História de Sucesso: Fistula Foundation

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Habiba-Niger

Habiba

Habiba se casou aos 16 anos e logo depois ficou grávida de seu primeiro filho. Como a maioria das mulheres na Nígeria, ela fez o parto em casa. Habiba suportou dois dias de trabalho de parto doloroso, obstruído e acabou por ser enviada em uma carroça para o hospital mais próximo. Quando foi realizada a cesariana, Habiba já estava em trabalho de parto há quatro dias. Seu bebê não sobreviveu. Enquanto se recuperava no hospital, Habiba percebeu que estava vazando urina; os dias de trabalho de parto obstruído tinham originado uma fístula. Quando seu marido soube de sua condição, mandou dizer que ela não podia mais voltar para sua casa.

Desolada e ferida, Habiba foi morar com seus pais. Sua depressão cresceu à medida que a sua fístula a impedia de ver os amigos ou de se aventurar para longe de casa. Ela temia que nunca mais iria encontrar um outro marido ou ter filhos.

Em agosto de 2011, Habiba foi alvo de uma cirurgia de fístula bem sucedida, providenciada pela parceira da The Fistula Foundation, a Worldwide Fistula Fund, que dirige um centro dedicado à fístula em Danja, na Nigéria. Quando voltou para Danja, para o exame médico decorridos seis meses, Habiba usava o vestido cerimonial que recebera do Worldwide Fistula Found depois da sua cirurgia. Ela ainda tem várias preocupações sobre o seu futuro, mas a incontinência urinária já não é uma barreira para viver sua vida. Antes de deixar a clínica, Habiba virou-se para os seus médicos, sorriu, e proferiu palavras que lhe eram estranhas nos seis meses anteriores: “Estou feliz”.

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A Fístula obstétrica é mais comum entre as mulheres que vivem em países subdesenvolvidos e que dão à luz sem qualquer ajuda médica. Se o parto de uma mulher ficar obstruído, ela pode permanecer com dores terríveis durante seis ou sete dias antes do bebê finalmente ser retirado. No trabalho de parto obstruído os tecidos moles entre a cabeça do bebê e o osso pélvico são comprimidos e não recebem o fluxo sanguíneo adequado. A falta de fluxo sanguíneo faz com que esse tecido delicado morra, e onde ele morre, criam-se buracos entre a bexiga da mãe e/ou reto e a sua vagina. Este buraco é chamada de fístula obstétrica, o que torna a mãe incontinente. O bebê provavelmente morre e a mãe é muitas vezes rejeitada por seu marido e forçada a sair de sua aldeia devido à sua incontinência.

Enquanto 450 dólares não seria o suficiente para pagar uma noite na maioria dos hospitais nos Estados Unidos, é normalmente o suficiente para fornecer a uma mulher em situação de pobreza a cirurgia reparadora de fístula, cuidados pós-operatórios e reabilitação física. Um milhão de mulheres sofre de fístula obstétrica, mas menos de 20 000 mulheres são tratadas por ano.

A Fistula Foundation foi fundada em 2000 e agora apoia o tratamento da fístula em 38 locais de 19 países em dois continentes, África e Ásia. A Fistula Foundation fornece mais cirurgias de fístula obstétrica globalmente do que qualquer outra organização no mundo que não esteja recebendo financiamento do governo. 80% dos recursos captados pela Fistula Foundation vão diretamente para seus programas. A Fundação gere o seu negócio concentrando-se em eficiência e produtividade; fazem todo o esforço para maximizar os fundos que enviam para os seus parceiros no terreno, porque é lá que as vidas são mudadas.

A Fistula Foundation dedica-se a acabar com o sofrimento causado pela lesão de parto, a fístula obstétrica. Acreditam que nenhuma mulher deveria sofrer uma vida de vergonha e isolamento por tentar trazer uma criança ao mundo.

Leia mais em www.fistulafoundation.org


Artigo originalmente postado por Amy Schwimmer no blogue da TLYCS (em 11 de maio de 2014).

Tradução de Thiago Tamosauskas. Revisão de José Oliveira.


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