Como resolver os maiores problemas do mundo? [Breves do AE]

Qual é o potencial da filantropia para mudar o mundo? Na sua palestra TED, Natalie Cargill, Fundadora e Presidente da Longview Philanthropy, apresentando alguns exemplos da história da filantropia, defende que o potencial para resolver os maiores problemas do mundo através da filantropia, apesar de vastamente desconhecido, é imenso. […] E com base nisso apresenta uma experiência mental: “E se os 1% mais ricos doassem 10% daquilo que ganham?”

Manter os valores absolutos em mente

Como altruístas eficazes, é frequente concentrarmo-nos no valor relativo das diferentes formas de ajudar os outros. Concentramo-nos no facto de determinadas instituições de caridade serem mais eficazes do que outras, ou no facto de determinadas profissões terem mais impacto do que outras. Isso faz bastante sentido: há grandes diferenças de eficácia entre as intervenções, pelo que ficar meramente pelo satisfatório pode levar-nos a perder muito valor. Mas, no final de contas, o que importa realmente não é relativo: é o valor absoluto que as nossas acções geram. O que importa é o número de crianças que realmente são desparasitadas e o aumento real da segurança mundial pelas melhorias feitas nas políticas no domínio da tecnologia.

Moldar a Trajectória a Longotermo da Humanidade 

Desde que escrevi The Precipice [O Precipício], um dos meus objectivos tem sido compreender melhor como é que a redução dos riscos existenciais se compara com outras formas de influenciar o futuro a longotermo. […] Por exemplo, se avançássemos um ano no progresso humano, talvez fosse de esperar que atingíssemos um ano mais cedo cada marco histórico subsequente. […] Desenvolvi um modelo matemático simples em que as possibilidades como esta possam ser formuladas com precisão, em que possam ser enunciados com clareza os pressupostos que sustentam essas possibilidades e em que possa ser comparado o seu valor.