Perguntas frequentes sobre riscos de sofrimento astronômico futuro (riscos-s)

O que são os riscos-s?

No ensaio Reduzir os Riscos de Sofrimento Astronômico: Uma Prioridade Negligenciada, os riscos-s (também chamados de riscos de sofrimento ou riscos de sofrimento astronômico) são definidos como “eventos que provocariam sofrimento em escala astronômica, excedendo vastamente todo o sofrimento que existiu na Terra até agora”.

Poderemos ver o fim da Malária?

Laureado com um Nobel, Baruch Blumberg, outrora estimou que a malária matou metade das pessoas que existiram até hoje. Só em 2015, matou quase meio milhão de pessoas, 70 por cento das quais eram crianças. Hoje, cerca de 3,2 bilhões [Pt. 3,2 milhares de milhões] de pessoas estão, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, em risco de a contrair, a maioria das quais são crianças e mulheres grávidas.

Será realista esperar que esta doença terrivelmente resiliente acabe em breve?

O lado negativo de ser bom: o sector social será alérgico à publicidade comparativa, porquê?

Imagine que está numa região deserta e vê dois lagos. Num deles, há cinco crianças a afogar-se. No outro, há uma criança a afogar-se. Dada a falta de tempo, é incapaz de salvar as crianças em ambos os lagos. Certamente iria mergulhar no lago que tivesse cinco crianças a afogar-se e salvaria o maior número de crianças.
Ao investir em empreendimentos sociais ou ao fazer doações a ONGs, deparamo-nos com um dilema análogo. Todas essas organizações pretendem fazer o bem, e a maioria consegue isso pelo menos em certo grau; mas algumas fazem uma quantidade extraordinária de bem, enquanto outras fazem muito menos. Mas muitas vezes as pessoas não estão cientes das enormes diferenças do impacto…

O “altruísmo eficaz” poderá maximizar o impacto de cada dólar na caridade?

Aqueles que doam a instituições de caridade raramente fazem o tipo de cálculo de custo-benefício que os investidores, por exemplo, considerariam obrigatório. Por isso, as instituições de caridade atraem doações com fotografias de crianças de sorriso desdentado, em vez de registos de cálculos que mostrem como realmente gastam o seu dinheiro. Falar ao coração, no entanto, pouco contribui para dissipar as dúvidas dos economistas cépticos sobre a eficácia da caridade.
No entanto, os avanços na ciência social, particularmente na economia do desenvolvimento, significam que os doadores agora podem ter uma ideia razoavelmente boa daquilo que poderá render cada dólar.