Senciência nos invertebrados: um recurso empírico útil

Por Jason Schukraft (EA Forum)

invertebrados

Será que os invertebrados sentem dor ou prazer? (Arte digital: José Oliveira | Fotografias: Pixabay)

Sumário executivo

A Rethink Priorities [Repensar Prioridades] fez a revisão da literatura científica relevante para a senciência dos invertebrados. Selecionamos 53 características potencialmente indicativas da capacidade de experiência validada e examinamos o grau em que essas características são encontradas em 18 táxons biológicos representativos. Esses dados foram compilados em um banco de dados facilmente classificável, que permitirá às organizações de bem-estar animal avaliar melhor a probabilidade de (várias espécies de) invertebrados terem capacidade de ter experiências validadas. Este ensaio detalha o que fizemos, as razões e os pontos fortes e fracos da nossa abordagem.

Visão Geral do Projeto

Este post é o segundo de nossa série sobre bem-estar de invertebrados[1]. No primeiro post, examinamos algumas dificuldades filosóficas inerentes à detecção de dor e prazer moralmente significativos em não-humanos. Nos terceiro, quarto e quinto posts, explicamos em detalhe as características que acreditamos serem mais relevantes para avaliar a senciência dos invertebrados. Nos sexto, sétimo e oitavo posts, apresentamos o nosso resumo das descobertas, tanto na forma narrativa como em um banco de dados interativo. No próximo trabalho (a ser publicado no final de julho), analisamos até que ponto o bem-estar dos invertebrados é uma área de intervenção promissora.

Damos ênfase aos invertebrados por duas razões: 1) Já estamos razoavelmente confiantes de que os mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e a maioria dos peixes[2] sentem dor e prazer moralmente significativos e, portanto, devem ser incluídos em nossos cálculos morais, mas não temos certeza se animais de parentesco mais distante merecem uma preocupação semelhante e 2) O assunto do bem-estar dos invertebrados, embora recentemente venha ganhando força, tanto na literatura científica quanto na comunidade do altruísmo eficaz, parece negligenciado em relação ao grande número[3] de invertebrados com potencial de sofrimento.

Para desenvolver modelos precisos de custo-benefício que possam ser usados para alocar recursos em todo o movimento do bem-estar animal, precisamos levar a sério a possibilidade de dor e prazer nos invertebrados. Mas determinar se os invertebrados têm a capacidade de sentir dor e prazer de uma maneira moralmente significativa é uma tarefa extraordinariamente complexa e difícil. Existe uma tremenda incerteza em praticamente todos os níveis em que se pode investigar o assunto. Não esperamos concluir com grande confiança que os invertebrados sentem ou não dor e prazer moralmente significativos. Esse resultado é demasiado ambicioso. Em vez disso, o nosso objetivo é mapear claramente o problema para que possamos começar a reduzir sistematicamente as principais incertezas de uma maneira custo-eficaz.

Uma maneira fácil de melhorar as nossas crenças em relação ao bem-estar dos invertebrados é ao criar uma coleção e análises abrangentes dos estudos científicos relevantes que já existem sobre o assunto. Embora alguns estudos científicos abordem diretamente a questão da dor animal, a grande maioria dos estudos que é de algum modo relevante para o bem-estar dos invertebrados é relevante apenas tangencialmente. Por exemplo, estudos sobre a navegação de baratas e a sua memória espacial não abordam diretamente a questão do bem-estar dos invertebrados. No entanto, a capacidade de realizar certos feitos de navegação pode ser uma prova razoável de que os seres com essa capacidade são conscientes, o que é uma condição necessária para se sentir dor e prazer. Contudo, uma pesquisa por “bem-estar de invertebrados” no Google Scholar não apresenta qualquer estudo sobre a navegação de baratas. Reunir toda a literatura científica relevante em um só lugar é, portanto, uma tarefa não trivial e, até ao momento, não realizada.

A Rethink Priorities passou os últimos dez meses concluindo exatamente essa tarefa. Analisamos o grau no qual mais de 50 características potencialmente indicativas de consciência fenomênica[4] são encontradas em 18 táxons biológicos representativos. Para cada par de táxons (formigas, digamos) e características (comportamento protetor, por exemplo), primeiro determinamos se havia dados científicos suficientes para fazer a ligação sobre se o táxon em questão possui a característica. Se assim fosse, avaliávamos a probabilidade de o táxon possuir a característica. Os estudos que consultamos estão ligados a cada célula, acompanhados por citações e/ou comentários esclarecedores. Esses dados foram compilados em um banco de dados classificável e fácil de usar.

Fundamentação do Projeto

No restante deste post, pretendemos explicar quatro coisas: a) por que construímos o banco de dados, b) como escolhemos as caraterísticas que escolhemos, c) como escolhemos os táxons que escolhemos, e d) quais são as limitações do banco de dados.

O projeto foi inspirado em parte pelo trabalho de Luke Muehlhauser no Open Philanthropy Project. Em seu abrangente Relatório de 2017 sobre Consciência e Paciência Moral, Muehlhauser descreve brevemente a utilidade potencial de um grande trabalho de referência que coletasse em um único local dados científicos de diferentes campos relativos à consciência. Essa sugestão foi o impulso causal mais próximo do projeto atual.

O projeto é importante porque permitirá que doadores, empreendedores de caridade, ativistas dos animais e legisladores façam melhores julgamentos sobre quais são os animais que têm a capacidade de experiência validada.[5] Embora outros pesquisadores tenham ocasionalmente tentado avaliar a distribuição da consciência em todo o reino animal, o projeto é único tanto na amplitude dos táxons examinados quanto no número de características investigadas. Além disso, o projeto está aberto à melhoria contínua. Foi projetado para permitir tanto a incorporação de novas provas científicas à medida que essas provas fiquem disponíveis, como a inclusão de táxons biológicos adicionais (ou mesmo entidades não biológicas), caso essas adições sejam consideradas úteis.

Argumento por analogia e inferência para a melhor explicação

O projeto pode ser usado para facilitar o uso de dois argumentos importantes frequentemente utilizados para investigar a consciência em animais não humanos. O primeiro é um argumento por analogia. A estrutura básica de um argumento analógico é a seguinte (onde E1 é o domínio de origem e E2 é o domínio de destino):

1) A entidade E1 possui algumas propriedades P1… Pn
2) A entidade E2 possui as mesmas propriedades P1… Pn
3) A entidade E1 possui algumas propriedades adicionais Pn+1

4) Portanto, a entidade E2 provavelmente tem a mesma propriedade Pn+1

O nosso banco de dados pode auxiliar na construção de argumentos analógicos. Primeiro, escolha um determinado táxon do banco de dados para servir como o seu domínio de origem. Deve tratar-se de um ser relativamente ao qual se esteja razoavelmente confiante quanto à sua consciência (vacas, por exemplo). Em seguida, selecione algumas características que o táxon do domínio de origem possua e que se considere relevantes para que tenha consciência. Em seguida, selecione um táxon para servir como o seu domínio de destino. Este deverá tratar-se de um ser relativamente ao qual se esteja razoavelmente incerto quanto à sua consciência (por exemplo, polvos). Por fim, verifique quantas características do táxon do domínio de origem são compartilhadas pelo táxon do domínio de destino. Esse tipo de raciocínio analógico também deve ser executado no sentido inverso. Comece com um táxon em que se esteja razoavelmente certo de que não há consciência (plantas, por exemplo) e, em seguida, compare o perfil de características desse táxon com o táxon do domínio de destino original (neste exemplo, polvos).

O outro principal tipo de argumentos para o qual o nosso banco de dados pode ser útil chama-se inferência para a melhor explicação. A inferência para a melhor explicação está relacionada ao argumento por analogia, mas por razões teóricas complicadas, geralmente é mais poderosa.[6] Para ver como a inferência para a melhor explicação funciona, considere o modo como sabemos que os nossos semelhantes são conscientes. Quando corto a minha mão, grito, afasto a mão do objeto afiado e depois trato a ferida com um curativo limpo. Quando outros seres humanos cortam as suas mãos, também gritam e cuidam das feridas respectivas de maneira semelhante. Há uma variedade de hipóteses que, se forem verdadeiras, podem explicar esse comportamento. Talvez sejam robôs sofisticados programados para se comportarem como eu. Mas a melhor e mais simples explicação para o comportamento dos outros seres humanos é que eles sentem dor como eu sinto.[7]

É claro que, essa explicação pode estar errada, e podemos vir a descobrir que está errada. Se eu examinasse as cabeças de muitos outros seres humanos e, em cada caso, não encontrasse um cérebro, mas um dispositivo artificial rudimentar que recebesse sinais de uma fábrica de robótica, isso constituiria uma prova contrária à minha explicação anterior. Nessa altura, já não seria capaz de apoiar racionalmente a visão de que outros seres humanos têm estados mentais como eu. A inferência para a melhor explicação nos diz que, na ausência de provas contrárias, estamos habilitados a preferir a explicação mais simples de um fenômeno.[8]

A inferência para a melhor explicação também pode ser aplicada a animais não humanos. Primeiro, deve-se determinar qual é a combinação de características que se correlaciona com os padrões comportamentais que, em seres conscientes como os seres humanos, geralmente são causados por estados mentais conscientes, como dor e prazer. Então veja quais táxons possuem essa combinação de características (tendo o cuidado, é claro, de permitir que os padrões comportamentais sejam expressos de maneiras diferentes por diferentes táxons). Em seguida, verifique se há provas em contrário. As provas em contrário podem ter várias aparências. Por exemplo, poder-se-ia pensar que organismos abaixo de uma certa complexidade neurológica (medida pelo tamanho do cérebro ou pela contagem de neurônios) são incapazes de estados conscientes. Poder-se-ia pensar que a falha em alterar o comportamento para evitar estímulos prejudiciais é um sinal revelador de que o organismo em questão não sente dor. Poder-se-ia pensar que os nociceptores (células especializadas usadas para detectar eventos potencialmente prejudiciais) são necessários para a sensação de dor, nesse caso, os organismos que não possuem nociceptores são incapazes de sentir dor. Independentemente das opiniões de cada um, ter todos os dados relevantes facilmente manejáveis e acessíveis em um só lugar tornará o acerto das nossas crenças sobre a distribuição da consciência mais fácil e melhor informado.

Que características?

O nosso objetivo desde o início era criar um banco de dados com o conjunto mais abrangente de recursos publicados até aqui potencialmente relevantes para a experiência validada. Mesmo assim, tivemos que fazer algumas escolhas difíceis para manter a lista no intervalo gerenciável de aproximadamente 50 a 60 caraterísticas. Nesta seção, tentamos justificar a composição da lista. Para simplificar o assunto, discutimos a lista em termos de oito categorias amplas: características anatômicas, reações a estímulos nocivos, indicadores de aprendizagem, sofisticação cognitiva, conflitos de escolha motivacionais, comportamentos por estado de humor, respostas a fármacos e capacidade de navegação. Antes de considerarmos essas categorias em detalhe, é útil examinar primeiro o estado atual da literatura para ver quais foram as características que os outros projetos semelhantes investigaram.

O estado da literatura

Na literatura a discussão recente mais influente sobre a dor não humana é a de 2014 “Defining and Assessing Animal Pain[“Definindo e Avaliando a Dor Animal”][9] de Sneddon et al.  Os autores apresentam 17 características potencialmente relevantes para a percepção da dor e depois discutem até que ponto essas características são encontradas em 7 táxons muito amplos (veja a Tabela 1 abaixo).

Critérios para percepção da dor

Vertebrados Mamíferos  Aves Anfíbios/ Répteis Agnatha/ Osteichthyes Cefalópodes Decápodes  Insectos
Nociceptores
Vias do sistema nervoso central
Processamento central no cérebro
Receptores para analgésicos ?a
Respostas fisiológicas ?
Movimento de afastamento face a estímulos nocivos
Alterações comportamentais face à norma
Comportamento protetor Não
Respostas reduzidas por toma de analgésicos √a
Auto-administração de analgesia ? ? ? ?
Respostas com alta prioridade em detrimento de outros estímulos √/?b ? Não
Pagar o custo para acessar a analgesia ? ? ? ?
Escolhas / preferências comportamentais alteradas ?
Aprendizagem de alívio ? ? ? ?
Esfregar, mancar ou proteger ? ?
Pagar um custo para evitar estímulos ? ? ?
Conflitos de escolha com outros requisitos ? ? ?

(√) presente nos táxons selecionados indicando que pelo menos uma espécie dentro de uma classe animal preenche o critério, enquanto (?) denota que são necessárias mais evidências ou que são inconclusivas. Quanto mais critérios uma espécie individual satisfizer, maior a probabilidade de a espécie sentir dor, conforme definido nesta revisão.
a) Uma evidência farmacológica de que os opioides funcionam como analgésicos em baratas, Periplaneta americana (Gritsai, Dubynin, Pilipenko e Petrov, 2004).
b) Alguns estudos mostram que a dor é imperativa, enquanto outros demonstram um comportamento reduzido da dor quando as aves passam fome ou são colocadas em novas circunstâncias.

Características anatômicas

Reações a estímulos nocivos

Indicadores de Aprendizagem

Sofisticação Cognitiva

Conflitos de escolha motivacionais

Comportamentos por estado de humor

Resposta a fármacos

Capacidade de navegação

Qual táxon?

Quais formas de vida?

Qual classificação taxonômica?

Limitações do projeto

O cânone de Morgan vs. o princípio da precaução

A seleção de características influencia os resultados

Nem todos as características são relevantes para todas as espécies

Antropomorfismo

A literatura pode ser tendenciosa no sentido dos resultados surpreendentes

Não consideramos em que medida uma característica se generaliza em um táxon

A maioria das características surge em graus

Às vezes, é difícil verificar se um ser possui uma característica

É incerto o peso de prova a atribuir-se às características

Conclusão e próximos trabalhos

Este post resume o esforço da Rethink Priorities para entender melhor a questão da senciência dos invertebrados. Criamos um banco de dados abrangente da literatura científica relevante para a senciência dos invertebrados, cobrindo 53 características em 18 táxons biológicos. Esse banco de dados ajudará outras pessoas a avaliar a distribuição da senciência fora do subfilo Vertebrata. No próximo trabalho, utilizaremos esse banco de dados (assim como uma variedade de outras informações) para analisar se o bem-estar dos invertebrados é uma área de intervenção promissora.

Créditos

Este ensaio é um projeto da Rethink Priorities. Foi escrito por Jason Schukraft com contribuições de Daniela R. Waldhorn, Marcus A. Davis, Peter Hurford e Max Carpendale. Kim Cuddington, Marcus A. Davis, Neil Dullaghan, Peter Hurford, Tegan McCaslin, David Moss e Daniela R. Waldhorn fizeram comentários úteis sobre este ensaio. Se você gosta do nosso trabalho, considere assinar a nossa newsletter. Você pode ver aqui todo o nosso trabalho feito até o momento.

Notas

[1] Os vertebrados constituem um subfilo no filo Chordata. Cladisticamente, seria mais correto falar de “cordados” e “não cordados”. Ao usar os termos “vertebrados” e “invertebrados”, optamos pelo o uso comum. No entanto, o número de invertebrados no filo Chordata é trivial em comparação com o número de invertebrados fora dos Chordata, portanto, o uso comum não é totalmente impreciso..

[2] Os peixes elasmobrânquios (ou seja, peixes cartilaginosos, como os tubarões) podem ser uma exceção porque parecem não ter nociceptores. Ver, inter alia, Ewan Smith e Gary Lewin. 2009. “Nociceptors: A Phylogenetic View”. Journal of Comparative Physiology A vol. 195, Edição 12: 1096..

[3] Ver quadro S1 em Bar-On, YM, Phillips, R. e Milo, R. (2018). A distribuição de biomassa na Terra. Proceedings of the National Academy of Sciencesm 115 (25), 6506-6511..

[4] Usamos os termos “senciência”, “consciência fenomênica” e “experiência subjetiva” de forma intercambiável. Um organismo é senciente apenas no caso de haver algo que seja como ser esse organismo. “Experiência validada” denota um subconjunto adequado de experiência consciente, no qual as experiências assumem um efeito positivo ou negativo. Todas as criaturas com capacidade para experiência validada são necessariamente sencientes, mas nem todas as criaturas sencientes necessariamente têm a capacidade para experiência validada. Nota: “senciência” é usada de diferentes maneiras por diferentes comunidades filosóficas. Na filosofia da mente, o termo é normalmente usado em seu sentido amplo, para significar “consciência fenomênica”. (Veja, inter alia, este artigo do SEP sobre consciência animal.) Na filosofia moral, o termo é normalmente usado em seu sentido estrito, para significar “experiência validada”. (Veja, inter alia, este artigo do SEP com base no estatuto moral.) Adotamos o uso da filosofia da mente..

[5] O projeto também pode ser útil para filósofos e neurocientistas que estudam a consciência de maneira mais geral..

[6] Argumentos analógicos são indutivos. A inferência para a melhor explicação, por outro lado, é abdutiva. Argumentos abdutivos são não dedutivos, como os argumentos indutivos tradicionais, mas, ao contrário dos argumentos indutivos tradicionais que são justificados empiricamente, os argumentos abdutivos são justificados a priori. Justifica-se que usemos a indução porque, por uma questão de fato contingente, a indução funcionou bem no passado. Instâncias de raciocínio abdutivo, por outro lado, são geralmente adotadas para instanciar princípios de racionalidade que, se forem conhecidos, são conhecidos a priori..

[7] Outras explicações são mais complicadas porque levantam mais perguntas do que aquelas que resolvem. Por exemplo, por que será que alguém criaria robôs sofisticados programados para se comportarem como eu?.

[8] É importante notar que se pode preferir uma explicação sem acreditar plenamente nessa explicação. Se houver inúmeras explicações plausíveis, a melhor explicação poderá justificar apenas uma crença de 0,2. Por exemplo, é consistente ter uma crença bastante baixa na alegação de que os invertebrados sentem dor e, no entanto, pensar que essa explicação sobre o seu comportamento é mais provável do que qualquer outra explicação sobre o seu comportamento. Veja Michael Tye. 2017. Tense Bees and Shell-Shocked Crabs [Abelhas tensas e caranguejos em estado de choque]. Oxford University Press: 68..

[9] Veja também Robert Elwood et al., 2009 “Pain and Stress in Crustaceans?[Dor e estresse em crustáceos?”], Livro de Victoria Braithwaite, 2010, Do Fish Feel Feel Pain? [Os peixes sentem dor?], livro de Gary Varner, 2012, Personhood, Ethics and Animal Cognition [Estatuto de pessoa, ética e cognição animal], Todd Feinberg e Jon Mallatt, 2016, The Ancient Origens of Consciousness [A origem remota da consciência] e o relatório da Open Philanthropy de Luke Muehlhauser, citado anteriormente.


Excerto do texto publicado por Jason Schukraft no EA Forum, a 12 de junho de 2019.

Tradução de Ligea Hoki. Revisão de José Oliveira.

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