Moldar a Trajectória a Longotermo da Humanidade 

Desde que escrevi The Precipice [O Precipício], um dos meus objectivos tem sido compreender melhor como é que a redução dos riscos existenciais se compara com outras formas de influenciar o futuro a longotermo. […] Por exemplo, se avançássemos um ano no progresso humano, talvez fosse de esperar que atingíssemos um ano mais cedo cada marco histórico subsequente. […] Desenvolvi um modelo matemático simples em que as possibilidades como esta possam ser formuladas com precisão, em que possam ser enunciados com clareza os pressupostos que sustentam essas possibilidades e em que possa ser comparado o seu valor.

Temos de ser muito claros: a fraude ao serviço do altruísmo eficaz é inaceitável  

Preocupo-me profundamente com o futuro da humanidade — mais do que me preocupo com qualquer outra coisa no mundo. E acredito que o Sam e outros na FTX partilhassem dessa preocupação com o mundo.

No entanto, se alguma pessoa hipotética tivesse vindo ter comigo há vários anos e perguntado “Será que vale a pena cometer fraudes para enviar milhares de milhões [Br. bilhões] de dólares para causas eficazes”, eu teria dito inequivocament

Desperdício Astronómico: O Custo de Oportunidade da Demora do Desenvolvimento Tecnológico

Com tecnologia muito avançada, poderia sustentar-se uma população muito grande de pessoas que viveriam felizes na região acessível do universo. Por cada ano que o desenvolvimento de tais tecnologias e a colonização do universo são adiados, há, portanto, um custo de oportunidade: um bem potencial, vidas dignas de serem vividas, não está a ser realizado. Dadas algumas suposições plausíveis, esse custo é extremamente grande. No entanto, a lição para os utilitaristas não é a de que devemos maximizar o ritmo do desenvolvimento tecnológico, mas sim que devemos maximizar a sua segurança, ou seja, a probabilidade de que a colonização eventualmente ocorra.

Medir a felicidade pode tornar o altruísmo mais eficaz?

A depressão ataca 350 milhões de pessoas por ano e a ansiedade ataca 146 milhões. O número de pessoas que vive em extrema pobreza é maior, são 702 milhões. Porém, há de se notar que enquanto os números de pessoas vivendo em pobreza extrema vem diminuindo anualmente, a tendência no caso das doenças mentais é o contrário; os casos vêm aumentando. Isso levou a alguns membros do AE a se preocuparem se as doenças mentais deviam entrar na lista de causas priorizadas pelo movimento.