Como parar a IA? [Breves do AE]

Num momento em que podemos interagir com uma IA que ouve, fala e vê como se fosse uma pessoa (ex. da Apple, da Google e da OpenAI), podendo em muitos casos tornar-se viciante e até substituir o contacto humano (especialmente preocupante em crianças e jovens), num momento em que a IA pode estar a ver tudo o que fazemos no nosso computador, não deveríamos estar mais preocupados com os criadores e difusores da IA e em como controlar o que estes criam e difundem? […] E no momento em que se perceba que já se foi longe demais, será realmente possível parar?

Testes em animais, ainda? [Breves do AE]

Será que se deve provocar sofrimento aos animais se isso puder salvar vidas humanas? Mas que quantidade de sofrimento animal e por quantas vidas humanas? E o que dizer quando essa “matemática moral dos testes em animais” se aplica a casos que nada têm a ver com salvar vidas, ou que até podem ser fraudes científicas? Até nesses últimos casos, por vezes nem mesmo a actuação legal parece dar um claro sinal daquilo que muitos entendem ser uma marca de progresso civilizacional: evitar o sofrimento animal desnecessário.   

Como roubaram 1 milhão aos mais pobres? [Breves do AE] 

O que deve fazer uma organização humanitária quando é vítima de fraude ou de roubo? Deve manter o silêncio, para não arriscar perder a confiança dos seus doadores? Ou, por outro lado, deve ser o mais transparente possível, na esperança de, ao ter uma atitude mais honesta do que a maioria das outras organizações, conseguir manter (ou até reforçar!) a confiança dos seus doadores? Face a este dilema, a GiveDirectly, uma organização humanitária que faz transferências de dinheiro directamente para os mais pobres, decidiu arriscar pela transparência ao anunciar (por sua iniciativa) que tinha sido vítima de fraude, e que tinham roubado quase 1 milhão de dólares aos pobres que pretendia ajudar na República Democrática do Congo (RDC).

O que o filósofo Peter Singer aprendeu em 45 anos defendendo os animais

Há quarenta e cinco anos, o filósofo australiano Peter Singer publicou o livro “Libertação Animal”. Os argumentos que apresentou – que os animais podem sofrer; que é moralmente errado infligir sofrimento extraordinário nos animais; e que, consequentemente, temos que repensar os nossos sistemas alimentares e da pecuária – são aqueles que muitos consumidores atuais já terão ouvido.
Agora, 45 anos depois, ele está revisitando o assunto em um novo livro…