É por isto que não conseguimos controlar a pandemia

Em Março, escrevi dois artigos sobre a pandemia emergente do coronavírus que foram lidos por muitos, “Por que se deve agir de imediato”, seguido de “O Martelo e a Dança”, que apelava para o uso de um “martelo” (medidas exigentes para parar o vírus) seguido de uma “dança” (acções inteligentes, mas menos agressivas, para evitar que a pandemia regressasse).
Todas estas acções ajudaram a abrandar a propagação do vírus. Mas, como o mundo falhou, não dançando da maneira certa, tem enfrentado ressurgimentos da pandemia. Estive a examinar os fracassos — e o que é necessário ser feito da próxima vez.

O Precipício: Riscos Existenciais e o Futuro da Humanidade

Neste livro oportuno, Toby Ord defende que há uma probabilidade em seis de que a humanidade irá sofrer uma catástrofe existencial nos próximos 100 anos, e que minimizar esse risco deve ser uma das maiores prioridades a nível global. Vivemos numa época de elevado risco existencial, devido a tecnologias tão poderosas como as armas nucleares, a biotecnologia e a inteligência artificial. Ord chama a esta época “o Precipício”. É uma época insustentável: a humanidade não pode continuar a jogar à roleta russa. A menos que em breve alcancemos um nível muito mais elevado de segurança existencial, iremos destruir-nos.

Equívocos sobre o altruísmo eficaz

O altruísmo eficaz é geralmente mal compreendido, mesmo entre os seus defensores.
Na verdade, o altruísmo eficaz não se trata de uma qualquer maneira específica de fazer o bem.
Em vez disso, a ideia central é que algumas maneiras de contribuir para o bem comum são muito mais eficazes do que o normal.

GPT-3, a explicação: Esta nova linguagem de IA é impressionante, engraçada — e de grande importância

No mês passado, o OpenAI, o laboratório de investigação de inteligência artificial fundado por Elon Musk, anunciou a chegada da versão mais recente de um sistema de IA com capacidade de imitar a linguagem humana, um modelo chamado GPT-3.
É possível que tenha visto alguns títulos de notícias a considerá-lo um grande passo em frente, ou até mesmo assustador.
Passei os últimos dias a examinar o GPT-3 com mais profundidade e a interagir com este. Estou aqui para lhe dizer: o sensacionalismo justifica-se.

Um novo estudo descobriu que dar tratamento desparasitante às crianças ainda lhes traz benefícios 20 anos depois

Este ano, Miguel e Kremer, juntamente com os co-autores, voltaram à amostra original do Quénia na qual descobriram pela primeira vez os impactos das campanhas de desparasitação em massa que potencialmente mudam vidas. Acompanhando os participantes originais 20 anos mais tarde, pretendiam responder à pergunta: Os benefícios que descobriram inicialmente com o tratamento desparasitante na infância — que incluía mais tempo na escola e maior rendimento em adultos — continuam a notar-se?
Num novo artigo publicado em 3 de Agosto, descobriram que sim.