Os animais da quinta e os seres humanos devem ser tratados da mesma forma, dizem as crianças

Investigadores das universidades de Exeter e Oxford perguntaram a um grupo de crianças britânicas dos 9 aos 11 anos, a jovens adultos dos 18 aos 21 anos e a homens e mulheres mais velhos sobre as suas atitudes em relação a diferentes tipos de animais.

Em geral, as crianças disseram que os animais da quinta e os seres humanos devem ser tratados da mesma forma e consideravam menos moralmente aceitável comer animais do que os dois grupos de adultos. Os resultados sugerem que o “especismo” – uma hierarquia moral que dá um valor diferente a diferentes animais – de acordo com o estudo, aprende-se durante a adolescência.

Argumentos Contra o Especismo

Pense em qualquer caraterística “humana”. Na maioria dos casos, se não em todos, há seres humanos que não possuem essa caraterística – e animais não humanos que a exibem. Então, como podemos justificar a desconsideração dos interesses ou do sofrimento dos animais não-humanos? Como podemos justificar nosso incessante abuso de animais não humanos para fins lucrativos?

Dúvidas comuns sobre especismo e libertação animal

Especismo é a discriminação de “espécies”?
Espécies não sentem dor, espécies não sentem prazer. […] Uma espécie é uma entidade não senciente.
Por isso é incorreto dizer que especismo é a “discriminação de espécies”. Especismo é a discriminação de indivíduos sencientes que não pertencem a determinada(s) espécie(s).

A psicologia do especismo: como privilegiamos certos animais em vez de outros

Nosso relacionamento com os animais é complexo. Há alguns animais que tratamos bem, cuidamos deles como animais de estimação, damo-lhes nomes e levamo-los ao veterinário quando estão doentes. Outros, em contraste, parecem não merecer esse estatuto privilegiado; são usados como objetos para consumo humano, no comércio, em experiências como sujeitos involuntários, como equipamentos industriais ou como fontes de entretenimento. Cães valem mais do que porcos, cavalos mais do que vacas, gatos mais do que ratos e, de longe, a espécie mais digna de todas é a nossa. Filósofas e filósofos têm-se referido a esse fenômeno de discriminar indivíduos com base na sua pertença a uma espécie como especismo (Singer, 1975). Algumas pessoas têm argumentado que o especismo é uma forma de preconceito análoga ao racismo ou ao sexismo.