Como podemos incentivar doações mais eficazes?

O Dr. Stefan Schubert fala sobre a PSICOLOGIA DO ALTRUÍSMO EFICAZ. As pessoas dão muito dinheiro à caridade, mas muitas vezes não escolhem apoiar as intervenções mais eficazes.Será que os doadores se importam muito com o impacto? Se for esse o caso, como podemos ajudá-los a doar com mais eficácia? Nesta palestra da EA Global 2018 em São Francisco, Stefan Schubert descreve descobertas recentes de pesquisas que ajudam a esclarecer essas questões.

Como levar os ricos a fazer doações

As pessoas ricas são idiotas egoístas. E os seus filhos também.

Pelo menos essa é a implicação de uma série de estudos psicológicos recentes. Em um estudo de 2015, por exemplo, crianças em idade pré-escolar foram informadas de que haviam ganhado fichas suficientes para obter “um prêmio magnífico”. Podiam guardar as fichas para si ou compartilhar as fichas com crianças de um hospital local que estavam demasiado doentes para ir ao laboratório. As crianças de famílias mais ricas ficaram com mais fichas para si…
Por que será assim?

A psicologia do especismo: como privilegiamos certos animais em vez de outros

Nosso relacionamento com os animais é complexo. Há alguns animais que tratamos bem, cuidamos deles como animais de estimação, damo-lhes nomes e levamo-los ao veterinário quando estão doentes. Outros, em contraste, parecem não merecer esse estatuto privilegiado; são usados como objetos para consumo humano, no comércio, em experiências como sujeitos involuntários, como equipamentos industriais ou como fontes de entretenimento. Cães valem mais do que porcos, cavalos mais do que vacas, gatos mais do que ratos e, de longe, a espécie mais digna de todas é a nossa. Filósofas e filósofos têm-se referido a esse fenômeno de discriminar indivíduos com base na sua pertença a uma espécie como especismo (Singer, 1975). Algumas pessoas têm argumentado que o especismo é uma forma de preconceito análoga ao racismo ou ao sexismo.