Corrija a sua dieta, salve o planeta

O ano em que se assinalou o primeiro Dia da Terra, em 1970, foi quando deixei de comer carne. Não o fiz para salvar a Terra, mas sim porque percebi que não há justificação ética para tratar os animais como máquinas para converter a ração em carne, leite e ovos. É moralmente errado ignorar ou menosprezar os interesses de seres sencientes por não serem membros da nossa espécie. […] Boicotar este abuso monstruoso de milhares de milhões de animais, todos os anos, é uma forte razão para não comer carne, mas a enorme contribuição da carne e dos lacticínios para as alterações climáticas constitui agora, para mim, uma parte igualmente urgente da mudança para uma dieta à base de plantas.

Ganhar para poupar (Doe 1%, Poupe 10%)

Alegação: As pessoas, quando se envolvem no altruísmo eficaz, deveriam ser encorajadas a levar a cabo uma acção comum, por defeito, que é “Ganhar para Poupar”. Isto significa, especificamente, o seguinte:

Doar cerca de 1% daquilo que tem disponível do seu rendimento (depois de pagar a renda [BR. aluguel] da casa e as principais despesas necessárias)
Ter como objectivo poupar pelo menos 10% do seu rendimento líquido. 

A longo prazo, se não estiver a planear mudar o rumo da sua carreira, ganhar para doar 10% continua a ser desejável.

Devemos parar a Invasão da IA? [Breves do AE]

Será que a chegada da Inteligência Artificial é como uma perigosa invasão alienígena? Há quem apresente precisamente essa analogia: Quando o Havaí foi assolado por ratos, perante o grave prejuízo económico, houve quem se lembrasse de introduzir um predador natural vindo de outro país, o mangusto. Mas a ideia provou ser desastrosa, pois o mangusto terá acabado por se tornar responsável pela extinção de várias espécies locais. E no caso do “mangusto da IA”? Mesmo perante a possibilidade de uma enormíssima vantagem económica, será que faremos uma pausa para assegurar que não ficamos tão impotentes como ovos face à voracidade do mangusto? Quem assinaria uma petição que obrigasse a fazer essa pausa?

O que aconteceu à carne à base de plantas?

Há alguns anos, a carne à base de plantas era “a coisa mais apetecível na alimentação” (Bloomberg), uma tendência “mainstream” (The Guardian), causando “uma revolução no corredor da carne no supermercado” (The Washington Post). Hoje, a carne à base de plantas é “apenas mais uma moda passageira” (Bloomberg), que foi “sol de pouca dura” (The Guardian), com “um grande problema” (The Washington Post).