Se quer discordar do altruísmo eficaz, será necessário que discorde de uma destas 3 afirmações

O altruísmo eficaz é frequentemente motivado pelo apelo ao argumento do lago de Peter Singer.

Isso é bom porque é um argumento forte, concreto e bem estudado. No entanto, existem duas desvantagens (i) associa o altruísmo eficaz ao desenvolvimento internacional (ii) dá a entender que se pode refutar a importância do altruísmo eficaz ao refutar o argumento do lago.

De facto, a importância do altruísmo eficaz é muito mais robusta do que o argumento do lago.

Quais são os problemas morais mais importantes do nosso tempo?

De todos os problemas que a humanidade enfrenta, em quais devemos concentrar-nos para resolver primeiro? Numa palestra convincente sobre como tornar o mundo melhor, o filósofo moral Will MacAskill apresenta um enquadramento para responder a essa questão com base na filosofia do “altruísmo eficaz” ‒ e partilha ideias para enfrentar três questões globais prementes.

Será que a caridade pelos pobres é inútil?

Num artigo publicado no mês passado no The Guardian, 15 economistas – incluindo os premiados com o Nobel Angus Deaton, James Heckman e Joseph Stiglitz – criticaram o que eles chamam de “a moda da «eficácia da ajuda»”, alegando que isso nos leva a ignorar as causas de raiz da pobreza global.

Defendo a avaliação da eficácia da ajuda e o fornecimento de recursos para intervenções que se mostrem altamente custo-eficazes. Para esse fim, fundei a The Life You Can Save, uma organização que reúne evidências sobre quais são as instituições de caridade que proporcionam aos doadores o maior impacto por cada dólar e incentiva as pessoas para que lhes façam donativos.

Os meninos na gruta

A imensa manifestação de preocupação e compaixão demonstrada pela comunidade mundial durante a provação de 18 dias dos 12 meninos e do seu treinador de futebol presos numa caverna inundada na Tailândia foi emocionante e gratificante. Os recursos financeiros utilizados no resgate também foram significativos.

Em simultâneo com essa generosidade pessoal e institucional, porém, está a nossa falha colectiva em salvar aproximadamente 7 500 crianças menores de cinco anos que morrem todos os dias de doenças evitáveis ​​ou tratáveis.

Poderemos ver o fim da Malária?

Laureado com um Nobel, Baruch Blumberg, outrora estimou que a malária matou metade das pessoas que existiram até hoje. Só em 2015, matou quase meio milhão de pessoas, 70 por cento das quais eram crianças. Hoje, cerca de 3,2 bilhões [Pt. 3,2 milhares de milhões] de pessoas estão, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, em risco de a contrair, a maioria das quais são crianças e mulheres grávidas.

Será realista esperar que esta doença terrivelmente resiliente acabe em breve?