A vacina da malária não é muito eficaz. A tecnologia de RNA poderá mudar isso.

Caso se fosse nomear uma doença infecciosa como sendo “a pior do mundo”, a malária provavelmente seria uma das principais candidatas. Todos os anos, esta mata mais de 400 000 pessoas, a maioria delas são crianças. Houve um progresso significativo na luta contra a malária — antes da pandemia da Covid-19, duas décadas de trabalho de saúde pública reduziram as taxas de mortalidade para metade — mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Qual será o caminho para finalmente controlar a situação na luta contra a malária?

Decolonialismo e Altruísmo Eficaz, uma reflexão por concessões

Colonialismo e a sua contraparte, o decolonialismo, tornaram-se termos em voga nas discussões públicas que envolvem questões sociais, econômicas e filosóficas atuais. O Altruísmo Eficaz, ainda que não faça parte dessa onda, está longe de passar incólume por ela. O movimento é alvo de críticas que vão desde ser epistemicamente arrogante até ser um perpetrador de uma estrutura colonialista. Essa postagem é uma primeira reflexão, pouco ambiciosa, que pode guiar uma interação mais produtiva entre duas abordagens tão diferentes.

Os problemas do mundo arrasaram-me. Este livro fortaleceu-me.

Este ano, Singer e o seu editor lançaram A Vida Que Podemos Salvar gratuitamente tanto em e-book como em audiolivro. O seu relançamento nestes formatos (após uma actualização em 2019) parece uma boa ocasião para reflectir sobre a influência de longo alcance do livro. Poucos autores podem afirmar que semearam movimentos existentes. Singer, que também é autor do livro seminal Libertação Animal, de 1975, que ajudou a lançar o movimento pelos direitos dos animais, pode agora dizer isso duplamente.

Revisitar A Vida Que Podemos Salvar propiciou mais do que apenas um curso para relembrar o argumento de Singer — a sensação era a de redescobrir princípios essenciais.

Um novo estudo descobriu que dar tratamento desparasitante às crianças ainda lhes traz benefícios 20 anos depois

Este ano, Miguel e Kremer, juntamente com os co-autores, voltaram à amostra original do Quénia na qual descobriram pela primeira vez os impactos das campanhas de desparasitação em massa que potencialmente mudam vidas. Acompanhando os participantes originais 20 anos mais tarde, pretendiam responder à pergunta: Os benefícios que descobriram inicialmente com o tratamento desparasitante na infância — que incluía mais tempo na escola e maior rendimento em adultos — continuam a notar-se?
Num novo artigo publicado em 3 de Agosto, descobriram que sim.