A psicologia do especismo: como privilegiamos certos animais em vez de outros

Nosso relacionamento com os animais é complexo. Há alguns animais que tratamos bem, cuidamos deles como animais de estimação, damo-lhes nomes e levamo-los ao veterinário quando estão doentes. Outros, em contraste, parecem não merecer esse estatuto privilegiado; são usados como objetos para consumo humano, no comércio, em experiências como sujeitos involuntários, como equipamentos industriais ou como fontes de entretenimento. Cães valem mais do que porcos, cavalos mais do que vacas, gatos mais do que ratos e, de longe, a espécie mais digna de todas é a nossa. Filósofas e filósofos têm-se referido a esse fenômeno de discriminar indivíduos com base na sua pertença a uma espécie como especismo (Singer, 1975). Algumas pessoas têm argumentado que o especismo é uma forma de preconceito análoga ao racismo ou ao sexismo.

Alimentar o Elefante

Durante mais de 18 anos, o empresário Justin Hall-Tipping guardou em sua carteira uma fotografia de uma menina. A fotografia, recortada de um jornal, foi tirada durante uma grave seca no Sudão. A menina estava morrendo de sede. Durante a sua palestra TED em julho de 2011, na qual descreveu os esforços da sua empresa…

Limitações do paroquialismo

Em “Quanto Custa Salvar uma Vida” [Pt. “A Vida Que Podemos Salvar”], Peter Singer identifica o paroquialismo como uma das várias barreiras que impedem as pessoas de dar dinheiro a quem vive em pobreza extrema – especificamente, a preferência por partilhar recursos em primeiro lugar com as pessoas que vivem em sua proximidade geográfica. De…