Manter os valores absolutos em mente

Como altruístas eficazes, é frequente concentrarmo-nos no valor relativo das diferentes formas de ajudar os outros. Concentramo-nos no facto de determinadas instituições de caridade serem mais eficazes do que outras, ou no facto de determinadas profissões terem mais impacto do que outras. Isso faz bastante sentido: há grandes diferenças de eficácia entre as intervenções, pelo que ficar meramente pelo satisfatório pode levar-nos a perder muito valor. Mas, no final de contas, o que importa realmente não é relativo: é o valor absoluto que as nossas acções geram. O que importa é o número de crianças que realmente são desparasitadas e o aumento real da segurança mundial pelas melhorias feitas nas políticas no domínio da tecnologia.

Moldar a Trajectória a Longotermo da Humanidade 

Desde que escrevi The Precipice [O Precipício], um dos meus objectivos tem sido compreender melhor como é que a redução dos riscos existenciais se compara com outras formas de influenciar o futuro a longotermo. […] Por exemplo, se avançássemos um ano no progresso humano, talvez fosse de esperar que atingíssemos um ano mais cedo cada marco histórico subsequente. […] Desenvolvi um modelo matemático simples em que as possibilidades como esta possam ser formuladas com precisão, em que possam ser enunciados com clareza os pressupostos que sustentam essas possibilidades e em que possa ser comparado o seu valor.

Testes em animais, ainda? [Breves do AE]

Será que se deve provocar sofrimento aos animais se isso puder salvar vidas humanas? Mas que quantidade de sofrimento animal e por quantas vidas humanas? E o que dizer quando essa “matemática moral dos testes em animais” se aplica a casos que nada têm a ver com salvar vidas, ou que até podem ser fraudes científicas? Até nesses últimos casos, por vezes nem mesmo a actuação legal parece dar um claro sinal daquilo que muitos entendem ser uma marca de progresso civilizacional: evitar o sofrimento animal desnecessário.