Eis porque estamos na melhor posição na História para fazer o bem

Em comparação com apenas há 200 anos, fizemos progressos extraordinários na nossa capacidade de ajudar os outros, mas os doadores de hoje em dia muitas vezes não aproveitam esta oportunidade em pleno. E isso é um enorme problema. Felizmente, podemos resolvê-lo, reconhecendo que estamos numa posição melhor para fazer o bem do que qualquer geração antes de nós, e depois passar à acção.

Mudamos para uma avaliação de instituições de caridade feita internamente para ajudar mais doadores a doar melhor e a reduzir a pobreza mais rapidamente (The Life You Can Save)

No ano passado, o mundo viu a riqueza global ultrapassar os 400 biliões [Br.trilhões] de dólares pela primeira vez na história. No entanto, os fenómenos climáticos extremos e os abrandamentos económicos levaram 811 milhões de pessoas a passar fome, e a pandemia empurrou quase 100 milhões de pessoas para a pobreza extrema, criando um aumento “historicamente sem precedentes” no número de pobres a nível mundial. 

Neste momento extraordinário em que a riqueza global e a pobreza extrema aumentaram, acreditamos que há mais oportunidades de doação do que nunca.

O Ponto Crucial da História

Os perigos de tratar os riscos de extinção como uma preocupação predominante da humanidade deveriam ser óbvios. Ver os problemas actuais na óptica dos riscos existenciais da nossa espécie pode reduzir esses problemas actuais a quase nada, ao mesmo tempo que se justifica quase tudo o que aumente as nossas probabilidades de sobreviver o tempo suficiente para nos propagarmos muito para lá da Terra.

Mortalidade Infantil: uma tragédia diária de enormes proporções face à qual podemos fazer progressos

Imagine o que significa para uma criança perder a sua vida; imagine o que significa para uma família ver o seu filho morrer. Dez famílias irão sentir isso no próximo minuto. Isso irá repetir-se a cada minuto durante o resto do ano. É esse o horror da mortalidade infantil. […]
O facto de a desigualdade económica mapear a desigualdade da sobrevivência infantil significa que uma criança num país rico tem uma vantagem de duas maneiras: pode ter a expectativa de sobreviver e irá viver numa sociedade onde os rendimentos são mais de 70 vezes acima do que os rendimentos dos países mais pobres.