O Precipício: Riscos Existenciais e o Futuro da Humanidade

Neste livro oportuno, Toby Ord defende que há uma probabilidade em seis de que a humanidade irá sofrer uma catástrofe existencial nos próximos 100 anos, e que minimizar esse risco deve ser uma das maiores prioridades a nível global. Vivemos numa época de elevado risco existencial, devido a tecnologias tão poderosas como as armas nucleares, a biotecnologia e a inteligência artificial. Ord chama a esta época “o Precipício”. É uma época insustentável: a humanidade não pode continuar a jogar à roleta russa. A menos que em breve alcancemos um nível muito mais elevado de segurança existencial, iremos destruir-nos.

Nenhuma Temporada Improdutiva?

Sweatshop é um termo aplicado para se referir a todo tipo de trabalho extenuante em uma linha de produção com condições severas para os trabalhadores.
A situação gera um dilema porque, por um lado, as condições em que os empregados trabalham são péssimas, mas, por outro lado, essas fábricas parecem trazer algum bem tanto no nível individual quanto no coletivo. Porém, os resultados [de estudos] foram bem diferentes.

Se quer discordar do altruísmo eficaz, será necessário que discorde de uma destas 3 afirmações

O altruísmo eficaz é frequentemente motivado pelo apelo ao argumento do lago de Peter Singer.

Isso é bom porque é um argumento forte, concreto e bem estudado. No entanto, existem duas desvantagens (i) associa o altruísmo eficaz ao desenvolvimento internacional (ii) dá a entender que se pode refutar a importância do altruísmo eficaz ao refutar o argumento do lago.

De facto, a importância do altruísmo eficaz é muito mais robusta do que o argumento do lago.

A Filosofia Central do Altruísmo Eficaz

O meu objectivo: desenvolver uma visão sobre como devemos entender os compromissos centrais do AE, à luz dos desafios apresentados pelo objectivo de construir um movimento social.

A minha visão: O AE pode ser bastante ecuménico face a uma série de questões na teoria moral e política sobre as quais existe discordância filosófica substancial, mas deve adoptar posições controversas sobre algumas questões-chave.

Ajudar como uma obrigação e/ou como uma oportunidade? (1 de 3)

Há uma variação entre ver o altruísmo eficaz como uma oportunidade ou uma obrigação de ajudar. No censo de 2015 34% consideravam-no como uma oportunidade, 21% como uma obrigação e 42% como ambos. Nessa série de três artigos vamos explorar mais a fundo algumas características das noções de obrigação e da oportunidade em vista da doação e ajuda de terceiros. Nos dois primeiros artigos vamos nos concentrar nas noções de obrigação e oportunidade, respectivamente. As conclusões reunidas nessas etapas fomentarão a reflexão final sobre encarar o altruísmo como uma obrigação e/ou oportunidade.