O Precipício: Riscos Existenciais e o Futuro da Humanidade

Por Theron Pummer (Notre Dame Philosophical Reviews)

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O Precipício, como evitá-lo? (Arte digital: José Oliveira | Fotografias: Pixabay)

Neste livro oportuno, Toby Ord defende que há uma probabilidade em seis de que a humanidade irá sofrer uma catástrofe existencial nos próximos 100 anos, e que minimizar esse risco deve ser uma das maiores prioridades a nível global. Vivemos numa época de elevado risco existencial, devido a tecnologias tão poderosas como as armas nucleares, a biotecnologia e a inteligência artificial. Ord chama a esta época “o Precipício”. É uma época insustentável: a humanidade não pode continuar a jogar à roleta russa. A menos que em breve alcancemos um nível muito mais elevado de segurança existencial, iremos destruir-nos.

O livro apresenta um ponto de vista sinóptico, envolvente e fundamentado empiricamente, do passado, do presente e do futuro da humanidade e dos riscos que ameaçam fazer com que esse futuro seja muito pior do que poderia ser. Não se deixe intimidar pelo facto de o livro ter 480 páginas. O texto principal tem apenas cerca de 250 páginas, e o resto são notas, referências e apêndices. Pode-se lidar rapidamente com a narrativa principal caso se resista à tentação de ler as notas. Por ser um livro tão bem escrito – e sobre um tópico tão importante – pareceu-me difícil parar depois de o ter começado.

Não é um livro típico de filosofia. Contém uma grande porção de informações de outras disciplinas (física, biologia, ciências da terra, ciências da computação, história, antropologia, estatística, relações internacionais e ciências políticas). Dedica relativamente pouco espaço a digladiar-se com a literatura filosófica. Não tem como principal preocupação o julgamento de discussões filosóficas tradicionais. Por estas razões, alguns filósofos podem presumir, erroneamente, que o livro tem pouco interesse filosófico. Mas, conforme sugiro adiante, o livro destaca uma série de fronteiras nas quais é de vital importância que façamos progresso filosófico – e que o façamos o mais cedo possível. 

Continuar a ler aqui.


Publicado originalmente por Theron Pumer na Notre Dame Philosophical Reviews, a 2 de Agosto de 2020.

Tradução de Rosa Costa e de José Oliveira.

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