Preocupámo-nos com a sobrepopulação durante séculos. E estivemos sempre errados.

Por Kelsey Piper (Vox)

sobrepopulação.fx

Vamos ser pessoas a mais para o mundo aguentar? (Arte digital: José Oliveira | Fotografias: Pixabay)

Explicação das tendências populacionais da Terra.

Durante quase toda a história humana, não têm existido assim tantos de nós. Por volta do ano zero, estima-se que a população da Terra fosse de 190 milhões. Mil anos depois, provavelmente seria cerca de 250 milhões.

Então, deu-se a Revolução Industrial, e a população humana entrou em aceleração. Levou centenas de milhares de anos para os seres humanos atingirem o patamar de mil milhões [Br. 1 bilião], em 1800. Adicionámos o milhar de milhão [Br. 1 bilião] seguinte em 1928. Em 1960, atingimos os 3 mil milhões [Br. 3 biliões]. Em 1975, os 4 mil milhões [Br. 4 biliões].

Parece-se que nos estamos a encaminhar para um apocalipse de sobrepopulação, certo? Para muitos demógrafos, futuristas e escritores de ficção científica do meio do século, isso certamente parecia antecipar um. Estendendo a linha do tempo, estes viram um futuro de pesadelo para a humanidade: civilizações humanas constantemente prestes a morrer de fome, desesperadamente amontoadas sob condições horrendas, leis draconianas de controlo populacional impostas em todo o mundo.

O biólogo de Stanford, Paul Ehrlich, escreveu no seu livro best-seller de 1968, The Population Bomb, “Nos anos 1970, centenas de milhões de pessoas morrerão à fome” por causa da sobrepopulação. (As edições posteriores modificaram a frase para “Nos anos 1980”.)

Nada disso aconteceu.

O mundo em que vivemos agora, apesar de se aproximar de uma população de quase 8 mil milhões [Br. 8 biliões], não se parece quase nada com o que os pessimistas anteciparam. Começando no século XIX na Grã-Bretanha e alcançando a maior parte do mundo até ao final do século XX, as taxas de natalidade caíram abruptamente — principalmente por causa da educação das mulheres e do acesso à contracepção, e não devido a leis populacionais draconianas.

Nas sociedades ricas em que as mulheres têm oportunidades fora de casa, o tamanho médio da família é pequeno; na verdade, está abaixo do nível de substituição (ou seja, em média, cada conjunto de dois pais tem menos de dois filhos, portanto a população diminui ao longo do tempo). Chama-se transição demográfica e é um dos fenómenos mais importantes para entender as tendências no desenvolvimento global.

Ainda se debate bastante entre os investigadores de populações sobre a extensão da mudança radical nas tendências populacionais. Os investigadores discordam quanto ao facto das populações globais estarem ou não no rumo certo para começarem a diminuir em meados do século. Também há divergências sobre qual seria o número ideal para a população global ou se é moralmente aceitável tentar atingir esse número.

Enquanto a investigação académica procura resolver essas questões, é importante ser claro sobre aquilo que é consensual entre os investigadores. Em todo o mundo, as taxas de natalidade estão a diminuir rapidamente. O crescimento da população mundial diminuiu desde os anos 1960, e a população mundial irá certamente começar a diminuir. O mundo com certeza não está, como às vezes se afirma, a caminho de ter 14 mil milhões [Br. 14 biliões] de pessoas até 2100.

As nossas projecções sobre populações são usadas para fazer políticas globais de saúde e desenvolvimento. Estas são críticas para o planeamento, especialmente em relação às mudanças climáticas. O receio de sobrepopulação às vezes transforma-se em hostilidade face aos imigrantes, face àqueles que optam por ter famílias numerosas e face a países numa fase inicial da sua transição populacional. Ter uma conversa informada sobre população é crucial para que possamos encontrar uma solução correcta para o futuro da humanidade.

Como é que descobrimos tendências populacionais

Existem cerca de 7,7 mil milhões [Br. 7,7 biliões] de pessoas vivas hoje. Mas esse número não é tão exacto quanto se possa imaginar.

Para se entender porquê, basta pensar no censo dos EUA. O governo federal é obrigado pela Constituição a realizar uma contagem da sua população a cada 10 anos. É um país grande e industrializado, com tecnologia moderna e muitos recursos. Em 2010, estima-se que a nossa contagem de mais de 300 milhões de habitantes falhasse por apenas 36 000 pessoas — ou apenas 0,01%. Isso seria muito bom (se a estimativa dos erros, por parte dos investigadores, for confiável)! Mas essa contagem geral razoável esconde alguns erros maiores: a mesma análise estima que a população negra ficou aquém na contagem em 2%.

Em muitas partes do mundo, os dados populacionais são muito menos confiáveis. Os países podem ter incentivos para sobrestimar (digamos, em regiões que competem para demonstrar a maior necessidade de ajuda) e subestimar as suas populações (talvez para desfavorecer um grupo minoritário de que não se gosta). Mesmo sem nenhum esforço para manipular os números, é caro e difícil calcular populações com precisão.

Se calcular populações é difícil, calcular tendências populacionais é muito mais. Os demógrafos que calcularam uma trajectória de crescimento extremamente rápida e ruinosa estavam errados, mas como é que poderiam saber que a tendência que estavam a observar estava prestes a reverter?

Hoje, ainda é difícil calcular com confiança o tamanho das populações. Mas algumas organizações e instituições saíram-se surpreendentemente bem.

As Nações Unidas publicam anualmente uma estimativa da tendência populacional mais provável e depois cenários de “alta” e “baixa” fertilidade. Esses relatórios revelaram-se surpreendentemente precisos.

Como a ONU tem feito projecções populacionais desde 1950, e como publica revisões e correcções dessas projecções ao longo do tempo, podemos comparar as suas estimativas iniciais com as revisões e correcções. O investigador Nico Keilman fez isso e descobriu que a ONU tem um histórico impressionantemente preciso em previsões populacionais. As suas estimativas da população mundial em 1990, publicadas em 1950, falharam por cerca de 12%.

Melhoraram rapidamente: em 1960, essas estimativas falharam por apenas cerca de 2%. Desde então, a ONU tem determinado com precisão as taxas de crescimento da população mundial. Aqui está um gráfico do crescimento real da população ao longo do tempo, comparado com o crescimento da população como a ONU o projectou:

G1(sobrepopulação)

Assim, até aos dias de hoje, a ONU tem sido altamente confiável na previsão das tendências da população mundial. A sua previsão agora é que a população mundial continuará a aumentar até 2100, altura em que atingirá o pico de 11,2 mil milhões [Br. 11,2 biliões] e começará então a diminuir.

Alguns especialistas não acreditam nas estimativas da ONU

No entanto, têm os seus críticos. Outros analistas argumentaram que a fertilidade na verdade cairá mais dramaticamente do que nas estimativas da ONU, mesmo nos seus “cenários de baixa fertilidade”. Um desses críticos é o académico norueguês Jorgan Randers, que estuda estratégia climática. “A população mundial nunca alcançará os nove mil milhões [Br. 9 biliões] de pessoas”, afirmou. “Atingirá o pico de 8 mil milhões [Br. 8 biliões] em 2040 e depois diminuirá”.

Os demógrafos do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados de Viena concordam: estimaram que a população irá  estabilizar em meados do século e depois diminuirá. Esses modelos prevêem que a fertilidade nos países de baixos rendimentos caia mais rapidamente do que as projecções feitas pelas Nações Unidas.

Algumas das diferenças são simplesmente metodológicas. A forma como se faz o modelo dos países de mais rápido crescimento tem um enorme impacto nos resultados dos modelos da população mundial, por isso as pequenas diferenças nas expectativas nesses países podem mudar significativamente os resultados gerais.

Mas grande parte das diferenças nas projecções pode estar enraizada no desacordo sobre outra questão: quantas pessoas pode o mundo aguentar. Os adeptos dos modelos de população mais baixa costumam chamar “apocalípticas” às projecções da ONU — temendo que estas tornem impossível a gestão das mudanças climáticas. O demógrafo Wolfram Lutz caracterizou o modelo da ONU como o modelo da “explosão populacional” (apesar de projectar uma população que estabiliza e começa a diminuir). Muitos deles afastaram-se do que consideram modelos excessivamente “pessimistas”, aproximando-se de modelos que projectam uma diminuição muito mais rápido da população humana.

Os desafios que os pessimistas antecipam não são imaginários. É claro que, com a nossa tecnologia actual, não sabemos como proporcionar, de forma sustentada, um bom padrão de vida a 11 mil milhões [Br. 11 biliões] de pessoas. Mas a tecnologia — incluindo a tecnologia verde e sustentável — tem vindo a melhorar rapidamente desde há muito tempo. O ano 2100 é daqui a mais de 80 anos e quase toda a tecnologia que temos hoje para tornar a civilização sustentável, há 80 anos, soaria a ficção científica delirante.

Uma população global que chegue aos 11 mil milhões [Br. 11 biliões] não é necessariamente um apocalipse ou razão para pessimismo, mas apresenta desafios que precisaremos enfrentar.

Embora a ONU mereça muito crédito pela sua precisão até agora, o desempenho passado obviamente não é garantia de precisão futura. Há a possibilidade das suas estimativas virem a estar erradas no futuro — em qualquer das direcções.

É bastante simples prever com precisão a população daqui a 20 anos, assumindo apenas que as tendências actuais continuarão. É muito mais difícil prever mudanças de hábitos em todo o mundo. Se, por exemplo, as mudanças climáticas levarem os países desenvolvidos à pobreza e levarem novamente ao crescimento das suas taxas de natalidade, as estimativas estão mal preparadas para ter isso em conta. Por outro lado, se forem desenvolvidos contraceptivos mais confiáveis e com isso praticamente deixe de haver gravidezes indesejadas em todo o mundo, a taxa de natalidade poderá cair muito mais rapidamente do que o previsto.

No entanto, essa discordância encobre muita concordância. Randers pode chamar “apocalípticas” às estimativas da ONU, mas estas são incrivelmente optimistas em comparação com as estimativas de meados do século. Neste momento todos concordam que, sem medidas totalitárias ou coercivas, as populações começarão a diminuir; o grande desacordo é simplesmente acerca do momento em que isso irá acontecer.

Não era de todo óbvio que o mundo acabaria por ficar assim, e é tremendamente significativo que isso tenha acontecido. Isso implica tanto coisas boas — que controlos coercivos da população nunca serão necessários — como coisas preocupantes, como o envelhecimento das sociedades e a diminuição da mão de obra. Mas, no geral, estamos muito melhor posicionados para o crescimento sustentável do que parecia em 1950, e o motivo é a queda das taxas de natalidade nos países ricos.

Explicação da transição demográfica

A coisa importante que sabemos agora sobre populações que não era clara em meados do século XX é algo chamado de “transição demográfica”. Na sua forma mais simples, é o princípio de que, quando as sociedades ficam ricas e a mortalidade infantil diminui, as pessoas começam tendencialmente a ter menos filhos.

A ligação entre sociedades a enriquecer e pessoas a desejar famílias menores é bastante directa. Nas sociedades mais ricas, as pessoas não precisam que os seus filhos trabalhem e sustentem a família, e geralmente investem dinheiro e outros recursos nos seus filhos, para lhes dar a melhor probabilidade possível de uma vida decente.

A ligação entre a diminuição na mortalidade infantil e o desejo de ter famílias menores é menos óbvia. De facto, no início, quando a mortalidade infantil diminui, a população dispara, pois as pessoas continuam a ter muitos filhos, mas sobrevivem mais até à idade adulta.

Isso produz um crescimento rápido da população. Esse era o estado do mundo na década de 1960, e algumas partes do mundo ainda estão agora nesse estado. Mas depois, as taxas gerais de crescimento começaram a cair.

Vamos parar aqui e explorar um pouco a questão. Os demógrafos pensam que este processo ocorre em cinco fases. Primeiro, a taxa de natalidade é alta, mas as taxas de mortalidade também, e a população é baixa, mas estável (quando a mortalidade infantil é alta, as pessoas têm muitos filhos para reduzir o grau de incerteza). Depois, na segunda fase, a tecnologia ajuda um número maior de crianças a sobreviver até à idade adulta. A taxa de natalidade permanece alta e a população cresce rapidamente: durante uma ou duas gerações.

Na terceira fase, as taxas de natalidade começam a diminuir, impulsionadas pelo aumento da certeza quanto à sobrevivência das crianças, os direitos das mulheres, a dinâmica das economias ricas (onde as crianças já não são consideradas um activo económico) e outros factores. Na quarta fase, as taxas de natalidade caem e a população estabiliza. É um pouco incerto o que acontece a seguir (na quinta fase): as populações podem encolher devido à reprodução abaixo do nível da substituição, estabilizar ou crescer lentamente.

G2(sobrepopulação)

Qual é a aparência dessa transição demográfica em acção? Nos EUA, em 1900, a mulher média teve 3,85 filhos e 0,89 crianças morreram antes dos 5 anos (a taxa de mortalidade infantil foi de 20%), sobrevivendo em média três crianças. Hoje, a mulher média tem 1,9 filhos, com uma taxa de mortalidade infantil de 0,7%.

As pessoas pensavam que o fim da mortalidade infantil levaria a um aumento dramático nas populações do mundo, e isso ocorre na Fase 2 do gráfico acima, onde as taxas de mortalidade diminuem e a taxa de natalidade permanece alta. Mas, em todos os países estudados, a taxa de natalidade acaba também por diminuir.

Algumas das melhores investigações sobre a transição demográfica foram publicadas em 1989 pelos investigadores britânicos Anthony Wrigley e Roger Schofield. Como o primeiro país a ter a Revolução Industrial, a Grã-Bretanha foi a primeira a ter a transição demográfica. Devido à igreja do estado, a Grã-Bretanha também teve registos extraordinariamente bons da ocorrência de nascimentos e mortes.

Aqui está a aparência da transição demográfica na Grã-Bretanha:

G3(sobrepopulação)

Hoje, a maioria dos países desenvolvidos uniram-se à Grã-Bretanha na extremidade direita deste gráfico, com baixas taxas de natalidade e baixas taxas de mortalidade. Outros países, como o Níger e o Mali, ainda estão na fase intermédia, onde as taxas de mortalidade estão a diminuir, mas as taxas de natalidade ainda não seguiram o exemplo.

Isso contribui para uma tendência global geral de uma população que ainda está a aumentar, mas está a aumentar mais lentamente que nunca.

É uma realidade que ainda não penetrou a consciência pública. As conversas públicas ainda são frequentemente consumidas pelo medo de que a população esteja a ir além daquilo que o mundo pode suportar.

O popular livro ambientalista de 2013, Ten Billion, relata números ainda crescentes de população sem discutir as tendências subjacentes de estabilização e diminuição, e conclui: “De qualquer perspectiva, um planeta de 10 mil milhões [Br. 10 biliões] parece um pesadelo.” Excertos amplamente publicados não mencionam que se espera que a população comece a diminuir novamente antes ou logo depois de se alcançar esse marco de “pesadelo”.

Os artigos sobre crescimento populacional às vezes mencionam quando esperamos atingir os 9 ou 10 mil milhões [Br. 9 ou 10 biliões] e depois perguntam: “Então é hora de todos os países recorrerem a um controlo drástico de populações para sustentar a vida na Terra, ou isso é uma violação dos direitos humanos, quaisquer que sejam as consequências?” sem mencionar que se espera que as populações diminuam por si mesmas, sem ser necessário a coerção.

É um medo que às vezes tem componentes raciais e xenófobas: os nacionalistas brancos europeus espalham o pânico face à diminuição da taxa de natalidade dos brancos, enquanto outros expressam o medo de que as populações pobres, ainda em crescimento, ultrapassem as populações ricas. Mas a taxa de natalidade também está a diminuir nos países pobres e parece provável que continue assim, à medida que se tornam rapidamente mais ricos. A tendência que chegou primeiro à Europa, desde então varreu o resto do mundo e não mostra sinais de paragem.

Apelos para não ter filhos ou ter poucos, para combater as mudanças climáticas, são comuns, com figuras proeminentes como Miley Cyrus e o Príncipe Harry a apoia-las. Frequentemente, o que está por trás desse pressuposto é que estamos num caminho descontrolado para uma população explosiva. Isso ignora alguns factos importantes sobre as tendências populacionais: Primeiro, a população diminuirá, mesmo que todos os que desejem ter filhos os tenham.

Segundo, opormo-nos às crianças não é uma boa maneira de combater as mudanças climáticas. Como Lyman Stone escreveu para a Vox, são necessárias grandes mudanças na forma como o mundo desenvolvido produz energia, e estas importam muito mais do que a população. “Reduzir a intensidade carbónica dos EUA em cerca de um terço, para o nível de hoje da Alemanha, uma superpotência industrial, tem um efeito maior do que impedir a existência de 100 milhões de americanos”, argumentou Stone.

Por outras palavras, se não fizermos a transição para melhores fontes de energia, estaremos condenados, independentemente da medida em que reduzimos os nossos números e, se o fizermos, poderíamos até sustentar uma população significativamente maior.

O que achamos que sabemos sobre o crescimento populacional no próximo século

Há muita concordância entre a ONU e os seus críticos quando se trata de previsões populacionais. Ambos os lados concordam que as taxas de fertilidade diminuem à medida que os países ficam mais ricos e que mesmo os países mais pobres do mundo estão rapidamente a ficar mais ricos. Ambos concordam que a população atingirá um pico e começará a diminuir.

Ambos concordam que ainda não estamos no pico, mas que a população da Terra nunca mais se duplicará, excepto caso suceda uma dramática mudança tecnológica ou cultural que mude radicalmente a maneira como os seres humanos vivem. Sob uma ampla gama de estimativas, as taxas de natalidade permanecerão abaixo da substituição nos países ricos, e os países pobres continuarão a ficar mais ricos e a ter padrões de fertilidade mais semelhantes aos dos países ricos.

Quanto às discordâncias, estas serão resolvidas em breve pelos dados do mundo real. Sobre a estimativa principal da ONU de como essas tendências continuarão no futuro, esta assume que essas tendências continuarão aproximadamente no mesmo ritmo que nas últimas décadas.

Aqui estão as previsões populacionais de 2019 da ONU:

G4(sobrepopulação)

As linhas vermelhas reflectem as trajectórias previstas pela ONU; a ONU tem uma confiança de 95% de que a população ficará entre as duas linhas vermelhas pontilhadas. O lado inferior do intervalo de confiança de 95% ilustra a população global a atingir o pico em 2070 e a cair lentamente a partir daí; o lado superior ilustra a população a  aproximar-se dos 13 mil milhões [Br. 13 biliões] e ainda a aumentar em 2100.

As linhas azuis reflectem a projecção da ONU de como os números da população seriam abalados se a taxa de natalidade fosse maior ou menor do que 0,5 crianças. A taxa de natalidade global total é hoje de 2,4 nascimentos por mulher. A linha azul inferior está mais próxima da trajectória defendida pelos investigadores europeus que consideram a ONU pessimista; mostra a população a atingir o pico por volta de 2050 e a diminuir a partir daí.

Sob as estimativas principais da ONU, a população global irá crescer pelo resto deste século, mas lentamente, e este será o último século com uma população crescente. A ONU tem um histórico impressionante nesta área, mas alguns grupos de análise europeus pensam que a ONU está a calcular uma fertilidade maior do que seria realista e que os números da população diminuirão muito mais cedo. Até 2030 deverá ficar claro quem está correto.


Publicado originalmente por Kelsey Piper na Vox, a 20 de Agosto de 2019.

Tradução de Luís Campos. Revisão de José Oliveira.

Botao-assineBoletim

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s