da pecuária agora é responsável por cerca de 15% das emissões globais de gases de efeito estufa, aproximadamente o mesmo que as emissões dos tubos de escape de todos os veículos do mundo. Mas enquanto se pode esperar que as emissões dos veículos diminuam à medida que proliferam híbridos e veículos elétricos, prevê-se que o consumo global de carne seja 76% maior em 2050 do que nos últimos anos.

Bem-Estar Animal

Um dos maiores problemas do mundo na atualidade poderá ser o do sofrimento de animais na indústria da carne. Em 2015, cerca de 9,2 bilhões [Pt. 9,2 mil milhões] de animais foram criados e abatidos na pecuária industrial somente nos Estados Unidos, em condições que provavelmente causam sofrimento extremo.

Esse problema parece ser incrivelmente negligenciado.