500 milhões, mas nem mais um

Nunca saberemos os seus nomes.

A primeira vítima não poderia ter sido registada, pois não havia linguagem escrita para registá-la. Seriam a filha ou o filho de alguém e amigos de alguém, e seriam amados por aqueles que lhes estavam próximos. E estariam em sofrimento, cobertos de erupções cutâneas, confusos, com medo, sem saber por que lhes estava a acontecer aquilo, ou o que poderiam fazer sobre isso — vítimas de um deus louco e desumano. Não havia nada que se pudesse fazer — a humanidade não era suficiente forte, não estava suficiente ciente, não tinha conhecimento suficiente para lutar contra um monstro que não se podia ver.