A Vida Que Podemos Salvar

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Este documento contém os seguintes conteúdos do site thelifeyoucansave.com:

Conteúdos

– A Nossa Missão
– A Ideia
– O Livro
– O Autor
– O Compromisso
       – Quanto?
       – Porquê?
– Perguntas mais frequentes respondidas por Peter Singer

A Nossa Missão ^

The Life You Can Save [A Vida Que Podemos Salvar] é um movimento de pessoas que combate a pobreza extrema. Acreditamos que uma vida ética envolve o uso de alguns dos nossos recursos para salvar e melhorar a vida dos menos afortunados do que nós.

Por esta razão, difundimos conhecimento sobre o que todos nós podemos fazer para reduzir a pobreza e encorajamos as pessoas a comprometerem-se publicamente a doar uma percentagem do seu rendimento a organizações humanitárias altamente eficazes.

A ideia ^

Se pudéssemos salvar com facilidade a vida de uma criança, era o que faríamos. Por exemplo, se víssemos uma criança em perigo de afogamento num lago raso, e tudo o que tínhamos de fazer para salvar essa criança era entrar no lago e tirá-la, era isso que faríamos. O facto de ficarmos molhados, ou arruinarmos um bom par de sapatos, não tem qualquer significado quando se trata de salvar a vida de uma criança.

A UNICEF, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, calcula que cerca de 24.000 crianças morrem todos os dias de causas evitáveis relacionadas com a pobreza. No entanto, ao mesmo tempo, quase mil milhões de pessoas vivem muito confortáveis, com dinheiro de sobra para muitas coisas que não são de todo necessárias. (Você não tem a certeza se está nessa categoria? Quando foi a última vez que gastou dinheiro em algo para beber, quando água potável estava disponível gratuitamente? Se a resposta for “durante a semana passada”, então você está a gastar dinheiro em luxos, enquanto crianças morrem de desnutrição ou doenças que sabemos como prevenir ou curar).

“A Vida Que Podemos Salvar” procura mudar isso. Se todos que podem contribuir para reduzir a pobreza extrema, derem uma proporção modesta do seu rendimento a organizações eficazes no combate à pobreza extrema, o problema poderia ser resolvido.  Não seria preciso um sacrifício enorme.

Mas primeiro é preciso mudar a cultura de doação – para fazer com que a doação para ajudar os necessitados passe a ser algo que qualquer pessoa normal decente faria. Para ajudar a realizar esta mudança, precisamos de ser francos sobre a nossa doação. Você assumirá o compromisso, incentivando assim os outros a fazer o mesmo?

Para mais detalhes e fontes para as afirmações feitas aqui, por favor consulte o livro A Vida Que Podemos Salvar – Agir agora para pôr fim à pobreza no mundo”.

Você também pode ler outros textos de Peter Singer sobre este tema:

Famine, Affluence and Morality‘, Philosophy and Public Affairs, vol. 1 (Spring 1972)

Chapter 8 of Practical Ethics, Cambridge University Press, various editions

The Singer Solution to Global Poverty‘, The New York Times, September 5, 1999

What Should a Billionaire Give – and What Should You?‘, The New York Times, December 17, 2006

O livro ^

Pela primeira vez na história está ao nosso alcance erradicar a pobreza no mundo e o sofrimento que ela traz consigo. No entanto, em todo o mundo, mil milhões de pessoas lutam para viver cada dia com menos do que muitos de nós paga por água engarrafada que não precisa realmente. E, embora o número de mortes atribuíveis à pobreza no mundo tenha caído drasticamente no último meio século, quase nove milhões de crianças ainda morrem desnecessariamente todos os anos. As pessoas do mundo desenvolvido enfrentam uma escolha profunda: se não devemos virar as nossas costas a um quinto da população do mundo, devemos tornar-nos parte da solução.

 [Ler o Prefácio do livro online na Crítica revista de Filosofia]

Peter Singer escreveu “A Vida Que Podemos Salvar” para mostrar que a nossa actual resposta à pobreza no mundo não só é insuficiente, como eticamente indefensável. Ele argumenta que é preciso mudarmos a nossa visão do que significa viver uma vida ética. Para nos ajudar a desempenhar o nosso papel a operar essa mudança, ele apresenta um plano de sete pontos que mistura filantropia pessoal (calculando quanto se deve dar e qual é a melhor forma de dar), o activismo local (espalhar a palavra na sua comunidade), e a consciência política (entrar em contacto com os seus representantes para garantir que a ajuda externa da sua nação é realmente direccionada para as pessoas mais pobres do mundo).

Se fizermos isso, vamos fazer uma enorme diferença na vida dos outros, sem diminuir a qualidade da nossa própria vida. O livro é uma fonte de informação sobre a pobreza mundial, sobre a doação e as suas barreiras psicológicas, assim como sobre a forma como podemos tornar a ajuda mais eficaz. Mas é também um apelo à acção – a acção que você pode iniciar hoje.

O livro foi publicado originalmente em 2009, pela Random House nos EUA e no Canadá , pela Text na Austrália e Nova Zelândia , e pela Picador no Reino Unido. Edições de bolso estão agora disponíveis na Austrália e Nova Zelândia , no Reino Unido e nos EUA e Canadá. É também um e-book (incluindo um para iPhone, iPod e iPhone) e um audiobook para as bibliotecas.

As seguintes traduções estão disponíveis: sueco, francês, coreano, holandês, dinamarquês, italiano, Português do Brasil, alemão e Português. Polaco, japonês e espanhol estão a caminho.            


O Autor ^

Peter Singer nasceu em Melbourne, na Austrália, em 1946, e estudou na Universidade de Melbourne e na Universidade de Oxford. Leccionou na Universidade de Oxford, na Universidade de La Trobe e na Universidade de Monash, e foi professor visitante em muitas outras. Desde 1999 que é Professor Ira W. DeCamp de Bioética no Centro Universitário de Valores Humanos da Universidade de Princeton. A partir de 2005, também ocupou o cargo a tempo parcial de Professor Laureado da Universidade de Melbourne, no Centro de Filosofia Aplicada e Ética Pública.

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Peter Singer

Peter Singer tornou-se conhecido internacionalmente após a publicação de Libertação Animal, em 1975.  Desde então, ele escreveu muitos outros livros, incluindo Ética Prática, The Expanding Circle, How Are We to Live?The Way We Eat (com Jim Mason) e, mais recentemente, A Vida Que Podemos Salvar.  As suas obras foram publicadas em mais de 20 idiomas. Ele é o autor do artigo principal sobre a Ética na edição actual da Encylopaedia  Britannica. Foram já publicadas duas antologias dos seus escritos: Writings on an Ethical Life , que ele próprio organizou, e Unsanctifying Human Life, organizada por Helga Kuhse.

Fora da vida académica, Peter Singer é vice-presidente da Real Sociedade Para a Prevenção da Crueldade Contra os Animais (UK), membro do Conselho de Direcção da Oxfam América, e membro do Conselho Consultivo da GiveWell.net.

Peter Singer é casado, tem três filhas e três netos. Os seus passatempos, para além da leitura e escrita, incluem caminhadas e surf.

Você pode encontrar mais informações aqui.


O Compromisso ^

– Quanto? ^

Se você digitar o seu rendimento aqui, dizemos-lhe exactamente quanto deve dar.

Por favor, use apenas números inteiros, sem vírgulas. Se as doações a organizações de assistência internacional são dedutíveis no seu país, insira o seu rendimento bruto. Caso contrário, digite o seu rendimento após os impostos.

– Porquê? ^

A razão mais importante para se comprometer é que, ao fazê-lo, ajuda a mudar a cultura de doação. Os estudos mostram claramente que as pessoas são mais susceptíveis de ajudar os outros quando sabem que outros estão a ajudar. No entanto, em muitas culturas, é considerado impróprio revelar quanto se dá. As pessoas podem pensar que você se está a gabar, ou que apenas dá para que os outros pensem bem de si, e não porque você é realmente uma pessoa generosa. Esta atitude é compreensível, mas, no entanto, infeliz, porque isso significa que as pessoas não falam sobre a doação, e aqueles que estão a pensar em dar podem não estar cientes de quantos mais também dão. Isso torna menos provável que façam doações. As pessoas podem assumir que os outros são egoístas, quando na verdade eles apenas não estão a falar das suas doações. Se um grande número de pessoas se comprometem a dar uma pequena percentagem do seu rendimento a pessoas em extrema pobreza, isso irá mostrar a todos que afinal os outros dão. (Não é obrigatório permitir-nos apresentar o seu nome na lista, mas isso ajuda a tornar o compromisso mais público.)

Uma segunda razão para se comprometer é que isso aumenta as hipóteses de você manter o seu compromisso, e dar aquilo que se comprometeu a dar. (Mais uma vez, especialmente se você fornecer o seu nome.) Um estudo de pessoas que fazem resoluções de Ano Novo mostra que aquelas que contam aos outros as suas resoluções sentem-se mais obrigadas a mantê-las. Nós todos sofremos de fraqueza moral, e muitas vezes não conseguimos viver de acordo com as nossas decisões de fazer o que sabemos ser certo. A promessa pública aumenta a penalização do fracasso, porque é um compromisso, e não manter os nossos compromissos pode significar perder a auto-estima, não só perante os nossos familiares e amigos, mas também perante nós mesmos.

Perguntas mais frequentes respondidas por Peter Singer ^

1. Dou aos pobres na minha própria comunidade e a outras instituições de caridade que trabalham no meu próprio país. Posso contar isso como parte do montante que eu preciso doar a fim de satisfazer o Compromisso? ^

Não. Quando você se compromete, você está a comprometer-se a ajudar aqueles que vivem em extrema pobreza – para salvar as suas vidas ou as vidas dos seus filhos, ou para lhes tornar possível obter o essencial necessário para uma existência minimamente digna. As pessoas que vivem em extrema pobreza ganham menos do que o poder de compra equivalente a 1,25 dólares (0.87 €) por dia. Se você vive num país rico, provavelmente não haverá pessoas assim tão pobres. Em países ricos, os pobres têm acesso a água potável e, geralmente, à alimentação, seja através da segurança social, seja através de instituições governamentais ou privadas que fornecem alimentos aos pobres. Outro facto a considerar é que é necessário muito mais dinheiro para ajudar alguém que é pobre numa nação rica, do que numa nação pobre. Nos Estados Unidos o limiar da pobreza para uma família de quatro é de 22.000 dólares (15.305 €). Obviamente que será necessário pelo menos vários milhares de dólares para fazer uma diferença significativa a longo prazo na vida de alguém que já ganha isso. Enquanto que uma doação de apenas algumas centenas de dólares, se for entregue à organização certa, pode fazer uma diferença de vida ou de morte para pessoas que vivem com menos de 500 dólares (348 €) por ano.

2. Eu não entendo o significado de “dedutível nos impostos”. ^

Em muitos países, se você ganhar, digamos, 50.000 dólares, mas doar 5.000 dólares a uma instituição de caridade reconhecida, então você é tributado como se o seu rendimento fosse apenas 45.000 dólares. A doação ser “dedutível”, significa que você a pode deduzir a partir do seu rendimento para efeitos fiscais. Se você não estiver familiarizado com este conceito, talvez viva num país que não permite que os seus contribuintes deduzam as contribuições a instituições de caridade dos seus rendimentos para efeitos de avaliação fiscal.

3. Não vejo a organização que apoio na sua lista de organizações recomendadas. Isso significa que eu não deveria dar dinheiro a essa organização? ^

Não necessariamente. Eu só recomendo organizações se tiver uma boa evidência de que elas estão a fazer um trabalho que vale a pena.  Às vezes – como com a Oxfam, por exemplo – esta prova vem dos meus próprios contactos com a organização durante muitos anos. Em outros casos, apoio-me nos relatórios feitos por aqueles em quem confio – Village Reach, altamente recomendada pela GiveWell.net, é aqui um exemplo. O facto de uma organização não estar na lista pode apenas querer dizer que eu não sei muito sobre ela, e que a GiveWell.net não foi capaz de avaliá-la. (Existem milhares de instituições de caridade e até agora a GiveWell.net só foi capaz de examinar cerca de 300.) É claro, pode também significar que a GiveWell a avaliou, e foram incapazes de concluir que ela estava a fazer um trabalho eficaz. Portanto, se você está a doar a uma organização que está na lista das organizações recomendadas, você pode ter mais confiança de que sua doação está a fazer o que você quer fazer.

4. Eu trabalho numa instituição de caridade que ajuda os pobres.  Isso não conta de alguma forma? ^

Sim, se a instituição ajuda pessoas em pobreza extrema pode contar. Se você trabalhar como voluntário, pode contar o número de horas de voluntariado, e multiplicar pelo valor que você ganharia à hora. Então esse montante pode ir ao encontro do cumprimento do Compromisso. Se você é empregado de uma instituição de caridade que trabalha para quem está numa situação de extrema pobreza, mas você não é pago à taxa em que seria pago se trabalhasse no sector empresarial, você pode considerar a diferença como indo ao encontro do seu Compromisso.

5. Eu já estou a compartilhar a minha riqueza com os necessitados, cumprindo ou excedendo o Compromisso. Portanto isso não é novidade para mim. Devo, no entanto, subscrever o Compromisso? ^

É muito bom que você já esteja a dar, mas por favor subscreva o Compromisso.  Em A Vida Que Você Pode Salvar descrevo estudos no domínio da psicologia que demonstram que as pessoas estarão mais dispostas a ajudar, se souberem que outros estão a ajudar. Quanto mais pessoas assumirem o compromisso, mais se torna evidente que outros estão a ajudar.

6. Porque definiu um padrão tão baixo? Um por cento é quase nada. ^

Um por cento não é muito, e espero que muitas pessoas acabem por dar mais do que isso, mas se quisermos mudar a cultura da doação, temos que começar por algum lado. Actualmente poucas são as pessoas que dão sequer um por cento do seu rendimento para ajudar os pobres. É melhor, penso eu, começar por baixo e ter mais pessoas a dar, que insistir num padrão tão alto que quase todos rejeitariam. Além disso, um por cento é significativamente melhor do que nada.  Se todos os povos do mundo desenvolvido dessem um por cento do seu rendimento para ajudar os mais pobres, isso seria mais do dobro da quantidade de ajudas oficiais (do governo) que é dado agora para combater a pobreza global.  E uma vez que a ajuda do governo não vai para aqueles que são verdadeiramente pobres, se este dinheiro fosse para organizações com um historial comprovado de eficácia em ajudar as pessoas na pobreza extrema, poderia resultar num bem maior do que a ajuda oficial actual.

7. Eu estou a doar mais do que a quantidade que você sugere para o meu rendimento, mas isso realmente não me parece um grande sacrifício. Quererá isto dizer que não estou a fazer o suficiente?  Devo dar até que doa? ^

Não, a questão não é prejudicar-se ou fazer um sacrifício enorme. Mesmo que você dê muito mais, pode ainda não se prejudicar – muitas pessoas consideram que aproveitam melhor a vida quando dão mais. O sentido é ajudar aqueles que necessitam. É claro que, quando for confortável cumprir a quantidade sugerida para o seu grupo de rendimento, você poderá ajudar mais pessoas dando mais, e isso será um passo positivo.  Então porque não fazê-lo? Mas lembre-se que o padrão público – o montante que estamos a incentivar um número máximo de pessoas possível a dar – é deliberadamente fixado num nível realista, precisamente para que muitas pessoas se sintam capazes de alcança-lo.

8. Eu só ganho 75.000 dólares (52.175 €), mas eu e o meu parceiro temos um rendimento conjunto de 150.000 dólares (104.355 €). É o meu próprio rendimento ou o rendimento conjunto que devo submeter quando assumo o compromisso? ^

Depende se ambos desejam assumir o compromisso e de como gerem as vossas finanças. Se ambos querem assumir o compromisso, então sugerimos que insira o rendimento conjunto.  Os cálculos de Peter Singer, no capítulo final de A Vida Que Você Pode Salvar, são baseadas em “unidades tributáveis”, que nos Estados Unidos significa casais, embora em muitos países, as unidades tributáveis sejam indivíduos, quer sejam casados ou não. Mas se apenas um de vocês quer assumir o compromisso, e mantêm as vossas finanças separadas, digite o seu rendimento individual.


Conteúdos do site thelifeyoucansave.com. Consultado/traduzido a 24 de Agosto de 2011 (última actualização: 11 de Fevereiro de 2017)

Tradução José Oliveira (Número do compromisso TLYCS: 10 433)

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Um comentário sobre “A Vida Que Podemos Salvar

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