“Razões para ajudar” de Luciano Carlos Cunha

Foi lançado em julho de 2022 o livro “Razões para ajudar: o sofrimento dos animais selvagens e suas implicações éticas”, de autoria de Luciano Carlos Cunha. A obra descreve como é a vida típica dos animais selvagens e discute as implicações éticas decorrentes de sua situação. Os animais selvagens teriam um direito de viver sem interferência humana? Somos moralmente responsáveis apenas por danos decorrentes de práticas humanas? Qual é a força das razões para ajudar os animais nessas situações, em comparação a casos similares em que humanos são as vítimas? Qual é o tamanho do risco de, ao tentar ajudá-los, sem querer tornarmos o cenário ainda pior em longo prazo? O que já vem sendo feito para ajudá-los? Dado os recursos de que dispomos, isso é uma maneira eficiente de reduzir o sofrimento no mundo no futuro?

Os animais da quinta e os seres humanos devem ser tratados da mesma forma, dizem as crianças

Investigadores das universidades de Exeter e Oxford perguntaram a um grupo de crianças britânicas dos 9 aos 11 anos, a jovens adultos dos 18 aos 21 anos e a homens e mulheres mais velhos sobre as suas atitudes em relação a diferentes tipos de animais.

Em geral, as crianças disseram que os animais da quinta e os seres humanos devem ser tratados da mesma forma e consideravam menos moralmente aceitável comer animais do que os dois grupos de adultos. Os resultados sugerem que o “especismo” – uma hierarquia moral que dá um valor diferente a diferentes animais – de acordo com o estudo, aprende-se durante a adolescência.

Animais Selvagens Porquê?

O número de animais selvagens excede de longe o número combinado de seres humanos, animais da pecuária, animais de estimação e animais em laboratórios. Infelizmente, muitos animais selvagens — possivelmente a vasta maioria — vivem vidas muito curtas e sofrem mortes dolorosas. Os números estimados de animais no mundo sugerem que os animais selvagens experienciam mais prazer e dor do que os seres humanos ou os animais domésticos.