Não há conflito entre os direitos humanos e os dos animais

Se você se preocupa com os direitos dos animais, inevitavelmente vai se deparar com um monte de perguntas do tipo: e-quanto-a-isso? [Whataboutism] E quanto aos sem-teto [Pt. sem-abrigo]? Ou o racismo? Ou o sexismo? Por que você está perdendo seu tempo com galinhas quando tantos seres humanos estão sofrendo? […] preocupar-se com os animais, dada a angústia vivida por tantas pessoas, pode parecer, na melhor das hipóteses, prioridades equivocadas e, na pior das hipóteses, um insulto insensível às necessidades da comunidade humana.

“Longotermismo”

Até há pouco tempo, não havia um nome para o conjunto de pontos de vista que envolve a preocupação em garantir que o futuro a longo prazo corra o melhor possível. A linguagem mais comum para nos referirmos a esse conjunto de pontos de vista era apenas dizer algo como “pessoas interessadas na redução dos riscos-x”.
Em Outubro de 2017, propus o termo “longotermismo”…

A Filosofia Central do Altruísmo Eficaz

O meu objectivo: desenvolver uma visão sobre como devemos entender os compromissos centrais do AE, à luz dos desafios apresentados pelo objectivo de construir um movimento social.

A minha visão: O AE pode ser bastante ecuménico face a uma série de questões na teoria moral e política sobre as quais existe discordância filosófica substancial, mas deve adoptar posições controversas sobre algumas questões-chave.

Altruísmo Extremo

Devemos deixar de gastar em luxos, para que possamos salvar mais outra vida, dando até ao ponto em que nos iríamos tornar tão pobres como aqueles que estamos ajudando?

Meu exemplo de salvar a criança se afogando ecoa no título do recente livro de Larissa MacFarquhar, Strangers Drowning (Estranhos se afogando – Br. A Vida Pelos Outros). A essência do livro é uma série de perfis de pessoas que vivem de acordo com um padrão moral altamente exigente. Vale bem a pena dar uma olhada em algumas das pessoas que MacFarquhar descreve no seu livro.

Salvaguardas são essenciais em todos os locais de trabalho, incluindo as ONGs

A onda de alegações e veredictos de má conduta sexual do ano passado, reflecte o comportamento não só em esferas de alta visibilidade como o entretenimento, o sistema político, o desporto e os negócios, mas também no sector sem fins lucrativos, por exemplo, no movimento do bem-estar animal e em instituições de caridade globais. Um exemplo deste último foi recentemente relatado nas notícias de incidentes a envolver funcionários da Oxfam Grã-Bretanha* durante a crise do Haiti (em grande parte também noticiados na altura, em 2011). Mesmo em organizações que se concentram em fazer o bem, é com demasiada frequência que os homens abusam do seu poder, incluindo má conduta sexual.

Nota sobre a má conduta na Oxfam

Esta semana, a Oxfam GB (Grã-Bretanha) foi acusada de encobrir a má conduta por parte de alguns dos seus funcionários, há alguns anos no Chade e no Haiti. As alegações referem-se à má conduta sexual por parte de alguns funcionários (nomeadamente o uso de prostitutas, algumas das quais poderiam ser menores de idade), à alegada falha da Oxfam GB em atender aos avisos/reclamações de outros funcionários sobre problemas no terreno e à alegada falha em relatar adequadamente tais reclamações ao regulador. O regulador, a Comissão de Caridade para a Inglaterra e o País de Gales, iniciou esta semana uma investigação oficial sobre a Oxfam.

Como a GiveWell e os decisores políticos convencionais comparam o “bem” alcançado por diferentes programas

… a GiveDirectly, uma das sete melhores instituições de caridade da GiveWell, aumenta o consumo de quem é ajudado, enquanto o principal benefício que vemos na nossa melhor instituição de caridade, a Against Malaria Foundation, é que esta evita a morte de crianças pequenas. Como é que se pode fazer uma comparação direta entre a quantidade de “bem” alcançada por cada uma destas instituições de caridade?