Fundamentos para considerar a Inteligência Artificial (IA) como uma ameaça séria à humanidade (parte 1 de 2)

Stephen Hawking disse: “O desenvolvimento da inteligência artificial completa poderá significar o fim da espécie humana”. Elon Musk afirma que a IA é a maior ameaça existencial à humanidade.

Isso pode fazer com que as pessoas se perguntem: espere aí, como? Mas essas grandes preocupações estão enraizadas na pesquisa.

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O mundo está muito melhor; o mundo é horrível; o mundo pode ser muito melhor

O mundo está muito melhor. O mundo é horrível. O mundo pode ser muito melhor. Todas as três afirmações são verdadeiras.

Aqui, concentro-me na mortalidade infantil, mas o mesmo pode ser dito a propósito de muitos aspectos do desenvolvimento global. Há muitos aspectos do desenvolvimento para os quais é verdade que as coisas melhoraram ao longo dos tempos, para os quais elas ainda são terríveis, e para os quais sabemos que as coisas podem melhorar.

Ninguém é uma estatística

Cheguei tarde a essa discussão, mas tenho pensado no documentário “The Life Equation”, sobre como as pessoas usam dados para tomar decisões de vida ou morte. O exemplo central é o de uma mulher chamada Crecencia, mãe de sete filhos que vive na zona rural da Guatemala e tem câncer do colo do útero. O médico que a trata sabe que exames para diagnosticar o câncer em outras mulheres são mais custo-eficazes do que tratá-la, e que a comunidade não tem dinheiro suficiente para financiar completamente ambas as alternativas.

Saúde global: expansão ou desolação?

Guerra, doença, fome, morte… as notícias estão cheias de histórias de horror e é fácil pensar que o mundo está a ruir ao nosso redor.

Mas a verdade é muito diferente. Enquanto os jornalistas se concentram, e com razão, nos vários eventos e nos riscos terríveis que enfrentamos, o quadro geral em termos de saúde e segurança humanas é de constante e, muitas vezes, dramática melhoria.

Para que um movimento cresça saudável, escolha os frutos mais fáceis de colher

Todos já conhecemos pessoas que nunca estarão abertas às ideias do altruísmo eficaz (AE), não importa como sejam contextualizadas: o seu vizinho que pensa que fazer o bem é puramente uma questão de preferência pessoal, ou o seu tio que argumenta que é errado comparar instituições de caridade porque todas estão a fazer o bem. Apesar de horas a discutir, não é feito nenhum progresso real. Todos também tivemos a experiência oposta: uma pessoa amiga que concorda no primeiro minuto da conversa… Se soubéssemos quem são essas pessoas, poderíamos fazer crescer o movimento de maneira muito mais rápida e sustentável.