É por isto que não conseguimos controlar a pandemia

Em Março, escrevi dois artigos sobre a pandemia emergente do coronavírus que foram lidos por muitos, “Por que se deve agir de imediato”, seguido de “O Martelo e a Dança”, que apelava para o uso de um “martelo” (medidas exigentes para parar o vírus) seguido de uma “dança” (acções inteligentes, mas menos agressivas, para evitar que a pandemia regressasse).
Todas estas acções ajudaram a abrandar a propagação do vírus. Mas, como o mundo falhou, não dançando da maneira certa, tem enfrentado ressurgimentos da pandemia. Estive a examinar os fracassos — e o que é necessário ser feito da próxima vez.

O Precipício: Riscos Existenciais e o Futuro da Humanidade

Neste livro oportuno, Toby Ord defende que há uma probabilidade em seis de que a humanidade irá sofrer uma catástrofe existencial nos próximos 100 anos, e que minimizar esse risco deve ser uma das maiores prioridades a nível global. Vivemos numa época de elevado risco existencial, devido a tecnologias tão poderosas como as armas nucleares, a biotecnologia e a inteligência artificial. Ord chama a esta época “o Precipício”. É uma época insustentável: a humanidade não pode continuar a jogar à roleta russa. A menos que em breve alcancemos um nível muito mais elevado de segurança existencial, iremos destruir-nos.

GPT-3, a explicação: Esta nova linguagem de IA é impressionante, engraçada — e de grande importância

No mês passado, o OpenAI, o laboratório de investigação de inteligência artificial fundado por Elon Musk, anunciou a chegada da versão mais recente de um sistema de IA com capacidade de imitar a linguagem humana, um modelo chamado GPT-3.
É possível que tenha visto alguns títulos de notícias a considerá-lo um grande passo em frente, ou até mesmo assustador.
Passei os últimos dias a examinar o GPT-3 com mais profundidade e a interagir com este. Estou aqui para lhe dizer: o sensacionalismo justifica-se.

A Covid-19 pode reverter décadas de progresso global

A atenção do mundo, nos últimos dois meses, centrou-se na pandemia do coronavírus, e com razão.
Mas enquanto nos concentramos todos nisso, quais são os outros problemas que estão a ser negligenciados e a piorar?
Os impactos secundários da Covid-19 — incluindo uma possível “pandemia da fome” e um “tsunami de pobreza” — devem ser levados a sério. Os especialistas alertam que o número de mortes que causam pode facilmente ultrapassar o número de mortes da própria Covid-19.

COVID-19: priorizar intervenções e doações individuais

Desde Junho, o Brasil é um potencial desastre humanitário, como resultado da pressão exercida pela COVID sobre os seus sistemas de saúde, especialmente nas regiões norte do país. O país mais populoso da América Latina não está apenas a sofrer um dos piores surtos do mundo, como este também se passa onde as instalações e infra-estruturas hospitalares são consideravelmente mais fracas do que as disponíveis nos Estados Unidos e na Europa. […] Aumentar a disponibilidade de EPIs para os profissionais de saúde, onde a oferta é escassa, é sem dúvida uma das coisas mais custo-eficazes que qualquer doador pode apoiar neste momento