Ética de pandemias: a favor de investigações arriscadas

Há muita coisa que não sabemos sobre a COVID-19. Quanto mais tempo demorarmos a descobri-lo, mais vidas se irão perder. Neste artigo, iremos defender um princípio de paridade de risco: se é permissível expor alguns membros da sociedade (por exemplo, trabalhadores da saúde ou os que são economicamente vulneráveis) a um certo nível de risco ex ante, a fim de minimizar os danos gerais do vírus, então é permissível expor voluntários totalmente informados a um nível de risco comparável no contexto de investigações promissoras sobre o vírus.

A crise do coronavírus está a provocar uma crise de imunização

Caso me perguntassem, em Novembro quando o nosso bebé nasceu, qual seria a probabilidade de eu decidir adiar as suas vacinas por vários meses contra as recomendações do médico, teria dito que não havia qualquer hipótese disso acontecer.
Em todo o mundo, programas críticos de saúde pública e de vacinação foram cancelados durante esta pandemia.
À medida que a parcela imunizada da população diminui, doenças contagiosas e mortais na infância – muitas delas já a ressurgir por causa do movimento anti-vacinas – podem ressurgir de um momento para o outro, matando crianças e adultos…

Estamos a ganhar ou a perder contra a COVID-19 (Marc Lipsitch, um reconhecido epidemiologista)

Em Março, o professor Marc Lipsitch — Director do Centro de Dinâmica de Doenças Transmissíveis de Harvard — tornou-se, abruptamente, numa celebridade global, o número de seguidores nas suas redes sociais cresceu 40 vezes e os jornalistas batem à sua porta, enquanto todos vão ter com ele em busca de informações em que possam confiar.

Aqui mostra-nos em que ponto se encontra hoje a luta contra a COVID-19, a razão pela qual está aberto à ideia de contagiar deliberadamente as pessoas com COVID-19 para acelerar o desenvolvimento de vacinas e como podemos melhorar para a próxima vez.

Um médico explica como tomar decisões sobre a Covid-19 quando tanto se desconhece

Este mês, dois clientes de um Target em Los Angeles lutaram com um segurança, e partiram-lhe o braço, quando este tentou pedir que seguissem a política da loja e usassem máscaras. Às vezes, parece que estamos a enfrentar duas batalhas — uma contra o vírus e outra uns contra os outros.
Tornou-se mais difícil distinguir entre informação e desinformação, encontrar uma direcção ou até mesmo saber se estamos a ir na direcção errada.

Por que precisamos de pensar no pior cenário para evitar pandemias

O mundo está na fase inicial do que pode ser a pandemia mais mortal dos últimos 100 anos.
Em que medida uma pandemia poderia ser nociva? Na ficção científica, às vezes encontramos a ideia de uma pandemia tão grave que poderia causar o fim da civilização, ou mesmo da própria humanidade. Tal risco para todo o futuro da humanidade é conhecido como um risco existencial. Podemos dizer com segurança que o novo coronavírus, e a doença chamada Covid-19, não representa esse risco. Mas a próxima pandemia poderia sê-lo?