Será que este é o século mais importante da história da humanidade?

O século XXI é o século mais importante da história da humanidade.

Pelo menos é o que diz um certo número de pensadores. O argumento deles é simples: existem enormes desafios que temos de superar este século para termos sequer um futuro, tornando este no século com as maiores consequências de todos até agora. Além disso, uma solução para esses desafios provavelmente significaria um futuro mais distante da destruição eminente — o que também torna este século mais crucial do que os séculos futuros.

Os problemas do longotermismo aplicados ao presente

Um dos esforços recentes do Altruísmo Eficaz tem sido o de divulgar a necessidade de se pensar sobre questões do futuro, como os riscos-existenciais e o longotermismo. Esse campo de investigação tem alguns tipos de problemas que guiam as discussões, entre eles, o problema do buraco negro, a parálise de decisão e a diversificação. A proposta deste texto será de apresentar esses problemas com o intuito de verificar se eles podem ajudar também na reflexão acerca das intervenções humanitárias que visam resolver problemas no presente.

Quais são as principais ameaças à humanidade?

A extinção humana pode parecer coisa de pesadelos, mas há muitas maneiras de poder acontecer.

A cultura popular tende a concentrar-se apenas nas possibilidades mais espectaculares: pense na velocidade ameaçadora do asteróide do filme Armageddon ou na invasão de extraterrestres d’O Dia da Independência.

Embora seja possível a humanidade ter um fim dramático, concentrarmo-nos em tais cenários pode significar ignorar as ameaças mais graves que enfrentamos no mundo de hoje.

“Longotermismo”

Até há pouco tempo, não havia um nome para o conjunto de pontos de vista que envolve a preocupação em garantir que o futuro a longo prazo corra o melhor possível. A linguagem mais comum para nos referirmos a esse conjunto de pontos de vista era apenas dizer algo como “pessoas interessadas na redução dos riscos-x”.
Em Outubro de 2017, propus o termo “longotermismo”…