Moldar a Trajectória a Longotermo da Humanidade 

Desde que escrevi The Precipice [O Precipício], um dos meus objectivos tem sido compreender melhor como é que a redução dos riscos existenciais se compara com outras formas de influenciar o futuro a longotermo. […] Por exemplo, se avançássemos um ano no progresso humano, talvez fosse de esperar que atingíssemos um ano mais cedo cada marco histórico subsequente. […] Desenvolvi um modelo matemático simples em que as possibilidades como esta possam ser formuladas com precisão, em que possam ser enunciados com clareza os pressupostos que sustentam essas possibilidades e em que possa ser comparado o seu valor.

Testes em animais, ainda? [Breves do AE]

Será que se deve provocar sofrimento aos animais se isso puder salvar vidas humanas? Mas que quantidade de sofrimento animal e por quantas vidas humanas? E o que dizer quando essa “matemática moral dos testes em animais” se aplica a casos que nada têm a ver com salvar vidas, ou que até podem ser fraudes científicas? Até nesses últimos casos, por vezes nem mesmo a actuação legal parece dar um claro sinal daquilo que muitos entendem ser uma marca de progresso civilizacional: evitar o sofrimento animal desnecessário.   

A IA é uma “Tragédia dos Comuns”? [Breves do AE]

A IA é um caso de “Corrida às armas” ou de “Tragédia dos Comuns”? Vejamos o primeiro caso, em que se corre para chegar primeiro à meta, não vá o inimigo lá chegar primeiro (como no caso da corrida para desenvolver a 1.ª bomba atómica). Talvez essa não seja a analogia mais correcta, pois na IA há várias metas (em vez do objectivo único da bomba atómica, seria mais como a aplicação alargada da electricidade), mas para além dos potenciais benefícios durante a corrida, aquele que corta a meta e ganha pode ser a própria IA (o que significa que, caso a IA não esteja alinhada com os nossos interesses, uma das partes ao acelerar o passo para a meta, pode estar a acelerar o passo para a morte de todos). E o que dizer da analogia da “Tragédia dos Comuns”? Este termo é aplicado, nomeadamente por ecologistas e economistas, relativamente à extinção de recursos promovida por uma parte, levando ao prejuízo de todos. De que modo isto se aplicaria à IA?

Como roubaram 1 milhão aos mais pobres? [Breves do AE] 

O que deve fazer uma organização humanitária quando é vítima de fraude ou de roubo? Deve manter o silêncio, para não arriscar perder a confiança dos seus doadores? Ou, por outro lado, deve ser o mais transparente possível, na esperança de, ao ter uma atitude mais honesta do que a maioria das outras organizações, conseguir manter (ou até reforçar!) a confiança dos seus doadores? Face a este dilema, a GiveDirectly, uma organização humanitária que faz transferências de dinheiro directamente para os mais pobres, decidiu arriscar pela transparência ao anunciar (por sua iniciativa) que tinha sido vítima de fraude, e que tinham roubado quase 1 milhão de dólares aos pobres que pretendia ajudar na República Democrática do Congo (RDC).

4 afirmações sobre o papel da doação eficaz na comunidade do AE

Doar de forma eficaz e significativa deve ser normal na comunidade do AE
Mais concretamente, penso que seria desejável e viável para a maioria das pessoas que actualmente estão associadas ao AE doarem pelo menos 10% do seu rendimento a oportunidades de financiamento de elevado impacto (por exemplo, assumindo o Compromisso da GWWC) ou estarem em vias de o fazer (por exemplo, assumindo o Compromisso Experimental).