Ética de pandemias: a favor de investigações arriscadas

Por Richard Yetter Chappell e Peter Singer (Research Ethics)

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Coronavírus, uma cura antiética? (Arte digital: José Oliveira | Fotografias: Pixabay)

Resumo

Há muita coisa que não sabemos sobre a COVID-19. Quanto mais tempo demorarmos a descobri-lo, mais vidas se irão perder. Neste artigo, iremos defender um princípio de paridade de risco: se é permissível expor alguns membros da sociedade (por exemplo, trabalhadores da saúde ou os que são economicamente vulneráveis) a um certo nível de risco ex ante, a fim de minimizar os danos gerais do vírus, então é permissível expor voluntários totalmente informados a um nível de risco comparável no contexto de investigações promissoras sobre o vírus. Aplicamos este princípio a três exemplos de investigações arriscadas: omitir testes em animais para tratamentos promissores, testes com risco humano para acelerar o desenvolvimento de vacinas e infecção controlada por doses diminutas ou “variolação”. Concluímos que, se os voluntários, plenamente informados sobre os riscos, estão dispostos a ajudar a combater a pandemia, colaborando com investigações promissoras, existem fortes razões morais para aceitarmos com gratidão a sua ajuda. Ao recusá-la estaríamos implicitamente a sujeitar outras pessoas a riscos ainda maiores.

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Publicado originalmente por Richard Yetter Chappell e Peter Singer em Research Ethics, a 2 de Junho de 2020.

Tradução de Rosa Costa e de José Oliveira.

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