Adoramos animais. Porque é que os torturamos? 

As pessoas adoram animais. […] As pessoas também detestam que os animais sejam maltratados. […] E, no entanto, também temos a pecuária industrial, que confina mais de uma dúzia de animais por cada ser humano vivo na Terra, em condições tão miseráveis que têm de estar excluídas das leis sobre crueldade contra os animais. O que é que se passa? Como explicar o fosso entre a nossa crença de que adoramos os animais e a realidade de que os torturamos numa escala sem precedentes?

Como resolver os maiores problemas do mundo? [Breves do AE]

Qual é o potencial da filantropia para mudar o mundo? Na sua palestra TED, Natalie Cargill, Fundadora e Presidente da Longview Philanthropy, apresentando alguns exemplos da história da filantropia, defende que o potencial para resolver os maiores problemas do mundo através da filantropia, apesar de vastamente desconhecido, é imenso. […] E com base nisso apresenta uma experiência mental: “E se os 1% mais ricos doassem 10% daquilo que ganham?”

Manter os valores absolutos em mente

Como altruístas eficazes, é frequente concentrarmo-nos no valor relativo das diferentes formas de ajudar os outros. Concentramo-nos no facto de determinadas instituições de caridade serem mais eficazes do que outras, ou no facto de determinadas profissões terem mais impacto do que outras. Isso faz bastante sentido: há grandes diferenças de eficácia entre as intervenções, pelo que ficar meramente pelo satisfatório pode levar-nos a perder muito valor. Mas, no final de contas, o que importa realmente não é relativo: é o valor absoluto que as nossas acções geram. O que importa é o número de crianças que realmente são desparasitadas e o aumento real da segurança mundial pelas melhorias feitas nas políticas no domínio da tecnologia.