É surpreendentemente fácil salvar a vida de uma criança.

Em 2011, em Foshan, uma cidade no sul da China, uma menina de 2 anos chamada Wang Yue afastou-se da sua mãe, que estava ocupada a trabalhar, e foi atropelada por uma carrinha [Br. van] que não parou. Enquanto a menina estava caída na rua, a sangrar, 18 pessoas passaram por ela, mas nenhuma parou para a ajudar. […] Pode estar a pensar: “Como é que todas aquelas pessoas a ignoraram?” E também pode dizer a si mesmo: “Eu teria parado para ajudar”. Talvez o tivesse feito. Mas esta tragédia revela que, apesar de muitos de nós termos os meios para ajudar aqueles que se encontram em situações menos afortunadas do que nós, muitos de nós optamos por não o fazer.

As nossas recomendações para doar em 2022 (GiveWell)

Confiamos fortemente nos números para reflectir sobre as nossas decisões de financiamento. Mas é importante lembrarmo-nos daquilo que esses números representam. Se este ano atingirmos o nosso objectivo de 600 milhões de dólares, supomos, especulativamente, que esse financiamento salvaria cerca de 70 000 vidas. Essa é, aproximadamente, a população de Portland, no Maine.

Um novo estudo descobriu que dar tratamento desparasitante às crianças ainda lhes traz benefícios 20 anos depois

Este ano, Miguel e Kremer, juntamente com os co-autores, voltaram à amostra original do Quénia na qual descobriram pela primeira vez os impactos das campanhas de desparasitação em massa que potencialmente mudam vidas. Acompanhando os participantes originais 20 anos mais tarde, pretendiam responder à pergunta: Os benefícios que descobriram inicialmente com o tratamento desparasitante na infância — que incluía mais tempo na escola e maior rendimento em adultos — continuam a notar-se?
Num novo artigo publicado em 3 de Agosto, descobriram que sim.

Parabéns a Esther Duflo, Michael Kremer e Abhijit Banerjee pelo Prêmio Nobel

A Evidence Action felicita calorosamente Michael Kremer, Esther Duflo e Abhijit Banerjee por terem recebido recentemente o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas. A nossa organização muito lhes deve pela sua pesquisa inovadora e o seu compromisso para compreender, com clareza científica, o que funciona (e não funciona) para melhorar a vida das pessoas mais pobres em todo o mundo.