O homem que quer salvar a humanidade de um inverno nuclear

Denkenberger é professor assistente de engenharia mecânica na Universidade de Alaska Fairbanks, e aquilo que pensa sobre cenários apocalípticos levou-o a um projecto pessoal quixotesco: descobrir como se garante que ninguém morre à fome no seguimento de uma catástrofe natural como [uma erupção supervulcânica] ou uma catástrofe criada pelo homem, como um inverno nuclear.
[…] O mundo não tem muitos alimentos armazenados na eventualidade de um desastre em grande escala.

Estamos a fazer o suficiente para impedir a extinção humana?

A probabilidade de a humanidade se extinguir num futuro próximo é baixa — mas não é nula. E, a menos que nos preparemos de imediato, podemos acabar por fazer com que uma catástrofe à qual conseguiríamos sobreviver se torne numa que garanta a desgraça para todos nós.
Esse é o argumento principal de End Times: A Brief Guide to the End of the World [Fim dos tempos: um breve guia para o fim do mundo], um novo livro de Bryan Walsh, detalhado, aterrorizador, mas, em última análise, esperançoso.

Será que este é o século mais importante da história da humanidade?

O século XXI é o século mais importante da história da humanidade.

Pelo menos é o que diz um certo número de pensadores. O argumento deles é simples: existem enormes desafios que temos de superar este século para termos sequer um futuro, tornando este no século com as maiores consequências de todos até agora. Além disso, uma solução para esses desafios provavelmente significaria um futuro mais distante da destruição eminente — o que também torna este século mais crucial do que os séculos futuros.

Desperdício Astronómico: O Custo de Oportunidade da Demora do Desenvolvimento Tecnológico

Com tecnologia muito avançada, poderia sustentar-se uma população muito grande de pessoas que viveriam felizes na região acessível do universo. Por cada ano que o desenvolvimento de tais tecnologias e a colonização do universo são adiados, há, portanto, um custo de oportunidade: um bem potencial, vidas dignas de serem vividas, não está a ser realizado. Dadas algumas suposições plausíveis, esse custo é extremamente grande. No entanto, a lição para os utilitaristas não é a de que devemos maximizar o ritmo do desenvolvimento tecnológico, mas sim que devemos maximizar a sua segurança, ou seja, a probabilidade de que a colonização eventualmente ocorra.