A poluição do ar é muito pior do que pensávamos

Dos anos 70 até ao início do século XXI, a luta contra os combustíveis fósseis foi uma luta contra a poluição, especialmente a poluição do ar.
Nas décadas seguintes, a atenção desviou-se para o aquecimento global e os combustíveis fósseis foram maioritariamente recontextualizados como um problema climático.
As provas são, neste momento, suficientemente claras para que se possa afirmar de forma inequívoca: Valeria a pena libertarmo-nos dos combustíveis fósseis mesmo que o aquecimento global não existisse.

A Gota no Oceano

O tamanho das injustiças sociais do mundo costuma provocar uma atitude de descrença face ao nosso impacto. Afinal de contas, o que é que eu, uma única pessoa e nada especial, poderia fazer? A gota no oceano é a imagem evocada para representar essa impotência de ações individuais.
No que se segue vamos analisar essa questão a partir do ponto de vista do indivíduo que não é um grande agente, a fim de ter uma visão mais clara do que podemos e do que devemos fazer enquanto gotas no oceano.

O Precipício: Riscos Existenciais e o Futuro da Humanidade

Neste livro oportuno, Toby Ord defende que há uma probabilidade em seis de que a humanidade irá sofrer uma catástrofe existencial nos próximos 100 anos, e que minimizar esse risco deve ser uma das maiores prioridades a nível global. Vivemos numa época de elevado risco existencial, devido a tecnologias tão poderosas como as armas nucleares, a biotecnologia e a inteligência artificial. Ord chama a esta época “o Precipício”. É uma época insustentável: a humanidade não pode continuar a jogar à roleta russa. A menos que em breve alcancemos um nível muito mais elevado de segurança existencial, iremos destruir-nos.