Uma sala de estar, um bar e uma sala de aula: é assim que o coronavírus contagia pelo ar

O risco de contágio é mais alto em interiores, mas é possível minimizá-lo caso se usem todas as medidas disponíveis para combater a infecção devido aos aerossóis [partículas da respiração que podem permanecer suspensas no ar por horas]. Apresentamos as probabilidades de infecção nestes três cenários do quotidiano [uma sala de estar, um bar e uma sala de aula] dependendo da ventilação, das máscaras e da duração do encontro…

A poluição do ar é muito pior do que pensávamos

Dos anos 70 até ao início do século XXI, a luta contra os combustíveis fósseis foi uma luta contra a poluição, especialmente a poluição do ar.
Nas décadas seguintes, a atenção desviou-se para o aquecimento global e os combustíveis fósseis foram maioritariamente recontextualizados como um problema climático.
As provas são, neste momento, suficientemente claras para que se possa afirmar de forma inequívoca: Valeria a pena libertarmo-nos dos combustíveis fósseis mesmo que o aquecimento global não existisse.

5000 pessoas comprometeram-se a dar pelo menos 10% do seu rendimento vitalício a instituições de caridade eficazes

Hoje alcançamos um marco importante. Mais de 5000 pessoas comprometeram-se a doar pelo menos dez por cento dos seus ganhos vitalícios a instituições de caridade eficazes.
Desde a sua fundação, em Dezembro de 2009, A Giving What We Can atraiu membros de 87 países. Juntos, doamos pelo menos 195 milhões de dólares para instituições de caridade altamente eficazes em muitas áreas de causas diferentes. Esse dinheiro tem um impacto tangível na vida de muitas pessoas neste momento e ajudará muitas outras no futuro.

É por isto que não conseguimos controlar a pandemia

Em Março, escrevi dois artigos sobre a pandemia emergente do coronavírus que foram lidos por muitos, “Por que se deve agir de imediato”, seguido de “O Martelo e a Dança”, que apelava para o uso de um “martelo” (medidas exigentes para parar o vírus) seguido de uma “dança” (acções inteligentes, mas menos agressivas, para evitar que a pandemia regressasse).
Todas estas acções ajudaram a abrandar a propagação do vírus. Mas, como o mundo falhou, não dançando da maneira certa, tem enfrentado ressurgimentos da pandemia. Estive a examinar os fracassos — e o que é necessário ser feito da próxima vez.

O Precipício: Riscos Existenciais e o Futuro da Humanidade

Neste livro oportuno, Toby Ord defende que há uma probabilidade em seis de que a humanidade irá sofrer uma catástrofe existencial nos próximos 100 anos, e que minimizar esse risco deve ser uma das maiores prioridades a nível global. Vivemos numa época de elevado risco existencial, devido a tecnologias tão poderosas como as armas nucleares, a biotecnologia e a inteligência artificial. Ord chama a esta época “o Precipício”. É uma época insustentável: a humanidade não pode continuar a jogar à roleta russa. A menos que em breve alcancemos um nível muito mais elevado de segurança existencial, iremos destruir-nos.