Ética de pandemias: a favor de investigações arriscadas

Há muita coisa que não sabemos sobre a COVID-19. Quanto mais tempo demorarmos a descobri-lo, mais vidas se irão perder. Neste artigo, iremos defender um princípio de paridade de risco: se é permissível expor alguns membros da sociedade (por exemplo, trabalhadores da saúde ou os que são economicamente vulneráveis) a um certo nível de risco ex ante, a fim de minimizar os danos gerais do vírus, então é permissível expor voluntários totalmente informados a um nível de risco comparável no contexto de investigações promissoras sobre o vírus.

Mentira Política, Pandemia e Platão

A contenção de pandemias de vírus que se propagam por contágio entre humanos, como é o caso da COVID-19, depende muito de uma ação coletiva coordenada. Nesse cenário, a veiculação de informações que guiam o comportamento das pessoas torna-se um dos principais campos de combate ao alastramento do vírus. Muitas vezes, parece que reter ou manipular certas informações aumenta as chances de se provocar uma reação da população que possa maximizar o bem coletivo.
A divulgação oficial de informações enganadoras em vista do bem-estar da população é denominada de mentira política. Não faltam candidatos a exemplos relacionados à pandemia da COVID-19…

Uma instituição de caridade americana fez algo radical: perguntou aos destinatários para onde deveria ir o dinheiro

Caso faça doações para instituições de caridade, está implicitamente a fazer muitas escolhas difíceis sobre “pesos morais”.
1000 dólares que doa para um museu de arte são 1000 dólares que poderia doar para pesquisas médicas ou prevenção da malária. Quantas vidas uma instituição de caridade contra a malária pode salvar em comparação com uma que combate o cancro [Br. câncer]?