As Melhores Instituições de Caridade da The Life You Can Save (2018/2019)

O Bill e a Melinda Gates apresentaram um sério aviso na actualização mais recente da Fundação Gates: “Décadas de progresso impressionante na luta contra a pobreza e a doença podem estar à beira da paralisação… Se as tendências actuais continuarem, o número de pessoas pobres no mundo vai parar de diminuir — e pode até começar a aumentar.”
Em contraste com este panorama histórico, as nossas acções podem parecer irrelevantes. Mas nada poderia estar mais longe da verdade. Se está a ler isto, você tem a oportunidade de mudar ou mesmo salvar a vida de alguém em pobreza extrema.

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Ninguém é uma estatística

Cheguei tarde a essa discussão, mas tenho pensado no documentário “The Life Equation”, sobre como as pessoas usam dados para tomar decisões de vida ou morte. O exemplo central é o de uma mulher chamada Crecencia, mãe de sete filhos que vive na zona rural da Guatemala e tem câncer do colo do útero. O médico que a trata sabe que exames para diagnosticar o câncer em outras mulheres são mais custo-eficazes do que tratá-la, e que a comunidade não tem dinheiro suficiente para financiar completamente ambas as alternativas.

Se quer discordar do altruísmo eficaz, será necessário que discorde de uma destas 3 afirmações

O altruísmo eficaz é frequentemente motivado pelo apelo ao argumento do lago de Peter Singer.

Isso é bom porque é um argumento forte, concreto e bem estudado. No entanto, existem duas desvantagens (i) associa o altruísmo eficaz ao desenvolvimento internacional (ii) dá a entender que se pode refutar a importância do altruísmo eficaz ao refutar o argumento do lago.

De facto, a importância do altruísmo eficaz é muito mais robusta do que o argumento do lago.

Quais são os problemas morais mais importantes do nosso tempo?

De todos os problemas que a humanidade enfrenta, em quais devemos concentrar-nos para resolver primeiro? Numa palestra convincente sobre como tornar o mundo melhor, o filósofo moral Will MacAskill apresenta um enquadramento para responder a essa questão com base na filosofia do “altruísmo eficaz” ‒ e partilha ideias para enfrentar três questões globais prementes.

Será que a caridade pelos pobres é inútil?

Num artigo publicado no mês passado no The Guardian, 15 economistas – incluindo os premiados com o Nobel Angus Deaton, James Heckman e Joseph Stiglitz – criticaram o que eles chamam de “a moda da «eficácia da ajuda»”, alegando que isso nos leva a ignorar as causas de raiz da pobreza global.

Defendo a avaliação da eficácia da ajuda e o fornecimento de recursos para intervenções que se mostrem altamente custo-eficazes. Para esse fim, fundei a The Life You Can Save, uma organização que reúne evidências sobre quais são as instituições de caridade que proporcionam aos doadores o maior impacto por cada dólar e incentiva as pessoas para que lhes façam donativos.

Os meninos na gruta

A imensa manifestação de preocupação e compaixão demonstrada pela comunidade mundial durante a provação de 18 dias dos 12 meninos e do seu treinador de futebol presos numa caverna inundada na Tailândia foi emocionante e gratificante. Os recursos financeiros utilizados no resgate também foram significativos.

Em simultâneo com essa generosidade pessoal e institucional, porém, está a nossa falha colectiva em salvar aproximadamente 7 500 crianças menores de cinco anos que morrem todos os dias de doenças evitáveis ​​ou tratáveis.

Poderemos ver o fim da Malária?

Laureado com um Nobel, Baruch Blumberg, outrora estimou que a malária matou metade das pessoas que existiram até hoje. Só em 2015, matou quase meio milhão de pessoas, 70 por cento das quais eram crianças. Hoje, cerca de 3,2 bilhões [Pt. 3,2 milhares de milhões] de pessoas estão, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, em risco de a contrair, a maioria das quais são crianças e mulheres grávidas.

Será realista esperar que esta doença terrivelmente resiliente acabe em breve?