O Precipício: Riscos Existenciais e o Futuro da Humanidade

Neste livro oportuno, Toby Ord defende que há uma probabilidade em seis de que a humanidade irá sofrer uma catástrofe existencial nos próximos 100 anos, e que minimizar esse risco deve ser uma das maiores prioridades a nível global. Vivemos numa época de elevado risco existencial, devido a tecnologias tão poderosas como as armas nucleares, a biotecnologia e a inteligência artificial. Ord chama a esta época “o Precipício”. É uma época insustentável: a humanidade não pode continuar a jogar à roleta russa. A menos que em breve alcancemos um nível muito mais elevado de segurança existencial, iremos destruir-nos.

Quais são as principais ameaças à humanidade?

A extinção humana pode parecer coisa de pesadelos, mas há muitas maneiras de poder acontecer.

A cultura popular tende a concentrar-se apenas nas possibilidades mais espectaculares: pense na velocidade ameaçadora do asteróide do filme Armageddon ou na invasão de extraterrestres d’O Dia da Independência.

Embora seja possível a humanidade ter um fim dramático, concentrarmo-nos em tais cenários pode significar ignorar as ameaças mais graves que enfrentamos no mundo de hoje.

Conselhos de carreira que eu gostaria de ter recebido quando era jovem

Um leitor que prefere permanecer anónimo — mas cuja carreira achamos que fez uma enorme quantidade de bem — enviou-nos esta lista de conselhos que ficou grato por ter recebido, ou que gostaria de ter recebido quando era mais jovem.

Pensamos que era muito interessante, incluindo aquilo em que não está exactamente alinhado com os nossos pontos de vista habituais, e por isso publicamos aqui com a sua permissão.

Que mundo será salvo?

É comum argumentar-se a favor da importância da redução dos riscos existenciais (riscos-x), enfatizando o imenso valor que pode existir ao longo do futuro, se o futuro vier.
[…] Parece-me que há outra consideração importante que complica a posição a favor dos esforços de redução dos riscos-x, e que as pessoas, até ao momento, têm negligenciado. A consideração é que…