Relatório sobre a eficácia de protestos

Protestos são uma forma de intervenção frequentemente usada na defesa dos animais. Estimamos que entre 40 e 80 protestos pela defesa dos animais ocorram a cada semana apenas nos EUA. Apesar de sua predominância, o propósito e os efeitos de protestos não são bem compreendidos. Um equívoco comum é pensar que com os protestos se pretende mudar a opinião pública; na verdade, organizadores frequentemente relatam que com os protestos se pretende interromper o atual estado de coisas a fim de estimular mais mudanças sistêmicas.

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A psicologia do especismo: como privilegiamos certos animais em vez de outros

Nosso relacionamento com os animais é complexo. Há alguns animais que tratamos bem, cuidamos deles como animais de estimação, damo-lhes nomes e levamo-los ao veterinário quando estão doentes. Outros, em contraste, parecem não merecer esse estatuto privilegiado; são usados como objetos para consumo humano, no comércio, em experiências como sujeitos involuntários, como equipamentos industriais ou como fontes de entretenimento. Cães valem mais do que porcos, cavalos mais do que vacas, gatos mais do que ratos e, de longe, a espécie mais digna de todas é a nossa. Filósofas e filósofos têm-se referido a esse fenômeno de discriminar indivíduos com base na sua pertença a uma espécie como especismo (Singer, 1975). Algumas pessoas têm argumentado que o especismo é uma forma de preconceito análoga ao racismo ou ao sexismo.

Introdução ao Altruísmo Eficaz

A maioria de nós quer fazer a diferença. Vemos o sofrimento, a injustiça e a morte, e somos levados a fazer algo sobre isso. Mas descobrir o que será esse “algo” é um problema difícil, e ainda mais difícil é fazê-lo.

Que causa deve apoiar caso queira realmente fazer a diferença? Quais serão as escolhas de carreira que o ajudarão a fazer uma contribuição significativa? Quais serão as instituições de caridade que usarão as suas doações eficazmente? Se não escolher bem, arriscará perder o seu tempo e o seu dinheiro. Mas se escolher de forma inteligente, tem uma enorme hipótese de melhorar o mundo.

Este grupo de reflexão quer acabar com a pecuária industrial

O Sentience Institute acredita que pode encontrar na história dos movimentos sociais as respostas para os problemas de hoje.

Houve tempos em que cultivar carne em laboratório para consumo humano era coisa de ficção científica, mas ela está aqui, agora. As empresas de alimentos em todo o mundo estão desenvolvendo carne cultivada, que é feita a partir de estruturas celulares em um laboratório em vez de em animais, e não demorará muito para estar nas prateleiras das lojas. A carne promete ser mais ética do que comer vegetais e menos prejudicial para o meio ambiente do que a pecuária industrial (embora isso não signifique que alguém irá querer comê-la).

Por que a maioria das pessoas não se importa com o sofrimento dos animais selvagens

Várias intuições, tais como o viés do status quo, a “crença no mundo justo” e a ausência de dano intencional, impedem que as pessoas encarem o sofrimento dos animais selvagens do modo sério como esse assunto deveria ser tratado. Felizmente, os movimentos mais progressistas têm conseguido superar preconceitos arraigados, restando, portanto, esperança para o movimento em favor da redução do sofrimento dos animais selvagens.

Empatia Radical

Um tema do nosso trabalho é tentar ajudar as populações que muitos acham que não merecem ajuda sequer. Vimos grandes oportunidades de melhorar o bem-estar de animais da pecuária industrial, porque pouquíssimos outros estão tentando fazê-lo. Ao trabalhar em reforma da imigração, vimos grandes debates sobre como a imigração afeta os salários das pessoas já residentes nos EUA e muito menos discussão de como isso afeta os imigrantes. Até nosso interesse em saúde e desenvolvimento global é bastante incomum: muitos americanos podem concordar que os dólares doados fazem mais no exterior, mas preferem doar internamente, porque priorizam fortemente as pessoas do seu próprio país, comparadas às pessoas do resto do mundo.

A importância do futuro distante

Ainda que sejamos instintivamente compelidos a ajudar aqueles cujo sofrimento conseguimos ver imediatamente ou que visualizamos claramente, a desconsideração por indivíduos que ainda não nasceram, mas que nossas ações ainda assim irão afetar, parece ser tão equivocada quanto a desconsideração por indivíduos que vivem distantes de nós. Todos aqueles que estão ao nosso alcance merecem nossa consideração, independentemente de estarem ou não vivos ao mesmo tempo que nós.