O Precipício: Riscos Existenciais e o Futuro da Humanidade

Neste livro oportuno, Toby Ord defende que há uma probabilidade em seis de que a humanidade irá sofrer uma catástrofe existencial nos próximos 100 anos, e que minimizar esse risco deve ser uma das maiores prioridades a nível global. Vivemos numa época de elevado risco existencial, devido a tecnologias tão poderosas como as armas nucleares, a biotecnologia e a inteligência artificial. Ord chama a esta época “o Precipício”. É uma época insustentável: a humanidade não pode continuar a jogar à roleta russa. A menos que em breve alcancemos um nível muito mais elevado de segurança existencial, iremos destruir-nos.

Ética de pandemias: a favor de investigações arriscadas

Há muita coisa que não sabemos sobre a COVID-19. Quanto mais tempo demorarmos a descobri-lo, mais vidas se irão perder. Neste artigo, iremos defender um princípio de paridade de risco: se é permissível expor alguns membros da sociedade (por exemplo, trabalhadores da saúde ou os que são economicamente vulneráveis) a um certo nível de risco ex ante, a fim de minimizar os danos gerais do vírus, então é permissível expor voluntários totalmente informados a um nível de risco comparável no contexto de investigações promissoras sobre o vírus.

Mentira Política, Pandemia e Platão

A contenção de pandemias de vírus que se propagam por contágio entre humanos, como é o caso da COVID-19, depende muito de uma ação coletiva coordenada. Nesse cenário, a veiculação de informações que guiam o comportamento das pessoas torna-se um dos principais campos de combate ao alastramento do vírus. Muitas vezes, parece que reter ou manipular certas informações aumenta as chances de se provocar uma reação da população que possa maximizar o bem coletivo.
A divulgação oficial de informações enganadoras em vista do bem-estar da população é denominada de mentira política. Não faltam candidatos a exemplos relacionados à pandemia da COVID-19…