Quanto Custa Salvar Uma Vida? de Peter Singer

Capa de

Capa de “Quanto Custa Salvar uma Vida” | Editora Elsevier

 Um tapa na cara. Essa é a sensação que um leitor desavisado pode ter ao ler as primeiras páginas do livro de Peter Singer.  O autor, filósofo australiano, considerado pela revista Time uma das cem pessoas mais influentes do mundo, já havia ganho notoriedade mundial por sua luta pelos direitos dos animais e neste livro aborda outra problemática tão urgente e negligenciada quanto a primeira: a pobreza extrema em escala global.

A edição brasileira do livro foi publicada pela Editora Campus-Elsevier, que se comprometeu a dedicar 5% do faturamento das vendas para o Instituto Criança. Em Portugal, sob o título  “A Vida Que Podemos Salvar” o livro pode ser adquirido pela Editora Gradiva.  Já quem prefere ler no original “The Life You Can Save“, este pode ser facilmente adquirido pela Amazon.

 

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Capa de “A Vida Que Podemos Salvar” | Editora Gradiva

 

O livro começa com uma provocação: a analogia da Criança se Afogando que Peter Singer usa em seu curso de Ética na Universidade de Princeton (veja o dilema proposto também nesse outro texto). Ele demonstra a seguir que existem milhares de “crianças se afogando” ou seja, vidas se perdendo, morrendo de fome e doenças curáveis graças à condição de pobreza. Apesar do quadro assustador o autor fornece um plano simples de como cada um de nós pode combater esta situação e ainda nos encurrala rebatendo com maestria cada um dos argumentos possíveis que poderíamos inventar para não ajudar.

A parte animadora é que esse plano é bem mais realista e de fácil execução do que poderíamos imaginar. O argumento de Peter Singer não sugere que devamos largar vida e família e tudo que temos, para cuidar dos necessitados, mas sim que existe uma obrigação moral em ajudar justamente porque o custo dessa ajuda é individualmente muito baixo. Diante desta obrigação, o livro guia o leitor nos caminhos do altruísmo eficaz.

Outra boa notícia é que o autor ainda prova com dados reais que erradicar a pobreza global não é um desafio tão monstruoso assim. O número de pessoas vivendo em pobreza extrema ou seja, vivendo com menos de 1,25 dólares por dia, ainda é grande, mas tem diminuído drasticamente e consistentemente há mais de dois séculos, graças ao esforço de muitas pessoas capazes e bem intencionadas. Por fim o livro é acima de tudo um convite: aqueles que estão vivos hoje têm a oportunidade sem igual de ser a geração que pode erradicar a pobreza extrema deste planeta.


Texto de Thiago Tamosauskas. Revisão José Oliveira.

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