Equívocos sobre o altruísmo eficaz

Por Benjamin Todd (80,000 Hours)

Altruísmo Eficaz, quais são os maiores equívocos? (Arte digital: José Oliveira | Fotografias: Pixabay)

O altruísmo eficaz é geralmente mal compreendido, mesmo entre os seus defensores.

Um artigo recente – The Definition of Effective Altruism [A definição de Altruísmo Eficaz] de Will MacAskill – enumera alguns dos equívocos mais comuns.[1] Destina-se a filósofos académicos, mas funciona como um resumo geral.

Em suma, o altruísmo eficaz é visto comummente como algo relacionado com a obrigação moral de doar tanto dinheiro quanto possível a instituições de caridade globais comprovadamente eficazes na luta contra a pobreza, ou outras formas mensuráveis ​​de causar impacto a curto prazo.

Na verdade, o altruísmo eficaz não se trata de qualquer maneira específica de fazer o bem.

Em vez disso, a ideia central é que algumas maneiras de contribuir para o bem comum são muito mais eficazes do que o normal. Por outras palavras, “o melhor” é muito melhor do que “bastante bom” e que procurar o melhor irá permitir que tenhamos muito mais impacto. (Se estivesse a escrever um livro acerca de negócios, diria que é o princípio “80/20”* aplicado a fazer o bem.)

No que se refere às pessoas interessadas no altruísmo eficaz e às formas específicas de fazer o bem em que se concentram na prática, doar a instituições de caridade globais de saúde é apenas uma dessas formas. Conforme explicado adiante, a maioria centra-se em questões diferentes, como procurar ajudar as gerações futuras ao reduzir os riscos catastróficos globais ou a reduzir o sofrimento animal ao acabar com a pecuária industrial.

Além disso, muitas vezes fazem-no ao trabalhar em projectos de alto risco e alto retorno, em vez de projectos comprovados, e por meio de investigação, mudança de políticas e empreendedorismo, em vez de doações.

O que une as pessoas interessadas no altruísmo eficaz é colocarem a questão – como posso contribuir da melhor forma com o tempo e o dinheiro que estou disposto a dar? – e não como respondem a essa questão.

Abaixo, apresentamos excertos do artigo do Will com mais detalhes sobre estes equívocos.

Equívoco n.º 1: O altruísmo eficaz é apenas sobre o combate à pobreza

A grande maioria da atenção dada ao altruísmo eficaz nos meios de comunicação e nas discussões críticas tem sido sobre a parte do altruísmo eficaz que é sobre o combate à pobreza. Por exemplo, Judith Lichtenberg começa o seu artigo com a pergunta: “Quanto dinheiro, tempo e esforço devemos doar para aliviar a pobreza extrema?” [2] Jennifer Rubenstein descreve o altruísmo eficaz como “um movimento social que se concentra em aliviar a pobreza”, e Iason Gabriel descreve o altruísmo eficaz como o encorajamento dos “indivíduos a fazerem o maior bem possível, normalmente contribuindo com dinheiro para as organizações de ajuda e desenvolvimento com o melhor desempenho”. [3]

Claro, é verdade que o combate à pobreza é um dos aspectos centrais daqueles que fazem parte da comunidade do altruísmo eficaz. No questionário AE de 2017, 41% de quem respondeu identificou a pobreza extrema como a sua área de causa prioritária, e algumas organizações do altruísmo eficaz, como a GiveWell, concentram-se exclusivamente no alívio da pobreza,[4] assim como algumas outras organizações do altruísmo eficaz se concentram exclusivamente no bem-estar animal,[5] ou nos riscos existenciais.[6] (Nota do editor: entre os mais empenhados ~ 40% da comunidade, apenas 14% se concentram na pobreza.)

Mas, dois aspectos centrais do altruísmo eficaz são a neutralidade face às causas e a neutralidade face aos meios: estarmos abertos, em princípio, para nos concentrarmos num problema qualquer (como saúde global, ou alterações climáticas, ou pecuária industrial) e estarmos abertos, em princípio, para usarmos qualquer meio (sem violar restrições laterais morais**) para dar resposta a esse problema. Em qualquer dos casos, o critério é exactamente qual actividade irá fazer o maior bem. A neutralidade face às causas e aos meios vem no seguimento directo dos pressupostos da maximização e do bem-estarismo imparcial. Se, quando nos concentramos numa causa em vez de outra, ou escolhemos um meio em vez de outro, pudermos fazer mais para promover o bem-estar (sem violar nenhuma restrição lateral), então alguém comprometido com o altruísmo eficaz irá fazê-lo.

E, na prática, os membros da comunidade do altruísmo eficaz apoiam muitas outras causas, incluindo a redução do sofrimento animal, a reforma da justiça criminal e a mitigação de riscos existenciais. No questionário AE de 2017, além dos 41% daqueles que responderam identificando a pobreza extrema como a sua área de causa prioritária, 19% daqueles que responderam escolheram a priorização de causas como a sua prioridade principal, 16% escolheram a IA, 14% escolheram o ambientalismo, 12% escolheram promover a racionalidade, 10% escolheram os riscos existenciais que não a IA e 10% escolheram o bem-estar animal. Estes resultados foram geralmente semelhantes aos dos questionários de 2015 e 2014: a pobreza é a área mais comum em que se concentram os indivíduos na comunidade de altruísmo eficaz, mas não o é para a maioria dos indivíduos na comunidade.

Isto reflecte-se quando olhamos para a distribuição de doações pelo Open Philanthropy Project. Em 2017, gastaram: 

  • 118 milhões de dólares (42%) em saúde global e desenvolvimento
  • 43 milhões de dólares (15%) em riscos potenciais da inteligência artificial avançada
  • 36 milhões de dólares (13%) em investigação científica (que abrange outras causas)
  • 28 milhões de dólares (10%) em biossegurança e preparação face a pandemias
  • 27 milhões de dólares (10%) em bem-estar de animais da pecuária industrial
  • 10 milhões de dólares (4%) na reforma da justiça criminal
  • 9 milhões de dólares (3%) noutros riscos catastróficos globais
  • 10 milhões de dólares (4%) noutras áreas de causas, incluindo reforma do uso da terra, política macroeconómica, política de imigração, promoção do altruísmo eficaz e melhoria de tomada de decisões

(Nota do editor: se olharmos também para os gastos de 2018-2019, a percentagem para a saúde global é menor — cerca de 32%.)

A quantia de dinheiro recebida pelos Effective Altruism Funds — em que os doadores individuais podem doar a um fundo administrado por um especialista para reatribuir financiamento dentro de uma área de causa específica — apresenta um cenário semelhante. Em 2017 recebeu: 

  • 982 000 dólares (48%) para o fundo global de saúde e desenvolvimento
  • 409 000 dólares (20%) para o fundo de bem-estar animal 
  • 363 000 dólares (18%) para o fundo do futuro a longo termo
  • 290 000 dólares (14%) para o fundo da comunidade do altruísmo eficaz

Assim, em contraste com a equiparação do altruísmo eficaz apenas com a redução da pobreza, uma descrição mais precisa seria que a comunidade de altruísmo eficaz actualmente concentra-se na pobreza extrema, na pecuária industrial e nos riscos existenciais, com um pequeno número de outras áreas de interesse.

Equívoco n.º 2: O altruísmo eficaz é inteiramente sobre doações ou sobre ganhar para dar

A maioria da atenção dos meios de comunicação concentra-se na parte do altruísmo eficaz que se concentra no altruísmo eficaz aplicado às doações, e uma percentagem significativa concentrou-se na ideia de “ganhar para dar” — que as pessoas devem seguir deliberadamente uma carreira lucrativa para serem capazes de doar uma grande proporção desses ganhos a instituições de caridade eficazes.[7]

Isto também se aplica à crítica ao altruísmo eficaz. Iason Gabriel descreveu o altruísmo eficaz como “uma filosofia e um movimento social que visa revolucionar a maneira como fazemos filantropia” e concentra a sua discussão no altruísmo eficaz e na caridade.[8] Da mesma forma, a recensão de Jennifer Rubenstein sobre o Doing Good Better e o The Most Good You Can Do destaca o aspecto ligado à caridade do movimento de altruísmo eficaz.[9]

Não há dúvida de que a filantropia é um ponto de interesse importante da comunidade de altruísmo eficaz, e a 80,000 Hours reconhece que promovemos demasiado o ganhar para dar nos nossos primeiros materiais de marketing,[10] portanto, é inteiramente razoável que um artigo se concentre nesse aspecto. Mas isso significa que um observador desprevenido poderia pensar que isto é tudo o que interessa à comunidade de altruísmo eficaz, ainda que não seja o seu único interesse.

A 80,000 Hours concentra-se totalmente em ajudar os indivíduos a usarem a sua carreira da forma mais eficaz possível. E recomendamos que apenas cerca de 15% dos licenciados altruístas que seriam felizes numa ampla variedade de carreiras devam ganhar para dar a longo termo.[11] Da mesma forma, em grande parte por causa do sucesso do movimento AE em angariar dinheiro para a filantropia, o objectivo principal do Center for Effective Altruism é encorajar as pessoas a trabalharem em causas particularmente importantes, e não a financiarem essas causas.[12] E no questionário AE de 2015, perguntou-se aos participantes: “Que tipo de carreira em geral planeia seguir?” Embora ganhar para dar fosse a resposta mais comum, recebendo 36% das respostas, 13% seleccionaram trabalhos “sem fins lucrativos”, 25% seleccionaram “investigação” e 26% seleccionaram “nenhum destes”. Parece que a maioria dos membros da comunidade do altruísmo eficaz, portanto, não planeia usar doações como a sua via principal para causar impacto.

Equívoco n.º 3: O altruísmo eficaz ignora as mudanças sistémicas

De todas as críticas ao altruísmo eficaz, a mais comum é que o altruísmo eficaz ignora as mudanças sistémicas. Por exemplo, Brian Leiter comenta que: “Sou um pouco céptico em relação a empreendimentos como o [altruísmo eficaz], pela simples razão de que a maior parte da miséria humana tem causas sistémicas, que a caridade nunca aborda, mas que as mudanças políticas podem resolver; logo, todo o dinheiro e esforço deviam ir para as reformas sistémicas e políticas”.[13] Esta objecção também é discutida por Amia Srinivasan,[14] Iason Gabriel[15] e Jennifer Rubenstein.[16]

Mas o altruísmo eficaz está claramente aberto às mudanças sistémicas tanto face aos princípios como na prática.[17] Podemos distinguir um sentido mais abrangente de um sentido mais restrito de “mudanças sistémicas”. Num sentido mais abrangente, uma mudança sistémica é qualquer tipo de mudança que envolva um investimento único para colher um benefício duradouro. No sentido mais restrito, “mudança sistémica” refere-se a uma mudança política duradoura. De qualquer maneira, a alegação frequente é que aqueles que fazem parte da comunidade do altruísmo eficaz tem o enviesamento do desejo de quantificação, longe de medidas difíceis de alcançar tais como a mudança política.[18]

É claro que o altruísmo eficaz está aberto às mudanças sistémicas em princípio: o altruísmo eficaz está comprometido com a neutralidade face às causas e a neutralidade face aos meios, por isso se melhorar o mundo de alguma maneira sistémica for o modo de agir para obter o maior bem (na expectativa, sem violar quaisquer restrições laterais), então é o melhor modo de agir na óptica do altruísmo eficaz. Acima de tudo, no entanto, os altruístas eficazes frequentemente defendem a mudança sistémica na prática, mesmo no sentido mais restrito. Uma lista incompleta de exemplos é a seguinte.[19] 

  • A mobilidade internacional da mão de obra tem sido uma área de interesse dos membros da comunidade de altruísmo eficaz desde há algum tempo. A Openborders.info, administrada por um membro da comunidade do altruísmo eficaz, reúne investigação e promove a opção de aumentos drásticos na migração de países pobres para países ricos. A Open Philanthropy fez doações nesta área, incluindo ao Center for Global Development, à Associação dos Estados Unidos para a Migração Internacional e à ImmigrationWorks. O motivo para este interesse é que uma das razões estruturais pelas quais as pessoas nos países pobres são pobres é o facto destas não se poderem mudar para países onde poderiam ser mais produtivas. Com efeito, estão a ser encarceradas no país em que nasceram pelas restrições de migração impostas em conjunto por todos os outros países. Por esta razão, há argumentos económicos de que os benefícios de uma maior liberdade de movimento através das fronteiras seriam enormes para as pessoas que vivem na pobreza.[20]
  • O Center for Election Science promove sistemas alternativos de votação, em particular votação por aprovação; é administrado por um membro da comunidade de altruísmo eficaz e recebeu uma bolsa do Open Philanthropy Project com a minha recomendação.[21]  
  • O Center for Effective Altruism tem dado aconselhamento ao Banco Mundial, à OMS, ao Department for International Development e ao Número 10 da Downing Street.
  • A lista de carreiras recomendadas da 80,000 Hours inclui política partidária, serviço público orientado para políticas e grupos de reflexão, e tem um funcionário inteiramente dedicado a aconselhar pessoas que desejam trabalhar na política e no governo na área de riscos tecnológicos.
  • A ala do bem-estar animal da comunidade de altruísmo eficaz, incluindo a Mercy for Animals e a The Humane League, teve um sucesso surpreendente ao pressionar grandes distribuidores e cadeias de fast food para que estes se comprometessem a não usar mais ovos de galinhas em gaiolas nas suas cadeias de abastecimento.
  • Organizações como o Future of Humanity Institute e o Center for the Study of Existential Risk estão a trabalhar activamente na política em torno do desenvolvimento de novas tecnologias e a aconselhar organizações como o governo dos Estados Unidos, o governo do Reino Unido e a ONU.
  • O Open Philanthropy Project concedeu inúmeras doações nas áreas de reforma do uso da terra, reforma da justiça criminal, melhoria da tomada de decisões políticas e política macroeconómica.[22]

Quando consideramos o sentido mais abrangente de mudança sistémica, então uma percentagem ainda maior de esforços da comunidade de altruísmo eficaz se concentrada nas mudanças sistémicas. Por exemplo, todos os trabalhos que tratam de riscos existenciais estão nessa categoria, assim como a concentração na investigação científica e no melhoramento da ciência (por exemplo com o encorajamento ao pré-registo de experiências).

Claro, é perfeitamente plausível que haja intervenções “sistémicas” que aqueles que fazem parte comunidade do altruísmo eficaz estejam a negligenciar. Talvez fazer campanha para criar uma lei internacional a banir a compra de recursos naturais de ditaduras seja uma actividade ainda mais eficaz do que qualquer uma das actividades actuais dos altruístas eficazes.[23] Mas esta é uma disputa interna, e não uma crítica ao altruísmo eficaz em si. Poderia afirmar-se que está na natureza da maneira de pensar daqueles que fazem parte da comunidade do altruísmo eficaz a razão dessa ideia ser negligenciada.

Mas existem explicações alternativas prontas: a probabilidade de tal campanha ter sucesso é astronomicamente baixa e, mesmo que fosse bem-sucedida, mesmo no melhor dos cenários, a mudança legal ocorreria décadas depois, quando o problema da pobreza extrema provavelmente seria, de longe, menor do que é hoje.[24] Perante isto, e dados os compromissos com as mudanças sistémicas listados acima, é difícil ver por que deveríamos pensar nisto como uma crítica ao altruísmo eficaz em si, em vez de uma simples discordância sobre as melhores maneiras de promover o bem-estar.

Equívoco n.º 4: O altruísmo eficaz não passa de utilitarismo

O altruísmo eficaz é frequentemente considerado como uma simples “renovação da marca” [rebranding] do utilitarismo ou apenas para se referir ao utilitarismo aplicado. John Gray, por exemplo, refere-se a “utilitaristas altruístas eficazes” e, na sua crítica, não distingue entre altruísmo eficaz e utilitarismo.[25] Giles Fraser afirma que a “grande ideia” do altruísmo eficaz é “encorajar uma abordagem em termos gerais utilitarista/racionalista para fazer o bem”.[26]

É verdade que o altruísmo eficaz tem algumas semelhanças com o utilitarismo: é maximizador, concentra-se principalmente na melhoria do bem-estar, muitos membros da comunidade fazem sacrifícios significativos de modo a fazer mais o bem e muitos membros da comunidade descrevem-se a si mesmos como utilitaristas.[27]

Mas isso é muito diferente de o altruísmo eficaz ser o mesmo que o utilitarismo. Ao contrário do utilitarismo, o altruísmo eficaz não defende que se deva sacrificar sempre os nossos próprios interesses se se puder beneficiar os outros numa escala maior.[28] De facto, na definição acima, o altruísmo eficaz não faz qualquer afirmação sobre quais são as obrigações de benevolência que cada pessoa tem.

Ao contrário do utilitarismo, o altruísmo eficaz não afirma que se deva sempre fazer o bem, sem importar quais sejam os meios;[29] de facto, conforme sugerido nos princípios orientadores, há uma forte norma comunitária contra o raciocínio de que os “fins justificam os meios”. Isto é fortemente enfatizado, por exemplo, numa publicação do blog 80,000 Hours feita por mim e pelo Ben Todd.[30]

Finalmente, ao contrário do utilitarismo, o altruísmo eficaz não defende que o bem é igual à soma total do bem-estar. Conforme observado acima, é compatível com o igualitarismo, o prioritarismo e, porque não afirma que o bem-estar é a única coisa de valor, é compatível com visões nas quais bens não-bem-estaristas têm valor.[31]

No geral, muitos pontos de vista morais plausíveis implicam que existe uma razão, até um certo ponto, para promover o bem e que melhorar o bem-estar tem valor moral.[32] Se uma visão moral apoia essas duas ideias, então o altruísmo eficaz faz parte de uma vida moralmente boa.

Se estiver interessado em saber como se define o altruísmo eficaz, pode ler o artigo inteiro.

Se gostaria de ver mais investigações académicas sobre o altruísmo eficaz, consulte as publicações do Global Priorities Institute.


Notas e referências 

[1] MacAskill, W., 2019. The Definition of Effective Altruism. Effective Altruism: Philosophical Issues, 2016 (7), p.10.

[2] Judith Lichtenberg, “Peter Singer’s Extremely Altruistic Herirs”, The New Republic (30 de Novembro de 2015).

[3] Iason Gabriel, “Effective Altruism and Its Critics”, Journal Applied Philosophy, vol. 34 (2017), pp. 457-473.

[4] McGeoch e Hurford, “EA Survey 2017 Series”.

[5] Por exemplo, a Animal Charity Evaluators (ACE).

[6] Por exemplo, a Berkeley Existential Risk Initiative (BERI).

[7] Por exemplo, veja Lisa Herzog, “Can «Effective Altruism» Really Change the World?”, openDemocracy (22 de Fevereiro de 2016); Jennifer Rubenstein, “The Logic of Effective Altruism”, Boston Review (1 de Julho de 2015); Sam Earle e Rupert Read, “Why «Effective Altruism» Is Ineffective: the Case of Refugees”, Ecologist (5 de Abril de 2016).
O meu próprio artigo a defender esta posição é “Replaceability, Career Choice, and Making a Difference”.

[8] Iason Gabriel, “Effective Altruism and Its Critics”, Journal Applied Philosophy, vol. 34 (2017), pp. 457-473.

[9] Jennifer Rubenstein, “The Lessons of Effective Altruism”, Ethics & International Affairs, vol. 30 (2016), pp. 511-526.

[10] “Our Mistakes”, 80,000 Hours.

[11] “80,000 Hours Thinks that Only a Small Proportion of People Should Earn to Give Long Term”, 80,000 Hours (6 de Julho de 2015).

[12] Larissa Hesketh-Rowe, “CEA’s 2017 Review and 2018 Plans”, Center for Effective Altruism (18 de Dezembro de 2017).

[13] Brian Leiter, “Effective Altruist Philosophers”, Leiter Reports (22 de Junho de 2015).

[14] “Stop the Robot Apocalypse”, London Review of Books, vol. 37 (24 de Setembro de 2015), pp. 3-6.

[15] Iason Gabriel, “Effective Altruism and Its Critics”, Journal Applied Philosophy, vol. 34 (2017), pp. 457-473.

[16] Jennifer Rubenstein, “The Lessons of Effective Altruism”. Outros exemplos dessa crítica incluem Herzog, “Can «Effective Altruism» Really Change the World?”; Mathew Snow, “Against Charity”, Jacobin (25 de Agosto de 2015); Earle e Read, “Why «Effective Altruism» Is Ineffective”.

[17] Para uma discussão mais aprofundada deste assunto, consulte Berkey, “The Institutional Critique of Effective Altruism”.

[18] Emily Clough, “Effective Altruism’s Political Blind Spot”, Boston Review (14 de Julho de 2015).

[19] Para uma discussão mais aprofundada, consulte Robert Wiblin, “Effective Altruists Love Systemic Change”, 80,000 Hours (8 de Julho de 2015).

[20] Para uma discussão mais aprofundada, consulte Robert Wiblin, “Effective Altruists Love Systemic Change”, 80,000 Hours (8 de Julho de 2015).

[21] Veja esta introdução à teoria da votação por um membro do conselho do Center for Election Science: Jameson Quinn, “A Voting Theory Primer for Rationalists”, Less Wrong (12 de Abril de 2018).

[22] Veja aqui.

[23] Iason Gabriel, “Effective Altruism and Its Critics”, Journal Applied Philosophy, vol. 34 (2017), pp. 457-473.

[24] A pobreza diminuiu drasticamente nos últimos dois séculos e devemos esperar que essa tendência continue. Veja Max Roser e Esteban Ortiz-Ospina, “Global Extreme Poverty”, Our World in Data.

[25] John Gray, “How & How not to Be Good”, The New York Review of Books (21 de Maio de 2015).

[26] Giles Fraser, “It’s Called Effective Altruism—But is it Really the Best Way to Do Good?”, The Guardian (23 de Novembro de 2017); Marko Bakić, “How Is Effective Altruism Related to Utilitarianism?”, Quora (30 de Dezembro de 2015) (“EA is a particular flavor of utilitarianism”); Iason Gabriel, “The Logic of Effective Altruism” , Boston Review (6 de Julho de 2015); Catherin Tumber, “The Logic of Effective Altruism”, Boston Review (1 de Julho de 2015).

[27] No questionário do altruísmo eficaz de 2017, 52,8% daqueles que responderam escolheram “utilitarismo” em resposta à pergunta “Para qual filosofia moral, se houver alguma, se inclina?” Além disso, 12,6% escolheram “consequencialismo (e NÃO utilitarismo)”, 5,2% escolheram “ética das virtudes”, 3,9% escolheram “deontologia” e 25,5% escolheram “sem opinião ou não estou familiarizado com esses termos”. Como ressalva, no entanto, não é claro até que ponto aqueles que responderam entenderam esses termos. Por exemplo, numa conversa, fiquei a saber que um daqueles que responderam pensava que o utilitarismo se referia a qualquer teoria moral que pudesse ser representada por uma função de utilidade.

[28] Sobre a objecção à demasiada exigência do utilitarismo, ver “The Demandingness of Morality: Toward a Reflective Equilibrium”, de Brian Berkey. Philosophical Studies 173 (11): 3015-3035 (2016).

[29] Sobre utilitarismo e restrições, ver Shelly Kagan, The Limits of Morality, Nova York: Oxford University Press, 1989.

[30] Benjamin Todd e Will MacAskill, “Is it Ever Okay to Take a Harmful Job in Order to Do More Good? An In-depth Analysis”, 80,000 Hours (Agosto de 2017).

[31] Ver Derek Parfit, “Equality and Priority”, Ratio, vol. 10 (1997), pp. 202-221; Larry Temkin, Inequality, New York: Oxford University Press, 1993; Thomas Hurka, Perfectionism, New York: Oxford University Press, 1996.

[32] Shelly Kagan, Normative Ethics, Boulder, Colorado: Westview Press, 1998, cap. 2; David Ross, The Right and the Good, Oxford: Oxford University Press, 1930, cap. 2.


* N. dos T. também conhecido como Princípio de Pareto: aplica-se por exemplo a uma regra de ouro comum em negócios “80% das suas vendas vêm de 20% dos seus clientes”.

** N. dos T. Cf. Robert Nozick “Anarquia, Estado e Utopia” (1974) sobre restrições laterais morais: “Os indivíduos têm direitos e existem coisas que nenhuma pessoa ou grupo lhes pode fazer (sem violar os seus direitos)”.


Publicado originalmente por Benjamin Todd na 80,000 Hours, a 20 de Agosto de 2020.

Tradução de Rosa Costa e de José Oliveira.

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