Como resolver os maiores problemas do mundo? [Breves do AE]

Qual é o potencial da filantropia para mudar o mundo? Na sua palestra TED, Natalie Cargill, Fundadora e Presidente da Longview Philanthropy, apresentando alguns exemplos da história da filantropia, defende que o potencial para resolver os maiores problemas do mundo através da filantropia, apesar de vastamente desconhecido, é imenso. […] E com base nisso apresenta uma experiência mental: “E se os 1% mais ricos doassem 10% daquilo que ganham?”

Manter os valores absolutos em mente

Como altruístas eficazes, é frequente concentrarmo-nos no valor relativo das diferentes formas de ajudar os outros. Concentramo-nos no facto de determinadas instituições de caridade serem mais eficazes do que outras, ou no facto de determinadas profissões terem mais impacto do que outras. Isso faz bastante sentido: há grandes diferenças de eficácia entre as intervenções, pelo que ficar meramente pelo satisfatório pode levar-nos a perder muito valor. Mas, no final de contas, o que importa realmente não é relativo: é o valor absoluto que as nossas acções geram. O que importa é o número de crianças que realmente são desparasitadas e o aumento real da segurança mundial pelas melhorias feitas nas políticas no domínio da tecnologia.

The Life You Can Save — Relatório de 2022 [Breves do AE]

Resumo do relatório anual (de 2022) da organização do Altruísmo Eficaz, The Life You Can Save, fundada pelo renomado eticista, Peter Singer. […]
Embora tenham angariado 18,1 milhões de dólares para as instituições de caridade que recomendam, esta foi a primeira vez, desde a fundação em 2013, que diminuiu a métrica geral de Dinheiro Movimentado anualmente. Essa diminuição teve como base o facto de alguns dos maiores doadores não terem renovado as suas contribuições ou não terem contribuído ao mesmo nível. […]
Embora o Dinheiro Movimentado tenha diminuído, registou-se um pequeno aumento no valor médio das doações individuais processadas por meio das plataformas da TLYCS.

O que acontece depois de criarmos Deus? [Breves do AE]

Se pudéssemos curar doenças como o cancro [BR. câncer], porque é que não haveríamos de fazê-lo? Imagine que para isso tínhamos a capacidade de criar algo com o poder de um deus. O que poderia correr mal? Bom, imagine que esse deus teria a capacidade de curar doenças e de fazer desaparecer miraculosamente os males que assolam a humanidade, mas haveria 1% de probabilidade de, ao operar de forma misteriosa, acabar por exterminar toda a vida na terra. Deveríamos, ainda assim, criar esse deus? Essa ínfima probabilidade, por contraste com o paraíso na terra, seria negligenciável? Mas atenção, seria uma probabilidade de extermínio total… e se houvesse uma probabilidade maior disso acontecer?