Os animais da quinta e os seres humanos devem ser tratados da mesma forma, dizem as crianças

Investigadores das universidades de Exeter e Oxford perguntaram a um grupo de crianças britânicas dos 9 aos 11 anos, a jovens adultos dos 18 aos 21 anos e a homens e mulheres mais velhos sobre as suas atitudes em relação a diferentes tipos de animais.

Em geral, as crianças disseram que os animais da quinta e os seres humanos devem ser tratados da mesma forma e consideravam menos moralmente aceitável comer animais do que os dois grupos de adultos. Os resultados sugerem que o “especismo” – uma hierarquia moral que dá um valor diferente a diferentes animais – de acordo com o estudo, aprende-se durante a adolescência.

Como Doar um Milhão de Dólares?

O autor há muito tempo que argumenta que doar para salvar vidas, restaurar a visão ou permitir que uma família escape à pobreza extrema contribui para um bem maior do que doar a um museu ou à ópera. Agora, tendo decidido não ficar com qualquer quantia do dinheiro que acompanha o Prémio Berggruen de Filosofia e Cultura, coloca o seu argumento à prova.

A Medida do Progresso Moral

Será que Gandhi tinha razão quando afirmou que a medida do progresso moral de uma civilização é a forma como tratamos os animais? Para responder a essa questão Peter Singer, um reconhecido professor de ética e defensor dos direitos dos animais, parte de um livro escrito há quase 2 mil anos sobre a história da vida de um burro. Será que passamos esse teste moral quando nos comparamos com a era romana, uma era de exploração e de espectáculos de tortura animal?

Não há conflito entre os direitos humanos e os dos animais

Se você se preocupa com os direitos dos animais, inevitavelmente vai se deparar com um monte de perguntas do tipo: e-quanto-a-isso? [Whataboutism] E quanto aos sem-teto [Pt. sem-abrigo]? Ou o racismo? Ou o sexismo? Por que você está perdendo seu tempo com galinhas quando tantos seres humanos estão sofrendo? […] preocupar-se com os animais, dada a angústia vivida por tantas pessoas, pode parecer, na melhor das hipóteses, prioridades equivocadas e, na pior das hipóteses, um insulto insensível às necessidades da comunidade humana.