Vacinas Covid-19: aumentam as provas de que podem reduzir a transmissão

Por Kelsey Piper (Vox)

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Covid-19, vacinas reduzem transmissão? (Arte digital: José Oliveira | Fotografias: Pixabay)

Já faz mais de dois meses que os Estados Unidos estão a vacinar a sua população com duas vacinas Covid-19 — uma da Pfizer/BioNTech e outra da Moderna — que são altamente eficazes na prevenção da doença, da hospitalização e da morte.

Apesar deste facto, as autoridades de saúde pública e os meios de comunicação têm alertado que as pessoas vacinadas precisam de se comportar como antes de serem vacinadas. Isto porque não sabemos muito sobre a eficácia das vacinas na prevenção da transmissão a outras pessoas. Uma pessoa vacinada pode estar bem protegida contra a Covid-19, mas se for portadora do vírus, será que pode infectar as pessoas à sua volta?

Mas tem aumentado um conjunto de provas que sugere que as vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna, de facto, reduzem a transmissão viral. Dois estudos recentes mostram alguns resultados bastante favoráveis ​​— um do Reino Unido que descobriu que duas doses da vacina Pfizer/BioNTech reduziram em 86% as hipóteses de alguém desenvolver uma infecção que pudesse transmitir, o outro um estudo em Israel que encontrou 89,4% de redução (embora se deva assinalar que o estudo de Israel ainda não foi totalmente divulgado). Essas descobertas são consistentes com o que sabemos sobre as vacinas e a transmissão em geral.

Por outras palavras, mesmo enquanto esperamos por estudos mais definitivos sobre os efeitos das vacinas na transmissão, mais e mais cientistas pensam que temos informação suficiente para termos uma impressão bastante positiva sobre a capacidade das vacinas nos devolverem uma aparência de normalidade à medida que nos aproximamos de um ano de vida em pandemia.

Num artigo de opinião, os epidemiologistas da Johns Hopkins, M. Kate Grabowski e Justin Lessler, argumentaram: “Estamos confiantes de que a vacinação contra a COVID-19 reduz as hipóteses de transmissão do vírus”.

“Tenho sido muito cauteloso devido às provas limitadas sobre os efeitos na transmissão, mas concordo com [Grabowski e Lessler ] que um grande efeito na transmissão é a melhor explicação das provas limitadas até ao momento”, disse, na semana passada, o epidemiologista da Escola de Saúde Pública de Harvard, Marc Lipsitch.

Até mesmo o Dr. Anthony Fauci exprimiu uma opinião optimista. “A questão que se levanta é, se a pessoa que foi vacinada for infectada, essa pessoa tem a capacidade de transmitir a outra pessoa? Alguns estudos estão a apontar numa direcção muito favorável”, disse ele, na semana passada, numa entrevista colectiva na Casa Branca.

É muito difícil estudar exactamente o quanto uma vacina afecta a transmissão. Requer um rastreamento de contactos excepcionalmente bom, o que poucos países têm, ou a inferência a partir de muitas formas diferentes de provas limitadas. A incerteza permanece sobre até que ponto, exactamente, as vacinas reduzem a transmissão — e essa incerteza tem levado muitas autoridades de saúde pública a serem cautelosas nas suas declarações públicas.

Mas essa cautela pode acabar por enganar o público, dando às pessoas a impressão de que os cientistas não têm qualquer informação. Isto, por sua vez, também pode levar à hesitação face à vacina. Algumas pessoas podem pensar, se eu for vacinado, mas ainda assim tiver que continuar a usar máscara e a manter o distanciamento social o tempo todo, então porquê tomar a vacina sequer?

“Nas suas vidas pessoais, especialistas médicos — e, novamente, jornalistas — tendem a ser lúcidos a propósito das vacinas. Muitos estão a tomar vacinas assim que lhes oferecem uma. Estão a incentivar as suas famílias e amigos a fazerem o mesmo”, argumenta David Leonhardt num artigo do New York Times. “Mas quando estes falam para um público nacional, transmitem uma mensagem que dá uma ideia muito diferente. É dominada por conversas sobre riscos, incertezas, advertências e possíveis problemas. Alimenta a desinformação anti-vacinas pré-existente e a ansiedade.”

As vacinas de facto reduzem a transmissão. Levam-nos de facto a dar um grande passo em direcção à vida para lá da pandemia. E as mensagens das nossas instituições deveriam começar a reflectir isso.

Explicação dos dois novos estudos que analisam a vacina Pfizer/BioNTech

Agora que muitas pessoas foram vacinadas contra a Covid-19 — cerca de 44 milhões nos Estados Unidos — estão a surgir novas investigações todos os dias que esclarecem o quadro da transmissão. Dois novos estudos importantes analisam a taxa de doença entre as pessoas que receberam as duas doses da vacina de mRNA da Pfizer/BioNTech. Isto é um número importante para avaliar em que medida as vacinas são eficazes relativamente à transmissão — quanto mais reduzida for a taxa de infecção, mais reduzida será a taxa de transmissão.

Recuemos aqui um pouco para explicar qual é a situação quanto às vacinas: Existem várias vacinas aprovadas em diferentes partes do mundo, com várias abordagens e níveis de eficácia. As melhores vacinas que existem parecem ser as vacinas Moderna e Pfizer/BioNTech, que são as únicas vacinas com autorização de uso de emergência nos EUA, neste momento. Apenas para manter o âmbito desta peça viável, esta irá concentrar-se nas vacinas Moderna e Pfizer/BioNTech.

Um novo documento de trabalho publicado na segunda-feira no programa de publicação pré-impressão do The Lancet observou profissionais de saúde no Reino Unido que foram vacinados com a vacina Pfizer/BioNTech. Descobriu que a vacina não apenas torna as pessoas menos propensas a contraírem infecções sintomáticas (o que já sabíamos dos testes iniciais da Pfizer/BioNTech) — mas também as torna muito, muito menos propensas a serem infectadas de todo. “A eficácia da vacina foi de 72%… 21 dias após a primeira dose e 86%… 7 dias após a segunda dose”, concluiu o estudo.

Isto é menos do que o número que pode ter visto nos títulos dos jornais de 95%, mas esses 95% medem infecções sintomáticas; isto mede todas as infecções, mesmo as assintomáticas “invisíveis”, por meio de testes de rotina em pessoas saudáveis.

Outro novo artigo, desta vez vindo de Israel, também analisou a vacina Pfizer/BioNTech. (Uma grande advertência: as descobertas foram anunciadas num comunicado à imprensa, mas o estudo em si ainda não foi divulgado.) Este encontrou uma queda de 89,4% nas infecções entre pessoas que receberam duas doses da vacina, por comparação com as pessoas não vacinadas. Ainda não temos tantas informações desta investigação quanto gostaríamos pois, o artigo ainda não foi divulgado e, dados os desafios metodológicos de calcular a transmissão, os detalhes do artigo são muito importantes. Mas esse número é semelhante ao do estudo do Reino Unido.

Embora os estudos se tenham concentrado apenas na vacina da Pfizer/BioNTech, há motivos para acreditar que os resultados se traduzem também na vacina da Moderna. As duas vacinas funcionam de forma muito semelhante. Ambas contêm um conjunto de instruções para o RNA das nossas células construir uma proteína muito semelhante à “proteína espícula” do coronavírus. Em seguida, o sistema imunológico reconhece o intruso e responde, produzindo anticorpos que, mais tarde, irão proteger contra o coronavírus.

Como as duas vacinas funcionam de forma muito semelhante, os investigadores com quem falei disseram que era extremamente provável que ambas bloqueiem a transmissão num grau semelhante. Como resultado, podemos presumir — embora com alguma incerteza — que as provas de fortes reduções de infecção da vacina da Pfizer/BioNTech também se aplicam à da Moderna.

Mas mesmo antes de sair a investigação mais recente, já sabíamos que as vacinas ajudariam a conter a transmissão. Por um lado, as vacinas de mRNA da Moderna e da Pfizer/BioNTech reduzem as hipóteses de se ter um caso sintomático de Covid-19 em 94% e 95%, respectivamente. Esse é um ponto de partida promissor — se uma pessoa não tiver Covid-19, não poderá transmiti-la.

Mas e os casos assintomáticos?

Nos seus testes clínicos iniciais, a Moderna e a Pfizer não estudaram se as pessoas vacinadas tinham casos assintomáticos de Covid-19 — isto é, pessoas que testaram positivo para o coronavírus, mas que não tiveram qualquer sintoma. No entanto, quando as pessoas foram tomar a segunda dose, a Moderna aplicou-lhes um teste nasal para a Covid-19. Num anexo à sua apresentação à FDA, a Moderna diz que 14 das 14 134 pessoas vacinadas tinham Covid-19 (sem sintomas no momento) e 38 das 14 073 pessoas no grupo de controle tinham Covid-19 (sem sintomas no momento).

Isso exclui uma grande preocupação acerca das vacinas: que estas possam tornar leve a Covid-19 em pessoas vacinadas — tão leve que não apresentam qualquer sintoma — sem realmente a evitar. Em vez disso, ficou claro, já em Dezembro, que as vacinas reduzem a infecção assintomática, bem como reduzem a infecção sintomática.

Usando os dados do teste nasal da Moderna, o biólogo de doenças infecciosas, Marm Kilpatrick, da UCSC estimou que a vacina, depois de uma única dose, reduz até 90% as hipóteses de uma pessoa ser infectada com a Covid-19. (Quando lhe enviei um e-mail, determinamos que, nas hipóteses mais pessimistas, a redução poderia ser algo à volta de 78% a 88%.) É claro que, a eficácia geral da vacina após as duas doses, quase de certeza será maior.

Os novos dados sobre a vacina Pfizer/BioNTech em Israel e no Reino Unido corroboram esta descoberta. Isso sugere que, após as duas doses, a vacina é 85% a 90% eficaz na prevenção da infecção com a Covid-19.

Existem algumas ressalvas. Os dados do Reino Unido e de Israel provêm de estudos observacionais, não de testes aleatórios controlados: se as pessoas que foram vacinadas diferem das que não foram, aquilo que o estudo presume pode não se manter. Face a isto os investigadores fazem os melhores ajustes que é possível, mas qualquer ajuste será imperfeito. Além disso, tomar a vacina pode mudar o comportamento — os vacinados podem expor-se a mais riscos e podem ser menos propensos a procurar o teste Covid-19, ou serem obrigados a fornecer resultados negativos desse teste.

Portanto, esta estimativa não deve ser considerada definitiva. Mas coincide com outras fontes de prova e sugere que, em geral, a vacina é provavelmente altamente eficaz — na faixa dos 80% a 90% — na prevenção de infecções. E baixas taxas de infecção significam baixas taxas de transmissão.

Carga viral e probabilidades reduzidas de transmissão

Mas digamos que uma pessoa que foi vacinada ainda assim seja infectada com a Covid-19. Isso não é bom, mas a vacina provavelmente continua a proteger as pessoas à sua volta, de acordo com a investigação realizada até agora. Isto deve-se a outra consideração: carga viral — isto é, a quantidade de vírus que pode ser medida no nariz e na garganta de um paciente.

Nem todos aqueles que têm Covid-19 têm a mesma probabilidade de a transmitir. Um novo estudo publicado no The Lancet baseado em investigações em Espanha de rastreamento de contactos encontrou uma associação muito forte entre a carga viral e a quantidade de outras pessoas que o paciente infecta, bem como a gravidade das infecções nas outras pessoas.

Isto não é muito surpreendente. A carga viral determina a quantidade de vírus que se tosse ou que se expira para o ar, o que determina se outras pessoas ficarão doentes. E se estas ficarem doentes com uma dose incomummente grande do vírus, isso irá antecipar a infecção, e provavelmente ficarão mais doentes.

“No nosso estudo, a carga viral dos pacientes iniciais foi um dos principais impulsionadores da transmissão da SARS-CoV-2. O risco de COVID-19 sintomático foi fortemente associado à carga viral dos contactos iniciais”, conclui o estudo.

O impacto da vacina na transmissão, então, será o produto de dois factores, disse-me o co-autor Michael Marks, epidemiologista da London School of Hygiene and Tropical Medicine: menor hipótese de ser infectado e menor carga viral se for infectado.

Já cobrimos o primeiro ponto acima; e quanto ao último? As vacinas reduzem a carga viral?

Nesse aspecto, há uma óptima notícia num outro estudo não publicado baseado em dados de Israel: a vacina de mRNA da Pfizer/BioNTech parece reduzir drasticamente a carga viral, por isso as pessoas que contraem Covid-19 após a vacina têm menos vírus no nariz e na garganta, tornando-os menos propensas a infectar outras pessoas.

“Descobrimos que a carga viral é reduzida em 4 vezes para infecções que ocorrem 12 a 28 dias após a primeira dose da vacina. Essas cargas virais reduzidas sugerem uma menor infecciosidade, contribuindo ainda mais para o impacto da vacina contra a disseminação do vírus”, conclui o estudo. Esta investigação ainda não foi publicada, nem houve revisão pelos pares, mas se os dados se vierem a confirmar, isso sugere que as pessoas vacinadas que venham a testar positivo e sejam infecciosas ainda assim serão significativamente menos infecciosas do que as pessoas não vacinadas.

“Os dados são certamente intrigantes e sugestivos de que a vacinação pode reduzir a infecciosidade dos casos de COVID-19, mesmo que não impeça a infecção por completo”, disse à Nature Virginia Pitzer, modeladora de doenças infecciosas da Escola de Saúde Pública de Yale.

Muitas das advertências discutidas acima também se aplicam a este estudo. Esta investigação de Israel é um estudo observacional, não um teste aleatório controlado. No entanto, as pessoas vacinadas tiveram a mesma carga viral média durante os primeiros 12 dias após a vacinação que as pessoas não vacinadas, e somente após 12 dias começou a surgir uma diferença, o que sugere que a vacina é que está a produzir a diferença.

No total, a vacinação torna as pessoas, inequivocamente, menos propensas a contrair a Covid-19. Depois, se uma pessoa vacinada contrair a Covid-19, os dados preliminares da Pfizer em Israel sugerem que estas terão cargas virais mais baixas, o que as outras investigações estabeleceram ser motivo para as tornarem menos propensas a transmitir o vírus. E por causa da carga viral mais baixa, se infectarem outra pessoa, a infecção terá menos probabilidade de ser séria.

Esclareço que, a questão de transmissão é baseada em dados iniciais — ainda há incerteza sobre como, exactamente, cargas virais mais baixas em pessoas vacinadas se irão traduzir em menor infecciosidade. Mas “alguns dados” é diferente de “nenhum dado”.

Como devemos e não devemos falar sobre a incerteza

Não há uma dúvida significativa entre os epidemiologistas de que as vacinas reduzem de algum modo a transmissão.

Em primeiro lugar, quase todas as vacinas o fazem, por isso era uma boa suposição de onde se podia partir antes de termos quaisquer dados. (Existem algumas excepções, como a vacina para a tosse convulsa, mas são muito raras.)

Em segundo lugar, é para aí que apontam todos os dados sobre as vacinas da Covid-19. “Todos pensam que os dados indicam uma redução no total de infecções, bem como nas infecções sintomáticas”, disse-me Kilpatrick. “As pessoas discordam sobre se podemos calcular com precisão quão [grande é] a redução no total de infecções e infecciosidade.”

Por outras palavras: parece haver consenso de que as vacinas não apenas mantêm os vacinados seguros, mas também tornam as pessoas à sua volta mais seguras. A verdadeira questão é, em que medida estarão mais seguras. Lipsitch, que é mais conservador do que Kilpatrick na estimativa desse impacto, ainda assim diz que nenhum efeito na transmissão seria “mais do que chocante“, e que a sua melhor estimativa improvisada é que o nível mínimo de redução da transmissão de acordo com as provas será de 50%.

Mas o facto de que as vacinas também tornam as outras pessoas mais seguras não tem aparecido necessariamente nas mensagens públicas. As notícias sobre a vacina destacaram o que a vacina não pode garantir e aquilo que não podemos fazer depois de sermos vacinados.

“Sim, as pessoas com vacinação contra o coronavírus ainda assim devem distanciar-se umas das outras. Eis o porquê”, argumentou o Washington Post.

“Está totalmente vacinado contra o coronavírus — e agora? Não espere tirar a máscara e voltar às actividades normais imediatamente”, começa uma peça da Associated Press na qual pessoas mais velhas que foram totalmente vacinadas são aconselhadas a não se reunirem.

“A nossa discussão sobre as vacinas tem sido pobre, muito pobre,” disse ao New York Times o Dr. Muge Cevik, um virologista. Esta tem enfatizado de forma esmagadora o facto de que a transmissão pós-vacina ainda assim é possível, em vez de discutir com franqueza a probabilidade de tal transmissão e de deixar que as pessoas façam os seus próprios cálculos de risco.

Isto porque muitas autoridades de saúde pública se preocupam que se esteja a encorajar as pessoas que foram vacinadas a “festejarem como se fosse 1999”, potencialmente espalhando o vírus a outras pessoas que ainda não tiveram a hipótese de ser vacinadas.

É importante notar que para o comportamento de uma pessoa vacinada ser mais perigoso do que o de uma pessoa não vacinada, esta teria de se comportar loucamente. Se as vacinas reduzem a infecção em 90%, então, a menos que seu comportamento se torne 10 vezes mais perigoso após a vacinação, ainda assim será mais seguro estar perto de si do que antes de ter tomado a vacina.

Não vá saltar de bar em bar, mas provavelmente não há problema em convidar para sua casa amigos também vacinados, argumenta no Washington Post a Dra. Leana Wen, da Escola de Saúde Pública George Washington. Deixar os seus avós abraçarem os seus filhos? As famílias podem razoavelmente concluir que também não há problema, diz ela.

As pessoas vacinadas devem, é claro, respeitar as regras estabelecidas sobre máscaras — os trabalhadores essenciais que fazem cumprir essas regras não têm como saber quem foi vacinado. E, embora a maioria das pessoas ainda não esteja vacinada, os vacinados devem ser cuidadosos sobre como proteger aqueles que ainda não tiveram a hipótese de tomar as vacinas. Mas esses lembretes não devem abafar uma compreensão precisa do facto de que as vacinas realmente são eficazes.  

“Avisar as pessoas que não devem fazer nada diferente após a vacinação — nem mesmo na privacidade das suas casas — cria a impressão errada de que as vacinas oferecem pouco benefício. As vacinas proporcionam uma verdadeira redução do risco, não uma falsa sensação de segurança”, argumentou a epidemiologista Julia Marcus no Atlantic.

As nossas recomendações para pessoas vacinadas devem reflectir o nosso melhor entendimento actual das provas.

É verdade que ainda há alguma incerteza sobre a magnitude dos efeitos das vacinas na transmissão. É possível que, à medida que ficarmos a saber mais a partir de Israel, as recomendações mudem. E é importante que as pessoas sejam totalmente vacinadas — duas doses, mais o tempo necessário para que a imunidade se estabeleça totalmente — antes de presumir que a vacina os protegeu totalmente e às pessoas à sua volta.

Mas o que é importante lembrar é que não estamos a trabalhar a partir da completa ignorância. Sabemos muito sobre as vacinas e o que sabemos aponta para que sejam muito eficazes na redução da transmissão e na protecção das pessoas à nossa volta. Caso esteja hesitante em tomar a vacina porque ouviu que esta pode não proteger as outras pessoas, não deveria estar, porque as provas sugerem que protege. Esta mensagem é pelo menos tão importante quanto os avisos para os vacinados não fazerem “festas”.

Correcção, 24 de Fevereiro: Uma versão anterior deste artigo divulgou erroneamente o número de americanos que receberam a vacina Covid-19. Sessenta e quatro milhões de doses já foram administradas, mas visto que as vacinas aprovadas até agora são administradas em duas doses, 44 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose.


Publicado originalmente por Kelsey Piper na Vox, a 23 de Fevereiro de 2021.

Tradução de José Oliveira.

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