Devemos parar a Invasão da IA? [Breves do AE]

Será que a chegada da Inteligência Artificial é como uma perigosa invasão alienígena? Há quem apresente precisamente essa analogia: Quando o Havaí foi assolado por ratos, perante o grave prejuízo económico, houve quem se lembrasse de introduzir um predador natural vindo de outro país, o mangusto. Mas a ideia provou ser desastrosa, pois o mangusto terá acabado por se tornar responsável pela extinção de várias espécies locais. E no caso do “mangusto da IA”? Mesmo perante a possibilidade de uma enormíssima vantagem económica, será que faremos uma pausa para assegurar que não ficamos tão impotentes como ovos face à voracidade do mangusto? Quem assinaria uma petição que obrigasse a fazer essa pausa?

O que aconteceu à carne à base de plantas?

Há alguns anos, a carne à base de plantas era “a coisa mais apetecível na alimentação” (Bloomberg), uma tendência “mainstream” (The Guardian), causando “uma revolução no corredor da carne no supermercado” (The Washington Post). Hoje, a carne à base de plantas é “apenas mais uma moda passageira” (Bloomberg), que foi “sol de pouca dura” (The Guardian), com “um grande problema” (The Washington Post).

Superinteligência, depressa ou devagar? [“Breves do AE”]

O Director Executivo [da OpenAI], Sam Altman, esclarece o seguinte sobre o seu plano:
«A transição bem-sucedida para um mundo com superinteligência é talvez o projecto mais importante — e esperançoso e assustador — da história da humanidade.»
[…] Para percebermos a gravidade destes riscos, vejamos o que diz Kelsey Piper [Holden Karnofsky e Scott Alexander]

Porquê e como criar uma empresa com fins lucrativos ao serviço dos mercados emergentes

A missão da Wave não é ganhar dinheiro, é melhorar o mundo. Apesar disso, operamos mais como uma empresa de tecnologia do que como uma instituição social. Os nossos investidores são capitalistas de risco que tentam obter um retorno elevado, e mantêm-nos nos mesmos padrões face a taxas de crescimento e a métricas e indicadores económicos como qualquer startup no mundo desenvolvido. […] Primeiro, a pressão para crescer rapidamente obriga-nos a tornar o nosso produto melhor e a expandir mais rapidamente, pelo que ajudamos mais pessoas em maior medida. Segundo, uma vez que fomos muito bem sucedidos pelos padrões dos investidores com fins lucrativos, podemos angariar muito mais dinheiro do que uma instituição social ou sem fins lucrativos.